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sexta-feira, 23 de maio de 2014

A trovoada e as eleições europeias

No fim da campanha para as Europeias, e depois de palavras e mais palavras, comícios, almoços, jantares, arruadas, algum candidato a deputado explicou a importãncia do Parlamento Europeu, o que pretende lá fazer, os seus propósitos e objectivos, o que daí pode resultar para a UE e para Portugal? Para além de aprofundar a Europa (ou afundá-la de vez com tamanha verborreia)?
Referiu algum que o Parlamento Europeu pode ser mais do que um grupo excursionista entre Bruxelas e Estrasburgo, no intervalo de constantes deslocações deputacionais por todo o mundo nas mais esotéricas missões?
Ou que o Parlamento Europeu serve para mais alguma coisa do que traçar directivas sobre o tamanho dos rótulos dos refrigerantes ou sobre o jacto de água nas sanitas, talvez das mais relevantes entre as suas inúmeras e pitorescas preocupações? 
Noutros tempos, quando trovejava, rezava-se a Santa Bárbara para afastar a trovoada para onde não causasse prejuízos. Depois dos raios e coriscos desta campanha, dizem muitos que a abstenção irá ser colossal. Mas eu rezo para que a votação seja maciça. De forma, como na trovoada, a enviá-los para bem longe, tão longe que não chegue cá o prejuízo. 

3 comentários:

Bartolomeu disse...

Ah; mas se o ex bastonário da ordem dos advogados for eleito, pode o caro Dr. Pinho Cardão ter como certo, tudo irá ser diferente.
Logo de princípio vai alterar....
heee... vai alterar qualquer coisa.
Depois, vai logo alterar... uma coisa que agora não me lembro.
Logo a seguir, vai submeter a votação uma lei especial que vai revogar a lei que ainda não foi aprovada.
A seguir, depois de toda a notoriedade e brilho com que desempenhou a função, vai candidatar-se a primeiro ministro cá do reino fantástico e maravilhoso das bananeiras de pernas para o ar. E vai ganhar as eleições. Pode escrever o que lhe digo! E eu serei nomeado ministro para os assuntos sem assunto.

Pinho Cardão disse...

Boa, caro Bartolomeu! O meu amigo está verdadeiramente inspirado. Ainda bem que fica por cá e nao corre risco de ir para Bruxelas, Estrasburgo, etc, etc.

Bartolomeu disse...

Pela pátria, até estaria disposto a tamanho sacrifício mas... deixaria de poder acompanhar os meus estimados amigos, nas altas missões gastronómicas no Dom Feijão...