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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Contentinhos...a ver passar ministros!...

Os ministérios da Educação e da Justiça vivem, como todo o país, aliás, atolados em chefes intermédios, subchefes e chefes adjuntos. Todos eles chefes, claro. Estes dois ministros, responsáveis por máquinas tão pesadas, estão nas mãos dos serviços e, por força da empreitada que lideram, dependem dos serviços. Ora, é fácil concluir que a incompetência e a irresponsabilidade não foram exclusivamente de Crato e de Paula Teixeira da Cruz.
Sílvia de Oliveira, no DN de hoje, A praga dos subchefes
Referi-me ao assunto, em post de há dois dias. 
E junto que, se aqueles ministros, ou outros, mereciam ser demitidos não era pelos factos agora em causa (colocação dos professores e citius), mas por terem mantido praticamente intocada toda a estrutura que há anos vem causando problemas a si próprios e aos antecessores, o que seria o menos, e que persiste em trazer graves problemas para os cidadãos, o que é o mais. 
Acontece que Ministro, não tendo poder, nem para admitir, nem para demitir, não tem poder nenhum. O que faz que quem manda é quem lá está. Contentinhos, a ver passar ministros...

26 comentários:

opjj disse...

Sabe-se que 73 candidatos aos tribunais levam um aumento de 1000€ e pensar no aumento de 20€ ao salário mínimo chorado!
Os juízes só querem massaroca e não escondem.Uma casta superior.A ministra fez uma reforma fenomenal mas parece que os interessados não têm interesse na reforma.
Quanto ao ministro CRATO,tanta perseguição quando os deputados acusadores há sua época iniciavam as aulas a 7,8, ou 10 de Outubro e tinham férias 3 meses, 20 dias no Natal e Páscoa e 7 dias no carnaval.
Deviam cruxificar-se a si próprios pela incongruência.

Pinho Cardão disse...

Auto-crucificação também não, esse tempo passou...
Já bastaria reconhecer os erros, mas isso nunca farão.

JM Ferreira de Almeida disse...

"Rosa ou laranja, um incompetente é um incompetente – e não há convicção ideológica que resista à avalanche de inépcia que tem desabado sobre nós no último mês e meio", José Miguel Tavares no Público. Verdade, verdadinha....

Pedro disse...

Mas então acha mesmo que os Ministros (do Citius e o da Formula) devem manter-se ?...ou "dever-se-ão" ir embora ?



É que sendo assim essa praga de "sub-chefes" (ainda gostava de ouvir os sub-chefes a opinar sobre os "subsub-chefes"...), pergunto agora sim com a certeza da razão: Então se estão sequestrados pelos sub-chefes e nada podem fazer, pq não se demitem ?

Pinho Cardão disse...

Caro Ferreira de Almeida:
Concordo em absoluto. Ministros, assessores, directores gerais, chefes de serviço, técnicos, chefes de secção, de repartição, o que se quiser, a cor nada interessa em matéria de competência ou falta dela.

Caro Pedro:
Pois, nessa circunstância, falo por mim: se eu não os pudesse demitir, demitia-me eu.Para isso ainda tinha poder.

João Pires da Cruz disse...

Esperem lá, mas despedir funcionários públicos ou, até, reduzir-lhes a renda não é inconstitucional? Não foi exactamente este presidente da república que fez questão de que se formasse a jurisprudência suficiente para defesa da situação? Então? Agora é esperar que morra... o estado. Cavaco Silva ganhou, os ministros perderam.

Bartolomeu disse...

Não entendo porque razão a solução dos problemas se acha no despedimento e na admissão de funcionários e não, na reunião e diálogo com os chefes dos serviços e até com os funcionários, chamando-os à razão pedindo-lhes que colaborem executando as tarefas que cabem dentro das suas competências profissionais e em última instância, instaurando-lhes processos disciplinares... com as consequências que essas decisões acarretarem...

João Pires da Cruz disse...

Inconstitucional, caro Bartolomeu. Viola o Princípio da Confiança no Estado pelo Próprio Estado, criação do Sr. Silva e transformado em princípio fundamental pelo TC. Ninguém nunca disse que um funcionário público poderia ser despedido por não cumprir com a vontade do povo, portanto há a expectativa legítima do funcionário de nunca mais fazer um corno na vida desde que entra para os quadros do estado. Como nos ministérios são todos funcionários públicos tirando o ministro, há que despedir aquele que não tem expectativas...

Bartolomeu disse...

... o corno, portanto.

Luis Moreira disse...

