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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A nova fase do PS .- o "não porque sim"

Tinham-me dito que o PS de António José Seguro, mal sentisse algum conforto das sondagens, ao menor sintoma de ameaça de disputa interna da liderança, ensaiaria uma fuga para a frente, avançando para uma oposição cega. A patética gritaria do secretário geral neste fim de semana alegando que falta legitimidade ao governo para tomar medidas - aquelas que vêm propostas no relatório apresentado por técnicos do FMI ou outras -, deu sinal de que o PS abandonou o estilo que até agora tinha caraterizado a sua ação política. O episódio ocorrido hoje com a desautorização do porta voz para a saúde que propos a extinção da ADSE, sem motivo avançado para a discordância, dá razão a quem vaticinava o pior. E o pior, nesta altura, é a oposição pela oposição, o embarque no facilitismo populista, o "não porque sim".
Pode o PS capitalizar apoios e obter rendimento do muito descontentamento com a governação (a demagogia sempre rendeu, é essa uma das fragilidades das democracias), mas seguramente quem fica a perder é mais uma vez o País pois mesmo sem esta nova atitude do PS já viria tarde o consenso para as reformas, única terapia política capaz de estancar a prazo o curso do empobrecimento.

5 comentários:

Suzana Toscano disse...

Também me custa a entender os porta vozes, se não portam, pelos vistos, a voz autorizada...

Margarida Corrêa de Aguiar disse...

José Mário
Com tanta volatilidade não admira que o risco do "mercado" político esteja a subir...

Luis Moreira disse...

O Seguro anda a fazer de morto. ADSE? Nem pensar :http://bandalargablogue.blogs.sapo.pt/111344.html

Stoudemire disse...

O Parlamento grego aprovou na madrugada deste Sábado mais uma série de novos impostos acordada com os credores internacionais pelo centrão lá do sítio. As medidas incluem uma taxa de 42% para todos os gregos que ganhem mais de 42 mil euros por ano e novos impostos para os lucros empresariais e até para os agricultores.

Esta nova série de impostos surge na mesma semana em que foram divulgados novos dados desastrosos para o país. A taxa de desemprego na Grécia subiu para 26,8% em Outubro, 1% em apenas um mês, de acordo com os números avançados nesta quinta-feira pelo gabinete nacional de estatísticas grego. Este valor representa um aumento de 7,1 pontos percentuais em relação ao mesmo mês de 2011, altura em que foi registada uma taxa de desemprego de 19,7%, e coloca a Grécia como campeã do desemprego na Europa, ultrapassando a Espanha. Ao todo, a taxa corresponde a 1,3 milhões de desempregados, mais 368 mil do que em 2011.

Com a aprovação do Orçamento do Estado para 2013, o Governo grego pôs em marcha um novo processo de redução de salários e de corte de 8000 postos de trabalho na função pública. Os funcionários do Estado vão ainda ser alvo de novos cortes nas contribuições nas despesas de saúde e outros benefícios sociais.

JM Ferreira de Almeida disse...

Conduziram-me à pagina do FB de José Lello para que lesse esta significativa posta:

"A maioria dos funcionários públicos são eleitores do PS.Todavia,o PS andava ciumento do PSD e nostálgico por não apresentar propostas fraturantes e não ter personalidades assim tão radicais como o SE Moedas a polarizarem as atenções dos media.Ainda que fosse por razões menos boas.Talvez por isso,mau grado o ataque sem regras nem decoro a que o PSD tem sujeito os funcionários públicos,o PS veio agora defender a extinção do serviço de saúde para o qual os ditos funcionários descontam mensalmente,o ADSE.Se o PSD malhava nos funcionários públicos,o PS também teria aí de molhar a sopa.Se eles tinham um Moedas,o PS aspiraria a ter,pelo menos,uns moedinhas!"

Este pequeno recado diz, afinal, tudo. Do caldo derramado nas fileiras do PS, mas sobretudo explica o recuo na proposta de extinção "do" ADSE - a maioria dos funcionários públicos votam no PS!
Mais palavras para quê?