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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A caminho do pior!...

Ouvi há pouco o líder do Partido Socialista a criticar quem se insurge contra o novo imposto municipal de turismo, nomeadamente membros do governo, que diz sem legitimidade para o fazer, pois eram parte de um governo que aumentou impostos e taxas, acrescendo ainda que os impostos estatais são bem maiores. Referiu até como exemplo, e em completo despropósito, o IVA que recai sobre a hotelaria. 
Isto é, o aumento de impostos que António Costa e o Partido Socialista antes violentamente criticaram era mau, mas passou a ser agora bom, porventura mercê da origem socialista. O que era criticável nos outros passou a ser virtuoso. E, mesmo, justificação de virtude. 
O que menos Portugal precisa é de novos impostos e o mais que precisa é baixá-los. Lamentável que o novo líder do PS e candidato a líder do país prossiga uma política errada, colocando mais uma vez a política fiscal ao serviço do Estado ou dos seus apêndices autárquicos, e não ao serviço dos cidadãos e da economia. Que é que o diferencia de quem tanto criticou?

9 comentários:

Luis Moreira disse...

nenhuma, como há muito se tinha percebido. Taxar o turismo é uma enorme burrice. É taxar um produto de exportação, torná-lo mais caro.Taxar turistas para voltar à política do betão. Um desastre.

João Pires da Cruz disse...

O imposto do costa é bem pior porque taxa quem não tem direito a voto. Onde anda p TC e o PR quando os verdadeiros direitos fundamentais são violados? A fazer p habitual festim de parvoíce.

Bartolomeu disse...

Aquilo que nos parece ainda, pouco ou nada claro, é o bjetivo da aplicação destas taxas. Não se percebeu ainda muito bem se aquilo que António Costa pretende é um aumento de receitas para a câmara utilizar e gerir de forma arbitrária e sem sujeição a qualquer critério ou regulação, ou se essa aplicação visa simplesmente o afastamento dos turistas que pretendam visitar a cidade.
Seja como for, este desejo de António Costa é bem um prenuncio das medidas que poderá vir a tomar, caso vença as próximas eleições legislativas.

Pinho Cardão disse...

Caro Bartolomeu:i
Faço a justiça de dizer que o objectivo de Antonio Costa com o novo imposto não é afastar turistas, o homem também não é mau a esse ponto...
A "maldade" do novo imposto está no facto de o autor, em vez de diminuir despesa improdutiva da Câmara, afectando os recursos disponíveis de forma racional em prol dos munícipes, optar por aumentar a receita e, com ela, mais gastos improdutivos, num círculo vicioso que assim nunca termina. E fazendo em Lisboa aquilo que critica ao governo, no país. Ê a forma mais fácil de governar. E é a que perpétua um Estado gastador, que tem o cinismo de colocar a economia ao seu serviço, em vez de estar ao serviço dos cidadãos. Não é exclusivo dos socialistas, pois este Governo, esquecendo por completo o seu programa, foi quase tão longe na matéria como qualquer governo socialista por convicção o faria. E digo quase tão longe, porque agora A. Costa aparece com grande vontade de ir mais longe, não se sabe até onde. Triste sina a nossa.

Manuel Silva disse...

