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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

O paradoxo eólico

 O que se diria do investimento numa fábrica de um produto em já houvesse capacidade instalada suficiente para acolher as necessidades do mercado interno e não fosse possível a exportação, pela não existência de interligação com o exterior?
Mais, que se diria de tal investimento, acrescentando que o mesmo exigiria investimentos adicionais pesados no sentido de assegurar alguma utilização do produto no período de maior fabricação e menor consumo?
Mais ainda, que se diria de um investimento que só é capaz de produzir intermitentemente e exige investimentos adicionais pesados para manter o fluxo sem quebras junto dos utilizadores?
E ainda, que se diria de um investimento que faz recair sobre o consumidor não apenas o custo da produção própria, mas ainda o custo dos meios alternativos necessários para viabilizar o seu produto?
E que se diria de um investimento que, para além de provocar todos esses custos adicionais, ainda beneficiasse os seus promotores com uma rentabilidade excessiva, penalizando a clientela, que são todos os cidadãos de um país?
E se diria a política fosse insistir neste modelo, como foi a política do anterior governo e é a do actual, aumentando a participação da eólica na produção de electricidade?
O Governo português pressionou o Conselho Europeu  no sentido de uma maior capacidade de interligação da rede eléctrica através dos Pirinéus, como forma de “escoar” a capacidade eólica instalada.
Claro que a interligação é um bem absoluto, mas essa pressão é a confirmação clara da persistência do erro político que torna o preço da nossa energia como um dos grandes estrangulamentos à produtividade, à exportação e ao emprego, gera défices tarifários colossais e é uma sobrecarga para as famílias.
PS: Dirão os "puristas" que não é exactamente assim. Porventura, a nível de terceiras, quartas e quintas derivadas. Mas a função principal é essa. Aliás, uma disfunção caríssima.  

14 comentários:

Bartolomeu disse...

Seja como for, é uma alegria passearmos por este nosso Portugal e vermos os montes e montanhas "semeados" de grandes torres brancas em cujo topo, 3 enormes pás, acopladas a um gerador, rodam sem parar. São o encanto do meu netinho que, com menos de 10 anos, pula na cadeirinha, bate palmas e não se cansa de repetir, vião, vião, apontando para os imponentes cata-ventos. Eu penso que a principal preocupação dos nossos ex e atuais governantes, não foi a de produzir energia mais limpa e menos dispendiosa; foi sim, a de proporcionar aos mais pequenos, uma distração agradável, capaz de os distrair durante as viagens de carro mais longas. Abençoadinhos!

Bartolomeu disse...

PS; onde escrevi "... meu netinho que, com menos de 10 anos" queria ter escrito, meu netinho que, com menos de 2 anos.

O Reformista disse...

Bom dia
Pode me enviar seu mail?

Obrigado
antonioalvim@netcabo.pt
António Alvim

Henrique Pereira dos Santos disse...

1) Não consigo entender como se foca em 15% do mercado da energia (a electricidade), esquecendo os outros 85% e conclui que os preços da energia (medidos por 15% do mercado), são um forte entrave ao desenvolvimento;

2) Persiste em afirmar, contra toda a evidência empírica, que existe uma ligação directa entre preço da electricidade (e é só desse que está a falar, que, repito, é 15% do mercado da energia) e desenvolvimento;

3) Estranho que entenda que onde existe capacidade instalada para o consumo de qualquer produto hoje se deva esquecer o consumo futuro;

4) Acho que tem as contas mal feitas sobre a economia associada aos ciclos de produção e consumo, e talvez seja bom fazê-las pondo os números económicos à frente (o que conta é o valor da energia, não é a quantidade de energia, porque o valor de uma unidade em período de vazio é substancialmente diferente do valor em período de ponta, o que é especialmente relevante num produto que não pode ser armazenado, nem pode ter falhas pontuais em períodos de ponta);

