Número total de visualizações de página

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Primeiro-Ministro e líder da Oposição?

No debate parlamentar de hoje, António Costa, dirigindo-se a Passos Coelho, chamou-o de 1º Ministro. Por duas vezes. 
Má consciência, porque perdeu as eleições? Ou porque, no seu subconsciente, sente que a sua política não é a de 1º Ministro, mas a de Secretário-Geral do Partido Socialista?
Dizem que Costa se equivocou. Acho que não, acho que não!...Porque mantém por completo o atavio e o jeito de líder da oposição!... 

25 comentários:

Floribundus disse...

'o monhé no labirinto da sua geringonça'

vai levar umas marradas do minotauro

Bartolomeu disse...

Bem... conheço dois ex-presidentes da república a quem continuam a tratar por presidente, porque eles gostam.
Isto a bem dizer... é como na tropa, mesmo depois de passar à disponibilidade o militar nunca deixa de o ser.
Ou... como as prostitutas... mesmo depois de abandonarem a profissão, continuam a usar o título profissional.
Ai Portugal, Portugal, tão serias se os teus filhos, em lugar de se deixar perder nos enredos da calhandrice, se ilustrassem por bem fazer.

Carlos Sério disse...

Vamos ao que interessa

Empresários esperam investir mais em 2016

Os dados do Inquérito de Conjuntura ao Investimento de Janeiro de 2016 divulgado pelo INE revelam que os empresários esperam investir mais em 2016. A expectativa para 2016 é a de que o investimento registe um crescimento de 3,1%, claramente acima dos 0,1% esperados para 2015 e retomando uma tendência de recuperação que se vinha registando desde 2013 e que esteve sob ameaça em 2015 com uma variação praticamente nula”.

Janeiro revela empresários mais confiantes

Com excepção do sector do comércio a retalho, o mês de Janeiro revelou os melhores níveis de confiança entre os empresários da Indústria Transformadora, da Construção e Obras Públicas, dos Serviços e do Comércio por Grosso no trimestre de Novembro de 2015 a Janeiro de 2016.

Confiança dos consumidores está ao melhor nível desde Agosto de 2000

Tomando por referência as variações efectivas mensais do índice de confiança nos consumidores divulgadas pelo INE e considerando já os dados relativos a Janeiro de 2016, o nível de confiança dos consumidores está ao melhor nível desde Agosto de 2000.

Pedro Almeida disse...

Freud explica isso quanto a António Costa.

Agora uma piada que vi algures: "costuma-se viver bem durante os governos socialistas. Depois é que não"...Depois, isto é, quando chega a fatura...

Pedro Almeida disse...

As coisas estão muito bem, não haja dúvidas. Vale a pena a leitura da análise através do seguinte link (inclui gráficos):


http://observador.pt/opiniao/oe-2016-um-desastroso-regresso-ao-passado/

Floribundus disse...

já está em marcha a campanha do crechimento

principalmente dos empilhadores de tijolos
e tabuleiro na mão

Carlos Sério disse...

"desastroso regresso ao passado???

Quando em 2010 a dívida pública era de 93% do PIB e agora é de 130% do PIB!
Quando a dívida externa líquida em 2010 era de 82,7% e agora é de 104,5% do PIB!
Quando a produção nacional em 2010 valia 180.000 milhões de euros e agora vale apenas 173.000 milhões de euros!
Quando em 2010 pagávamos anualmente em juros de dívida pública 4.896 milhões de euros quando agora pagamos mais de 8.500!
Quando o Investimento ascendia em 2010 a 36.938 milhões de euros e hoje não ultrapassa os 25.200 milhões de euros!
Quando em 2011 tínhamos 4.740 mil empregos e hoje recuámos para apenas 4.500!
Quando a taxa de incumprimento de créditos à banca das famílias, estão em máximos históricos!
Quando a o número de pessoas que emigram todos os anos é maior do que na década de 1960!
Quando aumentou a pobreza e a desigualdade social neste período de governação da coligação PSD/CDS!

Depois de olhar-mos para estes indicadores e dados económicos resultantes da governação Coelho/Portas, como é possível alguém hoje vir falar de que a situação económica, social e financeira do país está bem e muito diferente da situação de “bancarrota” em que o país se encontrava em 2011?
É preciso estar na verdade muito fora da realidade.

Pedro Almeida disse...

"Quando em 2010 a dívida pública era de 93% do PIB e agora é de 130% do PIB!"


Carlos Sério:

Escrever duzentas vezes o seguinte:

Uma das razões para isso é que a dívida do setor empresarial do Estado não entrava no perímetro da dívida pública. Esse era mais um truque contabilístico.

Fernando Vouga disse...

Concordo inteiramente com o comentador Bartolomeu quando se refere à manutenção dos "títulos" pela parte dos militares e das prostitutas. Não há razão para os manterem depois de cessarem as funções.
Já agora, lembro os médicos e advogados (que não perdem o título de doutor), os engenheiros, juízes, embaixadores e por aí fora.

