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segunda-feira, 19 de maio de 2014

O velho norte e o novo sul.


Esta impressiva imagem sintetiza o crescimento do produto nos vários países e regiões do mundo (fonte indicada na imagem). A sul, quase todas as economias crescem a um ritmo superior a 3%, enquanto a América do Norte e a velha Europa apresentam taxas de crescimento dos produtos internos abaixo, e em muitos casos, muito abaixo deste valor. E pensar que ainda há um par de anos o discurso oficial era o de um diálogo com vista à ajuda do sul pelo norte! Discurso que, por este caminho, tal como o mundo, corre o risco de rapidamente se inverter...

10 comentários:

Antonio Cristovao disse...

Um facto que era referido por J.Soros ou W.Buffet há varios anos atras e que deixa muito mal os politicos que continuam com a costumeira conversa da treta ampliada por copistas acefalos.
Se a ideia é mante-los ignorantes e calmos parece que não estão a conseguir, pelos indicios que a direita xenofoba está a dar

João Pires da Cruz disse...

Chama-se "equilíbrio". Surpreendente seria se as coisas se mantivessem na mesma. Não foi por isto que toda a gente lutou, eliminar a fome no globo, etc.?

Bartolomeu disse...

Há um par de anos, o discurso de ajuda pelos países do norte, ricos, aos países do sul, pobres, era demagógico e... pernicioso. Os países do norte, ricos, sempre souberam duas coisas muito importantes e que os "obrigavam a proferir o discurso humanista de ajuda: sabiam que os países do sul, apesar de pobres possuíam riquezas incomensuráveis e não possuíam conhecimento, meios e organização para os explorar e comercializar.
Ou seja, o discurso dos países do norte, oferecia ajuda, como moeda de troca para chorudos negócios. Nada que um vendedor ambulante não esteja habilitado a fazer com a máxima eficiência.

Pinho Cardão disse...

De facto, assim é, independentemente de, no Noerte, haver que distinguir o crescimento europeu do dos EUA e, no sul , o crescimento indiano, chinês e brasileiro, dos restantes. Acontece que muitos países ditos do sul se deixaram dos preconceitos ideológicos nocivos ao investimento que vigoravam em boa parte do século passado e vêem-se agora os resultados. Preconceitos esses que estão voltando subliminarmente, de forma larvar, ou até explicitamente rma larvar à Europa desenvolvida e que impedem o normal desenvolvimento da actividade económica e a criação de emprego. A China enveredou pelo socialismo de mercado, mas em que o socialismo aparece esbatido e o saliente é o mercado. Na Europa, por este caminho, qualquer dia, nem capitalismo, nem mercado, mas uma mistura espúria que só pode trazer empobrecimento.
Uma nota ainda:é que ligeiros crescimentos em termos absolutos em países com PIB baixo trazem elevados crescimentos relativos.

Caro Bartolomeu:
São as nomenklaturas corruptas instaladas em muitos países do sul que impedem o crescimento. A compra de matérias primas pelos países mais desenvolvidos é natural e inevitável, é um dado. A manutenção e elites corruptas não é culpa dos países desenvolvidos e compradores.

Bartolomeu disse...

Pode até nem ser, caro Dr. Pinho Cardão, mas uma evidência é impossível de disfarçar ou até de ignorar: são os países mais desenvolvidos, que compram as matérias primas aos países do sul - governados por elites "numen-kulturalmente" corruptas - que fecham os olhos à corrupção, ao esclavagismo, à exploração, perseguição e abandono do povo. Países do norte, defensores de princípios humanistas e defensores do respeito pelos elementares direitos humanos, compram a governos que não respeitam a condição humana, parasitas dessa mole que chafurda nas lixeiras, que sofre por falta de saneamento e a quem a OMS presta assistência e a quem outras organizações enviam bens alimentares essenciais.
Acha o estimado Amigo, que no Mundo poderá existir maior trapacice, promiscuidade e desrespeito pelo ser humano?

Joao Antunes disse...

Bartolomeu, tenha nocao que apenas nós ocidentais tentamos seguir esse padrao etico. Nem sempre o seguimos. Mas somos os unicos que o fazemos. E nesses paises somos bem mais acusados de "termos a mania que somos bons" qunado somos eticos, do que de sermos exploradores qd nao o somos... Pense nisto...

Pinho Cardão disse...

Caro Bartolomeu:
Claro que há, aquela "trapacice, promiscuidade e desrespeito pelo ser humano" que a classe dirigente corrupta desses países impõem ao seu próprio povo.
O resto é conversa, caro Bartolomeu. Ou pensa que a recusa da compra de matérias primas resolveria algum problema? Criava outros ainda maiores, por cá e por lá. Lamentável? Creio que sim. Mas é assim.

João Pires da Cruz disse...

Desculpem lá, mas isto não é exactamente o que vinha no cardápio? Economia para todos, erradicação da pobreza no mundo, da fome, da doença, etc.? Claro que os países pobres têm que crescer mais que os países ricos. O problema real, que traz tanta estranheza é que, como em tudo na vida, os ricos que paguem a crise sabendo que os pobres começam em mim....

Bartolomeu disse...

Claro que a recusa de compra das matérias primas aos governos desses países, não resolveria o problema da pobreza extrema em que vivem as populações, em contraste com a riqueza e opulência absolutamente ofensivas em que vivem os governantes e quem lhes esta próximo.
Mas caro Dr. Pinho Cardão, não é menos ofensiva a atitude dos presidentes e primeiros ministros dos países que os visitam com o fim de viabilizar acordos comerciais e fazem "vista grossa" quando passam nas limousines, por crianças nuas, desnutridas, doentes e até, por cadáveres, na berma da estrada.
Afinal, somos humanos, racionais, providos de sentimentos, ou somos menos que animais selvagens.
A solução não é certamente deixar de comprar a esses países mas, a mudança, começa pela atitude, disso não tenhamos qualquer dúvida.

Bartolomeu disse...

Qual é o seu conceito de pobreza, caro Tonibler? Defina lá isso, para ver se consigo compreender o seu ponto de vista.