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domingo, 3 de novembro de 2013

Juízes açambarcadores: proletários e soberanos

Os Juízes exigem ser reconhecidos como órgãos de soberania, diz Mouraz Lopes, Presidente da Associação Sindical de Juízes.  
Já o são, e até os únicos soberanos irresponsáveis, por força da função. 
Assim, não é isso que querem. O que querem é agir em causa própria, simultaneamente proletários sindicalizados e sujeitos de poderes soberanos. 
Se a moda pega, ainda vamos ter um Sindicato de Deputados e outro de Ministros. E também o Presidente da República terá o seu Sindicato.
Para dignificar a função, claro está. E para serem reconhecidos como poder soberano. E para se manifestarem perante os outros poderes soberanos. Sindicalizados ou não.

     

6 comentários:

Tonibler disse...

O Presidente da República já tem sindicato. Ou, pelo menos, aparenta ter...

Rui Fonseca disse...

Caro António,

Não terão os juízes ainda reparado que a opinião pública avalia muito negativamente a administração da justiça em Portugal de que resulta, em grande parte as razões pelas quais se queixam militares, polícias, enfermeiros, professores, etc., além deles, juízes?

Eles estão é ganhando demais.

Tiro ao Alvo disse...

Os Juízes que assim falam são os Juízes que copiaram no exame, ou são outros?

Luis Moreira disse...

E aquele sindicalista que dizia que se os juízes não ganharem bem podem cair na tentação e cairem em actos de corrupção?

Ilustre Mandatário do Réu disse...

Pequena adenda à má fé dos juizes é o facto destes, devido ao argumento invocado, já auferirem, desde os finais dos anos 80, um salário superior ao dos docentes universitários.

Os cortes foram aplicados e por isso os srs. juízes apesar de abrangidos, já recebem mais...

Mas não desesperemos, agora com a lotaria das facturas, a vaca leiteira vai dar mais leite. Pois até consta que apesar de carregar toda esta malta às costas, vai recuperando a saúde...

Oscar Maximo disse...

Os juízes condenaram alguém por gestão danosa de dinheiros públicos, os magistrados processaram alguém? Nem uns nem outros se podem queixar.