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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Maldição?

Esta estória das obras de Miró tem contornos que seriam anedóticos se não revelasse a tragédia de um País entregue a gente imatura e acima de tudo impreparada. Desde a epifania que despertou alguns senhores deputados para a existência de um tesouro nas mãos da Parvalorem, tesouro que até então não tinha provocado qualquer interesse ou comoção nem no governo nem na oposição; até ao despacho do S E da Cultura que a decisão de indeferimento do decretamento provisório de providencia cautelar dá a conhecer. Esse despacho incide sobre o pedido de autorização para expedição temporária do acervo em 31/01/2014, determinando a inutilidade do procedimento administrativo porque...os quadros já estavam em Londres! E mais não disse. Ou melhor, disse: a expedição sem autorização é contraordenação pelo que a Parvalorem tem de pagar uma coima...

9 comentários:

Carlos Sério disse...

O governo comporta-se como aquele aldeão alcoólico que após encontrar um pequeno tesouro no seu velho casebre, vai à mercearia da esquina vendê-lo, e logo correr à taberna mais próxima para esbanjar o dinheiro na bebedeira.

Tiro ao Alvo disse...

Sério, o seu argumento não é sério.

Margarida Corrêa de Aguiar disse...

José Mário
O leilão foi cancelado pela leiloeira por falta de segurança. Lindo espectáculo!

JM Ferreira de Almeida disse...

Tudo isto é lamentável, Margarida.

Margarida Corrêa de Aguiar disse...

É o grua zero, José Mário!

Carlos Sério disse...

Mas será que não haverá ninguém que ofereça uns novos óculos ao Barreto Xavier?

Bartolomeu disse...

A minha dúvida é, se realmente o país está a ser governado por « gente imatura e acima de tudo impreparada » ou se, a gente que o governa está a preparar-se para restabelecer a ditadura derrubada há 40 anos. Não acredito que pelo menos, o Ministério da Cultura ignorasse as leis a que se sujeita o património artístico. Portanto, e resumindo o irresumível, parece que o governo pretende restaurar a lei do quero, posso e mando. Diz a sabedoria popular que, enquanto o pau vai no ar, folgam as costas. Em termos mediáticos, o caso do Meco e das praxes académicas, passaram agora para a pasta dos "casos que já não vendem". Assim, as costas dos reitores das universidades, as direções das escolas secundárias e as associações de estudantes, já podem calmamente espalhar uma pomadinha nos costados para sarar aquelas nódoas negras com que as insistentes pauladas jornalísticas as marcaram.

Bartolomeu disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Zuricher disse...

Sobre este assunto li hoje que a Procuradora-Geral da República decidiu que a PGR tudo fará para impedir a venda das obras e, diz a senhora, que "é um acervo que não deve sair do património cultural do país”. A PGR é competente para uma coisa destas? Isto não é claramente imiscuir-se no que são as competências do governo ou da dir-geral do patrimonio ou coisa parecida?

Mas será que em Portugal tudo está fadado a acabar no palco dum teatro de revista e má?