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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Inconstitucionalidade latente

João Salgueiro saiu-se com uma boa frase. Disse que Portugal vive em "inconstitucionalidade latente". Também penso assim. Mas não tanto pelas razões que adiantou para explicar este estado que para ele se situam no domínio da falta de esclarecimento e de discussão e de uma estratégia a mais ou menos longo tempo. Não. A explicação é bem mais simples e tem que ver com a realidade. E a realidade tende a ser impiedosa. Até para as melhores intenções constitucionais.

3 comentários:

Pinho Cardão disse...

De facto, como muito bem diz, caro Ferreira de Almeida, "a realidade tende a ser impiedosa...até para as melhores intenções constitucionais".
E será tão impiedosa que levará a rever a Constituição.
Mas João Salgueiro disse mais: "alguma coisa mudaria se víssemos manifestações na rua a protestar contra as causas e não contra as consequências das políticas de austeridade".
São estas causas que temos vindo a apontar no 4R. Mas que muitos procuram fazer esquecer, persistindo em receitar o mesmo veneno que levou à doença. Mais, manifestando-se a favor de aumentar a dose do veneno. Há muita gente, infelizmente, que ardilosamente defende o quanto pior melhor.

Zuricher disse...

Ninguém quer saber das causas, caro Amigo, ninguém. E ninguém quer fazer essa reflexão. É que faze-la envolve reconhecer que a sociedade Portuguesa é, fundamentalmente, uma sociedade errada e que vive de forma sonhadora e diletante. Ninguém, ninguém em absoluto, quer fazer essa reflexão. Nem os políticos nem a própria sociedade.

JM Ferreira de Almeida disse...

Estou com Zuricher.
Até aqui, no 4R, se nota o que expressa. Os mais violentos e grosseiros (raras vezes, há que reconhecê-lo)comentários, incidem sobre posts em que se procura refletir no que andou (e anda) mal, sem preocupação, que aqui nunca existiu, de atribuir responsabilidades pessoais.
Há, de facto, uma tendência para ignorar os problemas, esperando que ignorando-os, as coisas se componham. A "mão invisível" afinal, paradoxal e inconscientemente defendida por quem todos os dias reza no altar da necessidade de disciplinar os mercados.