Paolo Hemmerich disse...

Jamais verão a esquerda admitir seus erros!! Eles sempre darão um jeito de empurrar suas próprias mazelas e mal-feitos para outrem!!!

Carlos Sério disse...

Esta questão de atribuir a responsabilidade do brutal aumento de dívida à integração na AP as entidades públicas merece alguma atenção. Há mais de dois anos que tratei este assunto aqui. Desde logo devemos ter em conta o seguinte:
1.No ano de 2015, ocorreu a integração no perímetro das Administrações Públicas de um alargado conjunto de Entidades Públicas como Serviços e Fundos Autónomos decorrente da alteração ao quadro metodológico para a produção de dados das contas nacionais. Recorde-se que, nos termos da Lei do Enquadramento Orçamental (n.º 5 do artigo 2.º da Lei 41/2014, de 10 de Julho) consideram-se integradas no sector público administrativo as entidades incluídas nas últimas contas sectoriais publicadas pelo Instituto Nacional de Estatística, referentes ao ano anterior ao da apresentação do orçamento. Assim, para a execução orçamental de 2015, estabelecer-se-á a distinção entre o universo total e o universo comparável (que exclui as referidas novas entidades) , sendo que a análise da execução orçamental da receita e despesa dos diversos agregados institucionais se realizará em termos homólogos comparáveis. (dgo)
2.Por outro lado, para uma análise justa desta questão seria bom esclarecer que valor foi acrescentado à dívida pública nos anos de governação de Passos Coelho devido às reclassificações das empresas e PPPs. Só conhecido este valor poderemos estabelecer comparações credíveis e isentas de demagogia. Uma coisa é certa, se o governo de Passos Coelho reclassificou algumas empresas o governo de Sócrates também o fez.
Como em 2010 o Governo Sócrates integrou no Estado o fundo de pensões da Portugal Telecom, o défice desse ano foi um dos que foi revisto em alta: dos anteriores 9,8% PIB passou para 11,2%. O de 2011 também sofre uma revisão em alta significativa, já que nesse ano o Estado assumiu os fundos de pensões da banca.
3.No fundo, para os apoiantes do anterior governo dá-lhes jeito atribuir à inclusão das Entidades Públicas no âmbito das AP o brutal aumento da dívida Pública que se verificou nos anos da governação PàF. Mas, na verdade o grande responsável por tal aumento de dívida foram as políticas de suprema austeridade seguidas pelo anterior governo.
Não, a dívida subiu porque subiram os encargos do Estado, fruto do aumento da despesa do Estado provocado pela crise financeira e pelo agravamento da recessão dada a opção da duplicação da austeridade inicialmente prevista no memorando (enquanto o memorando da Troika exigia medidas de consolidação orçamental em 2012 no valor de 5.073 milhões de euros, o Governo decidiu agravá-las para um valor de 9.042,3 milhões (Relatório do OE-2012), o que alias constitui o orgulho do governo.

Pedro Almeida disse...

O Carlos Sério fez-me rir imenso. Mas tirando isso, o que não dá mesmo para rir é isto:

http://sol.pt/noticia/494697/Rating-da-DBRS-gera-fantasma-de-novo-resgate

Pedro Almeida disse...

Tenho a impressão que o Costa e o seu Governo têm os dias contados...Depois resta saber o que sobra do PS em novas eleições...

Pedro Almeida disse...

De assustar ( Aceda-se ao link e leia-se o texto todo)


http://oinsurgente.org/2016/01/30/a-fraude/

Pinho Cardão disse...

Caro Floribundus:
O comentário que subscreveu não se insere nos princípios fundadores do Blog Quarta República, que sempre primou em combater ideias, respeitando as pessoas. Assim, convido o Floribundos a corrigir o comentário que fez. Queremos que nesta casa todos possamos conviver, concordando ou civilizadamente discordando, mas não ofendendo ninguém.

Tavares Moreira disse...

Caro Pinho Cardão,

O que eu receio, e receio bastante, é que, para além destes ditos e contraditos em plena sessão parlamentar - que sabemos bem o que valem - o PM, pela sua acção política, esteja fazendo oposição, e bem eficaz oposição diga-se, aos interesses do próprio País.
Essa acção está a contribuir, objectivamente, para a degradação da imagem do País e para por novamente em risco os equilíbrios económicos e financeiros que com tanto esforço, sobretudo por parte das Famílias e das Empresas como aqui temos salientado, foram restabelecidos ao longo dos últimos 4 anos.

Paolo Hemmerich disse...

Se a esquerda não fosse tão demagógica e incompetente, dificilmente sairia do poder em Portugal, cujo povo, modo geral, tem uma importante propensão a exigir a proteção estatal em todos os aspectos da vida quotidiana! O povo português (como de resto todos os povos de origem latina) gosta da esquerda, mas sofre reiteradas decepções com os políticos esquerdistas no poder, justamente em virtude dessa frouxidão administrativa e dessa compulsão esquerdista em criar gastos públicos fora de controle, que inviabilizam o país no médio e longo prazos.