Sempre fui gestor no privado com excepção do período 1991/1995 em que fui director-geral num ministério. Podem crer que se a ministra não saltasse para dentro da piscina não haveria CITIUS nunca mais. E na educação a culpa de Crato é não ter dado autonomia às escolas para recrutar pessoal. São as estruturas que mandam e são elas que fazem chegar aos jornais as "notícias". Uma "organização" bem untada na administração pública

Pinho Cardão disse...

Claro, caro Luis Moreira. É mesmo isso.
E, claro, com o clima existente, a coisa tende a perpetuar-se.

Suzana Toscano disse...

Se um líder se queixa da organização toda, alguma coisa vai muito mal com o líder e não é certamente por dificuldade em substituir chefes e subchefes no Estado que não se fazem as mudanças à vontade do freguês. Talvez o problema seja que lidamos muito mal com os erros, enquanto exigimos reformas "radicais" e "estruturantes" de preferência com baixo custo de investimento, incluindo em pessoas. Muito, depressa, barato e bem, que venha quem... E também gostava de conhecer uma organização que despedisse primeiro as pessoas todas para depois reformar à vontade, e também gostava de conhecer uma organização que respondesse de imediato a uma emaranhado legal, sempre a mudar, acumulando sucessivas orientações, reorganizações, críticas constantes, zero de estímulo, muita responsabilidade, incluindo financeira e pessoal e até criminal, para pagar os erros que possa cometer em cada decisão. Se conhecerem, inscrevo-me já para ver o fenómeno. E os chefes e subchefes.

MM disse...

Haja alguém, Dra Suzana! A culpa é sempre do cao, claro!

Luis Moreira disse...

6 000 organismos paralelos à administração pública. Metade foram criados para evitar os chefes e subchefes. E é só ver a que nível se tomam as decisões ( veto de gaveta)e quem é que executa ( em empresas de familiares e amigos)e depois classifica já como chefe e subchefe. A renovação da administração pública com gente responsável e paga segundo o mérito é condição necessária. Sem isso é o circo habitual

Unknown disse...

"mas por terem mantido praticamente intocada toda a estrutura que há anos vem causando problemas a si próprios e aos antecessores"

Este é o ponto da questão!
Que o PS queira manter o sistema, percebe-se. Que quando o PSD chega ao governo se torna um mero gestor público percebe-se menos.

É fundamental que na próxima legislatura tenhamos um PSD verdadeiramente Reformista
que seja menos um Partido do Estado e mais um Partido da Sociedade

Mas para que isso aconteça é preciso que as novas ideias sejam lançadas agora.

Mobilizar todo o pensamento não socialista na construção dessa Reforma é o imperativo do momento.

António Alvim

Suzana Toscano disse...

Caro Luis Moreira, compreenderá, com todo o respeito, que é difícil rebater esse tipo de argumentos, é mais ou menos o mesmo que dizer que o nosso País seria fantástico se não fossem os portugueses, aliás excelentes quando vão trabalhar "lá para fora", não será de estranhar semelhante contraste? Muitos dos organismos paralelos (paralelos em relação a quê?) surgem precisamente com o argumento surpreendente de terem que ter regras diferentes dos "outros" para poderem ser eficazes, capazes de recrutar os melhores, etc, etc. Sempre me surpreendeu a candura deste argumento, então reconhece-se que as condições impostas ao comum dos serviços são impeditivas de tal eficiência e qualidade?
Caro António Alvim, também não sei como se iria identificar finalmente a tal "mudança de estruturas" de que tanto se fala, o facto é que não há governo nenhum que não mude as estruturas, vezes sem conta, apresentando depois listas e listas do que se extinguiu, fundiu ou reestruturou. Mas alguma vez se fez o balanço da melhoria de capacidade de trabalho? Ou logo a seguir muda-se outra vez, como se a "mudança" em si fosse o objectivo e os resultados seja o que Deus quiser. É assim, e será assim, enquanto o mote for esse, e apenas esse.

João Pires da Cruz disse...

Cara Suzana, o ministro não é o líder de nada. Para isso há funcionários com décadas de experiência, conhecimentos acumulados e carreiras feitas. O ministro é o mandante. Faz uma enorme diferença e é essa diferença que tem perpetuado a inutilidade crónica do estado português.

Unknown disse...