5) Estranho que perante uma barreira à exportação, seja de que produto for, não entenda que é dever do Governo procurar eliminar essa barreira, em especial quando as barreiras existentes são uma mera atitude protecionista de um estado concorrente a querer produzir a sua indústria energética;

6) Se está tão convencido de que a rentabilidade das eólicas é a que diz, o que estranho é que não se vejam projectos de produção recentes de grande dimensão, incluindo seus;

7) O défice tarifário não tem nenhuma relação com a eólica, tem apenas com uma política de avestruz de pretender colocar electricidade no consumidor mais barata do que ela custa. Eólica ou não, o preço da electricidade tem sido manipulado pelos governos por razões que nada têm com a racionalidade económica nem com a fonte de energia de onde provêem.

Luis Moreira disse...

E a energia a partir da biomassa que é de longe a mais barata? Serve para arder nos incêndios de verão?
A composição da oferta na energia é mais um hino à incompetência e ao modernaço

Henrique Pereira dos Santos disse...

A energia da biomassa é barata? em que condições?

Manuel Silva disse...

Caro Henrique Pereira dos Santos:
Quer um conselho de amigo?
Não perca o seu precioso tempo.
Ainda não percebeu que, APENAS, repito, APENAS por razões ideológicas é que se fazem posts destes ou outros semelhantes, (como os das inundações em Lisboa − único sítio do mundo onde choveu, como se sabe, uns pinguitos de chuva, 34 litros/m2 em curto espaço de tempo− ou os da Rotunda do Marquês − mais depressa se vê 700 mil euros a tentar resolver o problema do trânsito do que 1,3 milhões no túnel que os gera), não por conhecimento técnico do assunto ou por racionalidade de análise?
Portanto, há lutas inglórias: esta sua de esclarecer esclarecidamente é uma delas.
Passados uns meses verá aqui posts a dizer exactamente o mesmo que este, porque quando se não tem a humildade de se reconhecer que antes de se falar de um assunto se deve procurar conhecê-lo, ou quando o objectivo está a léguas de ser a discussão séria da energia eólica, só pode dar nisto.
Já me faz lembrar a célebre frase (deturpada) do «há vida para lá do défice», nunca dita pelo autor (como eu provei com o link que leva à totalidade do discurso), mas que o «posteiro» dizia ter ouvido com os que a terra há-de comer, pois era deputado na AR). Ora ela volta aqui ciclicamente e faz alegremente o seu caminho na blogosfera (a que temos, infelizmente), onde é muleta útil para um combate ideológico inútil e gratuito.
Que fazer, não se pode exterminar esta blogosfera.
Se se criasse outra com a mesma mentalidade destes protagonistas (e alguns comentadores) seria semelhante.
E não se pode exterminar (nem eu desejo) estes «posteiros» e alguns comentadores, restam-nos 2 caminhos: ignorá-los; responder-lhe, sem esperar resultados.

Pinho Cardão disse...

Caro Bartolomeu:
Pois bem precisam de todas as bençãos...e não sei se lhes chegará...

Caro Manuel Silva:
Este Blog é um blog democrático, de diálogo. Os autores escrevem e aceitam as críticas, não censuram e o meu amigo nunca viu recusada a entrada.
Não nos arrogamos de ter sempre razão e de ser donos da verdade. Aliás, pode haver várias verdades numa verdade.
Quanto ao conselho ao nosso comentador Henrique Pereira dos Santos, ele fará o que entender. Mas quero-lhe dizer que, embora muitas vezes em polos opostos, ganhei uma enorme consideração pela qualidade que o Henrique põe nos seus comentários e pela profundidade da argumentação. Respeito-o muito por isso, e estou-lhe (estamos-lhe) agradecido pela importância que ele dá ao 4R.

Caro HPS:
Depois de ter expressado a muita consideração pelo meu amigo, vamos às discordâncias:
1. A eólica em Portugal tem uma expressão superior à que seria desejável e repercute-se negativamente no preço da energia. Esta parece ser uma verdade, porventura contrabalançada, segundo alguns, por benefícios ambientais. Acontece que não aceito a argumentação, já que diariamente somos invadidos por produtos originados em países sem qualquer preocupação ambiental e o preço da energia é muitas vezes factor que dificulta a nossa concorrência interna e externa. Isto é, entre mais emprego e uma insignificativa deterioração do ambiente eu prefiro mais emprego.

