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sábado, 29 de novembro de 2014

Costa, a sorte e a circunstância

Multiplicam-se as interrogações sobre os nomes escolhidos por Costa para os órgãos do Partido Socialista.
Proclama a grande maioria que António Costa tem que afastar os “socráticos”, única forma de relançar o Partido e ganhar as próximas eleições. Curioso que, ainda há meia dúzia de dias, eram estes os mas acirrados a determinar a aliança de António Costa à facção de Sócrates, como forma de potenciar a vitória nessas mesmíssimas eleições. Como habitualmente na política, políticos e comentadores de um jacto dão o dito por não dito.
Mas, nesta ordem de ideias, caso não fosse Costa, mas fosse um outro amigo de Sócrates que se tivesse proposto e sido eleito Secretário-Geral, seria agora Costa quem seria também forçoso afastar.
Sorte a de António Costa, que um acidente, o ter ganho eleições internas, livrou de ser judeu, por se ter cruzado com judeu, escapando assim à fogueira ou ao exílio. E, em vez de ser ele um dos condenados, é ele quem vai presidir e escolher os votados ao ostracismo. Exactamente os mesmos que, há bem poucos dias, seriam os escolhidos como penhor das grandes futuras vitórias. 
O homem é, cada vez mais, a sua circunstância. E também a circunstância de outros. 

1 comentário:

Diogo disse...

Caro Pinho Cardão,

A coisa não tem nada que saber e não vale a pena magicar «teorias da conspiração»:

Chris Gupta: "A constituição de uma «Democracia Representativa» "consiste na fundação e financiamento pela elite do poder de dois partidos políticos que surgem aos olhos do eleitorado como antagónicos, mas que, de facto, constituem um partido único. O objectivo é fornecer aos eleitores a ilusão de liberdade de escolha política e serenar possíveis sentimentos de revolta..."

A esta luz, talvez todas estas «reviravoltas políticas» tenham uma explicação mais elementar...