Susana
Creio que não me percebeu.
Aquilo que defendo é que o Estado deixe de ser o prestador directo.
Que entregue as escolas e que passe a ser contratualizador e fiscalizador. É toda uma outra realidade. Depois será cada escola a tratar da sua vida. A definir o seu projecto de escola e a contratar os seus professores.
Correia de Campos terá sido o único reformista nos últimos 10 anos com a Reforma dos Cuidados de Saúde Primários que consistiu na criação das Unidades de Saúde Familiares. Unidades autogeridas na base de uma carta de compromisso contratualizada. Condicionantes socialistas fizerem que tudo se passe ainda na esfera pública
Antes, em 2002 em propus ao Ministro Luis Filipe Pereira a abertura a USFs privadas contratualizadas pelo estado e a concessão das unidades existentes, como aliás acontece no SNS Inglês. Ainda hesitou mas depois, mal aconselhado, decidiu em investir na gestão pública....
Nota- Não estou a falar em regime liberal. Estou sim a falar num regime baseado em contratualização pelo estado, mas com liberdade de iniciativa e de escolha. Como se faz a transição? isso é outro capítulo.


Luis Moreira disse...

Eu vi em directo pelas TVs o assassinato político de Correia de Campos, um dos homens que mais sabe em Portugal de Política de saúde.Telefonemas feitos entre a cental do 112 e os bombeiros para mostrar como era um crime fechar maternidades. E, no entanto, as maternidades vão mesmo ter que fechar por não darem a mesma segurança que dá um hospital geral.
Aqui tem um exemplo. Quem é que derrotou Correia de Campos, ministro? Quem vive do e controla o SNS.

Manuel Silva disse...

Tanto rodriguinho acerca dos chefes e sub-chefes para safar os chefões.
Varram TODA a imprensa dos últimos 10 anos a apontem quando houve 2 caos na colocação de professores semelhantes a este.
Eu sei quando foi mas não digo.
Entretanto reformaram-se milhares de (in)competentes chefes, subchefes e meros funcionários nos últimos 3 anos. Passem pela 24 de Julho e vejam o deserto que é o enorme edifício do ME.
O problema se calhar está no fanatismo ideológico, que gera o sentimento de autossuficiência, e nas opções tomadas.
O Chefe de Gabinete de Paula Teixeira da Cruz, José Barros, não se demitiu por a ter avisado, sem ser ouvido, do caos que se avizinhava?
E o CITIUS já funcionava há anos, não conseguiria era suportar uma carga de milhões de processos de um dia para o outro.
E no ME a fórmula de cálculo da classificação dos professores estava matematicamente errada.
E o ministro desconhecia-a?
Santa ingenuidade.





Luis Moreira disse...

Ingenuidade ? Então leia :http://bandalargablogue.blogs.sapo.pt/a-quem-serve-a-bagunca-na-escola-1079097

Manuel Silva disse...

Caro Sr. Luís Moreira:
Sabe que a fórmula de cálculo do tempo de serviço estava matematicamente errada?
O que foi publicamente denunciado por matemáticos e físicos insuspeitos, como o Prof, Carlos Fiolhais?
E que o ministro afirmou publicamente que não?
E que, depois de ter sido obrigado pela evidência a admitir o erro, afirmou na AR: os professores envolvidos «mantêm-se nas escolas»?
Para depois dar o dito por não dito e afirmar, na mesma AR, que disse «mantêm-se» mas não «manter-se-ão»?
E que o Secretário de Estado afirmou na SIC-Notícias que não havia enquadramento legal para compensar os professores prejudicados, pelo que lhes restava recorrerem aos tribunais (no caos em que estão dá vontade de rir)?
Para dias depois o ministro afirmar que criaram um mecanismo legal para ressarcir os professores?ª
Aquilo por ali anda tudo aos papéis.
E depois a burocracia, os chefes e subchefes é que são os culpados.
Eles é que põem o ministro a mentir.
E sobre o que me refere, a informação é de um blogue, pelo que deve ser lida com cuidado. Veja toda a imprensa dos últimos 10 anos, mas TODA, não só o Correio da Mãnha.
E não se esqueça de um pormenor, é só um pormenor: antes os professores podiam concorrer todos, mesmo os dos quadros para mudar de escola, o que envolvia mais de cem mil.
Neste concurso está em causa um universo de cerca de 2000 contratados por um ano.
E deu no caos que deu, que faria se fosse um concurso universal.

Luis Moreira disse...

A formula matemática errada foi criada por alguem dentro do ministério, não? Por algum chefe ou subchefe, vá lá saber-se...

Manuel Silva disse...

E o ingénuo do ministro, mesmo depois de confrontado por tanta gente, continuou a afirmar que não havia erro nenhum.
Mas afinal, parece que há mais ingénuos, ou então há quem nos queira fazer passar por parvos.
Mas se tudo corresse bem os louros iam para o ministro, como é costume.
Assim a culpa deve ter sido do electricista, como de costume também.

Luis Moreira disse...

O que não há dúvida é que foram os serviços que erraram.

O Reformista disse...

Caro Pinho Cardão

Pode me enviar o seu mail?

Abraço amigo

António Alvim