2. Claro que a rede deve ser planeada em função do consumo previsível, mas optando pelo mix mais racional e económico e não pelo que satisfaz determinadas clientelas

3, Claro que é desejável, necessário e premente que terminem as barreiras nos Pirinéus. Aliás, isso impõe-se até pelo conceito subjacente e essencial da construção europeia da da livre circulação de mercadorias. Aliás, não coloquei essa ideia no post pela premência em o acabar. Mas neste momento essa ideia já consta do escrito. Mas agradeço-lhe o reparo, com o qual concordo em absoluto
3. O défice tarifário tem muito a ver com a eólica, já que custos de produção elevados são dificilmente suportados e os governos têm a tendência de diminuir os preços ao consumidor final. Acontece que, se este não paga hoje, paga amanhã, até o défice acabar ou ser transformado em dívida pública. Que o cidadão também pagará.
4. Não percebi a alusão aos meus projectos. Aliás, estou velho para isso.
5. Voltaremos certamente ao tema e, da minha parte, com mais tempo, que hoje o dia está a ser curto. Mas não quis deixar de corresponder, embora de forma muito sumária e rápida, ao seu comentário.

Diogo disse...

Excelentes questões!

Abraço

Diogo

Bartolomeu disse...

Aos Amigos Henrique Pereira dos Santos, Manuel Silva e Pinho Cardão, gostaria de colocar uma questão: Conhecem os estimados, em concreto, quais os objetivos que o projeto da obtenção de energia utilizando a força do vento pretendia atingir?
Tanto quanto sei, este projeto, inicialmente, visava o desenvolvimento agrícola e industrial, proporcionando energia a preços mais baratos e ainda a obtenção de energia ecologicamente e economicamente mais vantajosa. No entanto, os nossos agricultores e as nossas indústrias parece não verem ainda refletido no total da fatura energética essa diferença.
Fala-se constantemente na vantagem da exportação de energia excedente. Mas quando passamos a fronteira que nos separa dos nossos vizinhos espanhois, deparamo-nos a todo o passo com mega-parques eólicos e de painéis fotovoltaicos. Daquilo que sei, os nossos vizinhos canalizam a produção de energia "mais barata" (foram eles que nos venderam as eólicas) para os sectores que dela necessitam para que a produção lhes saia a preços competitivos. Não seria esse exemplo o que deveríamos seguir, deixando-nos da mania das grandezas e, sem necessariamente pensarmos pequeno, pensarmos sensatamente e à nossa dimensão?

Henrique Pereira dos Santos disse...