Senhor Dr. Pinho Cardão.
«A "maldade" do novo imposto está no facto de o autor, em vez de diminuir despesa improdutiva da Câmara, afectando os recursos disponíveis de forma racional em prol dos munícipes, optar por aumentar a receita e, com ela, mais gastos improdutivos, num círculo vicioso que assim nunca termina».
Está na hora de o senhor concorrer a presidente do PSD (e ser 1.º ministro na próxima legislatura) para pôr o Estado ao serviço da economia, cortando despesa improdutiva, tal como o governo fez.
Ao eliminar mais uma taxa como a da obrigatoriedade de fiscalização industrial quanto à qualidade do ar, que tão bons resultados económicos está a dar:
a) - na imagem internacional do país para atrair turistas, especialmente para virem ver os touros a V. F. de Xira) e na saúde e seu orçamento;
b) - na produção, com todas as baixas ao trabalho que está a provocar;
c) - no orçamento da Saúde.
Ou concorrer a presidente da CML, mas aí para eliminar esta gigantesca taxa (1€), que 5 dias antes de ser anunciada pelo pérfido Costa havia sido acordada com a Associação de Hoteleiros (mas depois tocaram os sinos a rebate, era útil esta guerra agora para distrair atenções da «legionella» e da responsabilidade do governo na eliminação da obrigatoriedade de fiscalização industrial quanto à qualidade do ar).
E na CML para:
1 - dar continuidade à taxa baixa no IMI, apenas 140 câmaras têm 0,3, outras 168 têm até 0,5 (quase o dobro). Tem descido sempre desde 2007, há 2 anos que está no mínimo;
2 - continuar, talvez ampliar, a devolução da participação do município dos 5% do IRS. O pérfido Costa tem devolvido e já vai nos 2,5%. Só 73 em 308 câmaras o fazem;
3 – manter a taxa de Derrama de IRC no mínimo, 1,5%, talvez baixá-la, e manter a isenção para as micro empresas, com lucros até 150 mil euros, ou ampliar este valor. (Estes são os 3 grandes impostos camarários).
4 - continuar a redução e simplificação das taxas, que passaram em 2010 de 2270 para 189 por iniciativa do pérfido Costa.
5 – talvez continuar a redução da tralha das freguesias, embora aí seja mais difícil, pois o pérfido Costa já as reduziu de 53 para 24.
Mas se o senhor for 1.º ministro pode reduzir as freguesias no país e reduzir as câmaras, como a Troika preconizou. Sabe que o concelho da Barquinha tem49 km2 e 7.322 habitantes (Censo de 2011) e o do Entroncamento tem 13,9 km2 e 20.206 habitantes (Censo de 2011)? Já estiveram unidos. Sabe que o distrito de Viana do Castelo, com elevada densidade populacional, tem 10 concelhos mas o de Santarém e o de Viseu têm, respectivamente, 21 e 24?
Não haveria aqui margem de redução de tralha?
Meta as mãos na massa, eu votarei em si nesse propósito.
Perde é tempo para estes seus «posts» imperdíveis, porque hilariantes.


Bartolomeu disse...

No nosso sistema politico-social, existe uma lacuna grave que, a ser ultrapassada, resultaria de grande interesse e utilidade para os cidadãos em geral. Consiste a mesma na não existência (ignoro se já estará em fase de estudo ou/e de conceção) de um sistema semelhante àquele que é utilizado nos quadros eletrónicos espalhados pela cidade, que vão debitando ininterruptamente a temperatura ambiente e a hora do dia. Este sistema, adaptado e ligado por via remota à consciência dos políticos, proporcionariam aos cidadãos a informação precisa das intenções das medidas que aqueles projetam colocar em prática. Quando esta tecnologia "de ponta" for desenvolvida e colocada em uso, deixará de haver necessidade de assistirmos a telejornais, a entrevistas e às opiniões dos comentadores, basta-nos dar uma voltinha "higiénica" pela cidade e estar atento aos quadros eletrónicos.
Será neste tipo de investimento que António Costa está a pensar empregar as receitas das taxinhas?

João Pires da Cruz disse...

Entretamto acho que fez da filha da ana Gomes administradora de nao sei quê de valia incomparável para a cidade. Socialismo.

António disse...

por acaso a taxa "afasta turistas" como o caraças, no máximo cada turista pagará 8 euros (oito euros) quer esteja 8 ou mais dias em territorio lisboeta.

Se tivermos em conta que por cada 7 dias pagam no pais de origem, mais coisa menos coisa 700 euros, pagar 700 ou 708 euros não vejo grande diferença comparado com os cerca de 25 euros que pagam por "aterrarem" em qualquer aeroporto nacional.

"roubar" 8 euros ao turista a mim não me chateia nada, já os cerca de 2700 euros que o governo central me tem roubado nos ultimos dois anos chateiam-me como o caraças (esposa com reforma por invalidez com 67% de incapacidade + IRS e subsidios retido)sobre isto ninguem se importa é a bem da economia neoliberal deste governo de malfeitores, um muito obrigado por me deixarem "desopilar" neste blogue onde venho regularmente ler alguns posts e comentarios (des)propositados.

Pinho Cardão disse...

Poia apareça sempre, caro António. E desopile à vontade!
Já agora: a questão não é a "quantidade" do aumento; a grande questão é o facilitismo de resolver problemas reais ou fictícios, normalmente fictícios, recorrendo a aumento de impostos. Como é o caso.