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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Extraordinário seguro


Na entrevista de 20 de Janeiro do DN a António José Seguro

Jornalista: “…Pode prometer aos portugueses, com as críticas que fez ao enorme aumento da carga fiscal…que se for 1º Ministro diminuirá os impostos sobre o rendimento e o trabalho?
António José Seguro: “Não estou em condições de prometer isso aos portugueses”.
Extraordinário Seguro! Critica, mas não altera. E até diz que o aumento é inconstitucional, mas deixa ficar tudo na mesma.
Aviso seguro para quem lhe quer pagar o prémio: já sabe que fica de mãos a abanar. Mas que Seguro extraordinário!... 

8 comentários:

Manuel Silva disse...

Portugal não precisa de mais tempo, nem vai pedir, nós queremos ir além da Troika.

(Pedros Passos Coelho… repetido pelos repetidores do costume… Gaspar, Moedas, Borges, Relvas, Montenegros e a tralha do costume, os «economistas de serviço)

Portugal acaba de formalizar o pedido de mais tempo para pagar os empréstimos da Troika ao Eurogrupo.
(Anunciado nos «media» e ouvido pela voz do G--a--s—-p—-a--r)

Tal como a Mafalda, é triste (mas daria muito gozo, bater em alguém que «tem (tinha) razão».

É pena que a caixa de comentários não permita deixar a parte da banda desenhada da Mafalda que se aplicaria como uma luva ao caso presente.

Pinho Cardão disse...

Caro Manuel Silva:
Com toda a consideração, mas essa coisa de desviar a conversa só denota que não há argumento.

Paulo Pereira disse...

O PS poderia propor uma redução do IRC e da TSU nos sectores transacionáveis e a conversão da CGD em Banco de Fomento.

Já era alguma coisa. Assim não vai lá.

Ao serviço da República disse...

Caro Pinho Cardão,

Ao contrário de Pedro Passos Coelho que em campanha afirmou e prometeu diversas coisas que contrariou (literalmente)de seguida, provavelmente o António José Seguro tem o bom senso de não o fazer. Por isso, não deixo de felicita-lo pela lucidez da sua última frase: "Mas que Seguro extraordinário!..." É que, como provavelmente pensa, é verdadeiramente extraordinário um politico candidato a primeiro ministro não fazer promessas que NÃO SABE se pode cumprir! Ainda tem V. Exa. o pudor de criticar quem é sincero e frontal...

Pinho Cardão disse...

Caro Ao Serviço da República:

Tudo estaria certo se Seguro não criticasse o aumento dos impostos.
Mas Seguro criticou e essa foi uma das razões para votar contra o Orçamento.
Assim, engana os portugueses. Critica, opõe-se, mas deixa ficar como está.

Manuel Silva disse...

Sr. Dr. Pinho Cardão:
É hoje quase um dever patriótico desviar SEMPRE a conversa para os assuntos relevantes, afastando as agendas mediáticas das conversetas «pour épater les bourgeois», sejam elas à volta do atrasado mental do Seguro, do lunático Sócrates ou de outra aventesma qualquer das que nos tenha (des)governado desde a entrada na UE, e há mais do que estas duas.
E os assuntos relevantes são outros, não a «não-agenda» daquela triste figura que, se tivesse (se tivéssemos) o azar de lhe cair o poder no colo (e não é impossível, infelizmente), ficaríamos tão mal ou pior do que estamos hoje, com o nosso destino entregue a este gang dos «Chicago’ boys», qual seita de fundamentalistas neoliberais que há-de deixar a maioria do povo a pão e água, a economia de rastos e as contas públicas longe de saudáveis (o desiderato inicial em nome do qual se estão a tomar as medidas que já levaram a dívida pública para perto de 200 mil milhões, deixaram o défice acima dos 5% e o desemprego perto dos 20% apesar da sangria da emigração).
O que interessa é, certamente, traçar um futuro sustentável para o país, mas que tenha em conta:
1 - Que os portugueses são todos, não só os dos grupos dos rendimentos garantidos pelo OE (com taxas indecentes entre 11 a 17% nas PPP, por exemplo). Logo, deverá haver a equidade possível, como procurou fazer o Monti na Itália;
2 – Que é uma infâmia ver passear os figurões da burla do século impunemente, sem que ninguém lhes toque no fortunas que possuem e sejamos nós a arcar com a factura. E ainda por cima em amenas cavaqueiras de passagem de ano com os figurões do actual poder que nos sacrificam a nós;
3 - Que a destruição da economia não resolverá o problema da sustentabilidade do país, que tal não pode continuar apenas por convicção ideológica ávida de confirmação da experiência;
4 - Que não se ouve uma palavra sobre o que fazer para que a economia (a boa economia, dos produtos transaccionáveis, quer para exportação, quer para substituir importações) se desenvolva. Toda a narrativa é cortar, cortar, cortar, nos «privilégios de quem é rico» (dos ricos dos 800 euros/mês;
5 – Que a racionalização (ou reforma) do Estado Social é uma adulteração da verdadeira necessidade de reformar todo o Estado, não apenas o social (o dos mais fracos). Porquê exigir 4 mil milhões de cortes na Saúde, Educação e Segurança Social quando representam apenas 52% da despesa do Estado e não se fala em cortar nada nos restantes 48%?
Estes, e outros mais, são o ASSUNTO que interessa discutir, não as patetices do palerma do Seguro.

Stoudemire disse...

Os outros 48% são sagrados.

Chiu! Nesses não se fala.

Esqueça lá isso, como o do BES se esqueceu, desta última vez, de declarar 8 milhões de euros ao Fisco.

Ou seja, passou três vezes em frente às finanças e lembrou-se de cada uma delas que se tinha esquecido de declarar umas ninharias. TRÊS VEZES, esse sujeito alterou a sua declaração de impostos.

Mas isso, agora, não interessa nada. O que interessa é que a minha mãe vive acima das suas possibilidades com 243 euros de reforma.

Ao serviço da República disse...

Caro Pinho Cardão, parece que não percebeu. Mas eu explico: Quando se critica uma medida, em particular os aumentos dos impostos, e depois se diz que não pode garantir a sua redução, se ganhar as eleições, apenas demonstra bom senso. O que não quer dizer que deixa como está. Isso é a sua cabecinha linda que conclui. Mas agora pergunto eu: Como é que chegou a essa conclusão? Qual foi o processo intelectual que o fez chegar a essa conclusão? Ficarei à espera da sua resposta, se souber claro está.
Mas voltando à afirmação de António José Seguro, diria o seguinte: Caso tenha memória, poderá constatar que a grande maioria dos políticos que se candidata a lugares de relevo tem uma propensão, fora do normal, em prometer coisas que muitas das vezes não dependem dele, com as consequências que isso acarreta em termos do cumprimento das promessas feitas. Deixava-lhe agora um desafio: Entre Passos Coelho e António Seguro, diga-me qual dos dois terá a maior probabilidade de se fazer passar por hipócrita, ingénuo e sem credibilidade? Concordo que por agora o desafio é-lhe um pouco dificil de responder mas pela distancia que já leva, parece-me que Passos Coelho leva uma vantagem dificil de suplantar.
Para finalizar, não creio que a afirmação de António Seguro seja por isso tão criticável como faz parecer ser, antes pelo contrário. Já era tempo de haver, não sei se irá continuar a se-lo, um politico que não caia na demagogia de dizer o que as pessoas querem ouvir mas sim o que elas precisam de saber.