Caro Pinho Cardão,
Acho que convém clarificar alguns aspectos.
1) O preço da electricidade é um preço fortemente regulado, quer pelas políticas nacionais, quer pelas políticas dos outros países;
2) O erro central da política de Sócrates nesta matéria não foi pagar muito ou pouco pela electricidade produzida pela eólica (até porque esse preço variou bastante ao longo do tempo, sendo hoje um preço bastante concorrencial com a electricidade que é possível obter de outras fontes), mas sim a combinação de duas opções: a) a manipulação das tarifas para induzir investimento privado sem que isso pesasse no défice; b) deixar crescer o défice tarifário para disfarçar essa política ruinosa;
3) De entre as principais medidas tomadas para disfarçar tudo isto, está o facto de apenas os consumidores domésticos serem afectados pelas tarifas das eólicas, portanto não entendo o seu argumento de que a energia cara tem sido um factor de bloqueio económico (era tão simples que os nossos problemas de competitividade derivassem da electricidade cara, resolvia-se já o problema do crescimento económico);
4) Parte do princípio de que a electricidade da eólica é cara, mas o seu raciocínio tem dois problemas: a) As comparações não devem ser feitas entre o preço médio a que hoje se consegue obter a energia em cada uma das fontes, mas sim em relação ao custo marginal de obter mais um kW, já que, por exemplo, para obter mais energia hídrica é preciso fazer investimentos em condições cada menos optimizadas, porque os bons locais para barragens já têm barragens; b) esquece-se que ao contrário das primeiras tarifas, as últimas foram estabelecidas em leilões que fizeram o preço descer relevantemente;
5) Se protestasse com as tarifas de energias renováveis comercialmente pouco maduras (como o fotovoltaico), ou com os delírios que se inventaram com a biomassa a pretexto da gestão do fogo, ainda percebia e, provavelmente, subscreveria, mas não compreendo a sua fixação na fonte renovável mais competitiva de todas;
6) A sua afirmação de que a eólica tem um preço excessivo que se reflecte no preço precisaria de uma demonstração mais sólida, em especial, quanto custaria produzir a mesma electricidade a partir de fontes alternativas, não com base nos preços existentes, mas nos custos marginalmente crescentes associados a novos investimentos em fontes alternativas ao eólico;
7) A sua tirada sobre emprego e benefícios ambientais tem o problema de não ter qualquer relação com a realidade: quais são os produtos que importamos a mais por causa de uma energia mais cara e de onde vêem? É que grande parte das nossas importações até vêem de países com preços da energia mais altos que o nosso, se não estou enganado.
henrique pereira dos santos

Nuno Cruces disse...

Gostava de recomendar (e pedir um comentário) ao Henrique para ver o Negócios da Semana desta 4a-feira passada na SIC Notícias, com um professor do IST que acompanha o mercado da energia, e o presidente da Partex Oil and Gas.

Pinho Cardão disse...

Caro Henrique Pereira dos Santos:
1. Se bem entendi, diz que o preço da eólica deve ser aferido pelo custo marginal. é um argumento muito usado, mas, com o devido respeito, não é assim. Pela razão óbvia de que a produção eólica precisa de uma bengala (centrais convencionais,por exemplo), para a apoiar nas intermitências e essa bengala tem custos.
2. Deixo um link para o artigo de José Gomes Ferreira no Expresso, O Monstro da electricidade, que responde a muitas questões.
file:///C:/Users/antonio/Downloads/141024%20Expresso%20Diario%20JGF%20monstro%20electricidade.pdf

3. E ainda um texto do Prof. Pinto de Sá, do IST:

"Os media e o Governo têm feito grande alarido sobre a "intransigente" posição portuguesa nas negociações europeias sobre energia e clima, sem que a maioria dos portugueses se aperceba da monumental vigarice e esbulho que isto encobre.
Concretamente, Portugal "exigiu" que os corredores eléctricos nos Pirinéus sejam alargados, para poder exportar a sua electricidade renovável, e isso não foi aceite, particularmente por França. E para que quer Portugal ter maior capacidade de exportar electricidade para lá dos Pirinéus?
Para escoar o excesso de energia eólica que já tem, e o ainda muito maior excesso que irá ter se os investimentos na mesma continuarem, como pretende o lobby eólico e os seus apaniguados na governação, já desde Sócrates (nada mudou nesta matéria).
E precisa de a escoar para lá dos Pirinéus porque Espanha também tem excesso.
Mas será que esses excedentes eólicos têm possibilidade de competir no mercado além-Pirinéus? Sim, têm, porque podem ser vendidos a preço zero, como já o são frequentemente no mercado ibérico de electricidade, o MIBEL. E contra preço zero não há concorrente que compita...
Onde está a gigantesca vigarice e esbulho aos portugueses é no facto de os tais excedentes eólicos poderem ser exportados a qualquer preço que lhes garanta a competitividade, incluindo zero, mas não custarem zero a produzir. Com efeito, os produtores eólicos recebem em Portugal sempre uma tarifa choruda fixa, muito superior ao que custa a produção de electricidade por qualquer forma convencional, e isso é pago PELOS CONSUMIDORES PORTUGUESES, na parcela CIEG da factura de electricidade! Ou vai para o défice tarifário, que é o mesmo que não pagarem agora para virem a pagar mais tarde e com juros...
É precisamente para poder continuar a receber essa tarifa, na realidade uma renda financeira, e estendê-la ainda a muitos mais aerogeradores a instalar, que o lobby eólico quer poder exportar essa energia, porque em Portugal já não há onde a pôr mas a compra pela EDP de toda a que se produzir é assegurada por Decreto! Se ela é vendida lá fora a preço zero, isso pouco importa a esses negociantes, porque cá dentro recebem sempre a mesma tarifa definida por Decreto!
Ora quem paga essa diferença entre custo de produção e preço de venda lá fora é sempre o consumidor português!"

