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sábado, 14 de junho de 2014

Simplesmente Papa Francisco...


O Papa Francisco concedeu uma entrevista a Henrique Cymerman, transmitida ontem à noite na SIC Notícias. Estive à "conversa" com o nosso Caro Bartolomeu sobre esta magnífica entrevista, a propósito de um post que fiz sobre o encontro para a Paz realizado no Vaticano. É extraordinária a vocação do Santo Padre para fomentar a reunião dos homens e das nações, com gestos e pensamentos simples cheios do óbvio e de desejos partilhados por milhões de pessoas de todo o mundo. É difícil não concordar com a análise que o Papa Francisco faz sobre os excessos da “economia”, que tem repetido em várias ocasiões. Se tivesse que escolher uma das muitas reflexões que fez, escolheria "a política é uma das formas mais elevadas de amor”, pelo desafio e recado que encerra… 

3 comentários:

Bartolomeu disse...

Esta... aparentemente simples reflexão, lançada pelo santo Padre, obriga cada um de nós a rebuscar na sua consciência, na sua experiência e na sua "leitura" do mundo atual, um significado onde ela se enquadre. O facto de a mesma reflexão se dirigir diretamente aos excessos de que vive a economia mundial, não nos dispensa de pensar, se a mesma economia, não se encontra também, refém de si mesma.
Os excessos na economia a que o Papa Francisco alude, foram pensados, estudos e elaborados com o firme propósito de serem excessos. O modelo vigente nos países economicamente mais fortes, foi construído numa filosofia de conquista, uma filosofia que não se inibiu de fazer uso das mais baixas e desumanas técnicas de convencimento a evoluir para dependência.
Hoje, quando olhamos para os "gigantes" da economia mundial, percebemos facilmente, que produzem algo de que as pessoas se tornaram dependentes e sem as quais imaginam que a vida não é possível.
Então, chegados a este ponto de raciocínio, somos forçados a colocar-nos a questão pertinente: de que forma a política poderá fazer reverter o rumo desta economia de consumo imparável e descartável? Um consumo que se alimenta de milhares de vítimas em todo o mundo e que a cada espaço de tempo por mais ínfimo que seja, produz mais vítimas e mais dependentes?
Penso que o Papa Francisco já colocou a si mesmo estas questões e que, a sua maior alegria seria a de encontrar resposta para elas. Uma resposta capaz de se enquadrar na realidade particular de cado povo deste nosso planeta.

Luis Alves Ferreira disse...

Outro protagonista com o mesmo discurso seria visto e comentado de forma muito diferente...

Bartolomeu disse...

Caro Luis, no campo das probabilidades, essa seria uma, entre as possíveis.
No concreto, a equação é diferente; neste caso conhecemos atos e iniciativas que atestam a verdade da intenção do discurso do Papa.
Repare nestes aspetos: o padre Jorge Mario Bergoglio possui um passado onde se demonstra inequivocamente a sua intenção e os esforços que desenvolveu no campo do auxílio às populações mais frágeis e desprotegidas, no campo da educação, etc.
Após ser eleito Papa, Francisco não renunciou aos seus anteriores critérios e convicções. Pelo contrário, a cada dia demonstra ao mundo que as suas intenções de usar a influência que o lugar que ocupa lhe permitem, se fortalecem, tentando reunir vontades e usando a surpresa dos seus atos, para as catalizar.
É essencialmente neste ponto que reside a diferença entre os discursos feitos somente de palavras e os que se fazem acompanhar de atos e ações.