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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

A justificação do injustificável...

Vai para mais de dois anos que o problema do amianto do edifício sede da Direcção Geral de Energia e Geologia foi questionado por um grupo de funcionários através das normais vias administrativas. Agora o assunto conheceu a luz mediática. Ainda bem. A culpa é das burocracias do Estado, dos labirintos processuais e das contabilidades orçamentais. Um emaranhado de causas que aparece no topo das justificações do injustificável. Não é a primeira vez que é encontrado amianto em instalações públicas. Recordo-me do caso do Palácio de Justiça em Lisboa, o edifício sofreu à época uma grande intervenção. Esperemos que a luz mediática não se apague até que a solução do problema conheça rapidamente a luz do dia e que seja realizado o levantamento que está por fazer dos edifícios públicos com amianto...

3 comentários:

Freire de Andrade disse...

Também o Teatro de D. Maria II teve uma grande (e parece-me que cara) intervenção para retirar o amianto. Só é estranho que tantos anos depois de o problema ter sido reconhecido ainda haja tantos edifícios sem intervenção.

JM Ferreira de Almeida disse...

Margarida, tem toda a razão no que anota. Um caso destes obriga a uma atuação de urgência pois está em causa a saúde dos funcionários, valor que não se pode compadecer nem com burocracias nem com preguiças decisórias. Não falta património ao Estado, algum em estado de albergar a DG até que se proceda às intervenções necessárias a remover o elemento poluidor.
Um caso mais de profunda irresponsabilidade, que ainda por cima se paga cara.

Margarida Corrêa de Aguiar disse...

Caro Freire de Andrade, já nada me espanta! Li que há escolas e hospitais com exposição a amianto. Se não somos capazes de resolver este problema, somos capazes de resolver o quê?
Nota bem, José Mário, é uma irresponsabilidade, mas é também demonstrativo da passividade da nossa sociedade civil.