Henrique Pereira dos Santos disse...

Caro Nuno Cruces, pedem-me 60 cêntimos para ver o programa e não o vou ver por esse preço, peço desculpa de não poder comentar.
Caro Pinho Cardão,
1) Não é a eólica que tem de ser comparada pelo custo marginal, é toda a nova energia produzida, sabe disso bastante mais que eu;
2) O argumento da bengala é o argumento mais estranho que conheço. Todos os sistemas de produção precisam uns dos outros, uns porque têm dificuldades em fazer variações rápidas de produção para responder às variações rápidas de consumo (todas as centrais térmicas), outros porque têm variabilidades interanuais muito grandes (toda a hídrica), outros porque a fonte de onde provêm não pode ser armazenada (a eólica). A eólica é competitiva em si mesma, nesse momento. O sistema, globalmente, pode ganhar em optimizar a integração. A evidente vantagem global de usar energia em horas de vazio para ter capacidade em hora de ponta diminui o necessário sobredimensionamento do sistema electroprodutor. A conversa de Pinto de Sá nesta matéria (repetida acriticamente por todos os nuclearistas do país) tem o problema de ser uma conversa, e não uma análise rigorosa, porque fala de factos pontuais, dos quais retira conclusões gerais, sem pôr os dados gerais em discussão.
3) É o caso da famosa exportação a preço zero, que Pinto de Sá nunca, em lado algum, descreve com dados objectivos, mas com dias e momentos escolhidos a dedo em séries longas de dados. Qual é a percentagem de exportação a custo zero? Quantas horas por ano? Alguma vez o viu responder a estas questões?
4) O texto de José Gomes Ferreira é o costume, fala de coisas obscuras, de interesses dos bancos (acho que se José Gomes Ferreira escrever uma receitas de ovos mexidos arranjará maneira de falar dos interesses escondidos dos bancos), tem o seu habitual moralismo triunfante, só não tem é números. Nenhuns. É pena porque eu não acho que valha a pena discutir tretas não fundamentadas.
5) Quanto ao texto que cita de Pinto de Sá, tem o mesmo problema, a falta de números, nomeadamente quanto custa a energia convencional (medida pelo custo marginal, bem entendido, isto é, se fecharmos toda a eólica, quanto custaria produzir a mesma electricidade e cada kW a mais que fosse necessário), não explica que grande parte do CEIG são subsídios à energia convencional, que nesses custos a maioria não tem nenhuma relação com a eólica, são os custos das redes (ou será que Pinto de Sá pretende comparar preços à porta do produtor com preços em casa das pessoas?), é o funcionamento da ERSE e por aí fora. Mas sobretudo, como disse acima, Pinto de Sá, que tem todos os dados na mão para o dizer, nunca diz qual é a percentagem de electricidade que é exportada a custo zero. É como seu eu fosse ao supermercado e ao ver uma promoção concluísse que o supermercado dava prejuízo porque faz promoções.
6) Esta discussão é útil e necessária, mas sem números concretos, santa paciência, não leva a lado nenhum. O que estranho é que sejam as pessoas que dizem estar a defender a economia que fujam dos números concretos como o diabo da cruz.