Bartolomeu disse...

Discordo,da opinião do caro Dr. Tavares Moreira.
Discordo, porque penso que esta coligação centro-esquerda-semi-governativa, se está a ser, ou a tentar ser oposição a alguém, será somente à soberba, prepotência às exigências de Bruxelas.
Ou seja; na sua pequenez, o atual governo e o ministro das finanças estão a tentar ser a consciência de uma União Europeia, cada vez mais sobordinada a interesses que, cada vez mais também se afastam dos princípios que a criaram.
E nunca, por nunca ser, a tentar agravar o esforço financeiro que as famílias portuguesas foram obrigadas a fazer, colaborando forçadamente numa política austerista imposta pelo anterior governo com a "intenção" de equilibrar as contas do país e que não atingiu o objectivo. Pelo contrário, em lugar de conseguir a estabilidade financeira, o aumento da produção e do emprego, aumentou a dívida pública.

Bartolomeu disse...

Especialmente ao meu estimado Amigo Dr. Pinho Cardão, dou conhecimento que: Hoje, Domingo, dia 31-01-2016, almocei no "Os Petiscos do António" em terras de Alcochete, berço Do nosso rei Manuel, o primeiro, cognominado de "O Venturoso".
E foi Realmente de muita ventura este almoço que começou por umas entradas simples, continuou com um arroz de polvo em tudo, "no ponto". Regou-o um "grande reserva branco" da Quinta da xô dona marquesa de Alorna (um dia não são dias) e finalizou com um bolo de bolacha com natas (uma especialidade), e café.
Saiba o meu estimado Amigo que a reserva (212347826) foi feita para garantir a mesa.

Alberto Sampaio disse...

Quando um socialista (que me desculpem os que não o fazem e que então deveriam ter iniciativas para "expulsar" da liderança dos seus partidos os que o fazem) apresenta contas, fá-lo sempre de acordo com as suas conveniências. Ainda não perceberam que é assim que se chega à bancarrota. Com 3 bancarrotas e ainda insistem...

Estão desacreditados! Apenas se ouvem a eles próprios e, pelos visto, basta-lhes. Compreende-se, a realidade é dura.
Há um aspecto em que têm razão, défices de 9, 10 e 11 não são maus, porque o que é mau é a austeridade que vem a seguir.

Zuricher disse...

Caro Bartolomeu, eu também acho que a Comissão Europeia é uma mázona e não deixa o governo fazer o que quiser. Realmente deviam deixar, com duas certezas porém: 1) nova bancarrota = saída do Euro, isto porque as pessoas sérias não têm culpa dos desvarios de terceiros e, portanto, não têm porque partilhar a mesma moeda com gentalha e, 2) não há resgates para ninguém. Se cairem na bancarrota desenrasquem-se!

Nestas condições não tenho nada contra deixar-se o governo Português fazer o que quiser e bem entender.

Tavares Moreira disse...

Caro Zuricher,

Subscrevo, no essencial, o teor do seu desabafo. Com efeito, já chega de devaneios, de fantasias, de incompetências, numa União Monetária que não pode deixar de ter regras de funcionamento mínimas, claras e vinculativas, para as finanças públicas dos países membros, sob pena de se desagregar face à impossibilidade de acomodar políticas absolutamente incompatíveis com o requisito de estabilidade da mesma zona.
E depois, cada qual iria à sua vida, nós iríamos, obviamente, regredir uns bons 50 anos em termos de padrão de vida. Mas parece ser o que as fantasias do presente parecem admitir, como cenário B.

Bartolomeu disse...

Caro Zuricher,
Tudo aquilo que refere faria sentido se a má zona que a Comissão Europeia é, de facto, antes de resgatar paises como Portugal, obrigasse os governos a resgatar os milhares de euros que as más gestões provocaram de prejuíso.
Assim, qualquer governo seja de que banda for que só imponha ao povo medidas graves de austeridade para reabilitar a economia e a finança e mantenha em liberdade os fraudulentos gestores públicos, está somenta a humilhar o povo que paga os impostos que alimentam o Estado.
Ou seja, os resgates de que o nosso país tem beneficiado, não serviram para desenvolver o país nem para o dotar de melhores condições sociais, serviram sim, unicamente para empobrecer ainda mais a população e enriquecer ainda mais os mais ricos. Aliás, uma prática ancestral neste país pobretanas. Pobretanas não só financeiramente mas sobretudo, social e cívicamente.

Alberto Sampaio disse...

Caro Bartolomeu,

o que diz é verdade, mas estou em crer que os principais responsáveis por não haver uma resposta cabal são exactamente os nossos políticos. Uma medida simples, como impedir governantes que participaram em governos de bancarrota de exercerem qualquer cargo político durante um período alargado, seria claramente justa. Porque é que o ps não quis inscrever o limite máximo para o défice na CR? Os gestores que refere são muitas vezes nomeados ou influenciados pelos governos da altura. A UE e CE podem ter responsabilidades, mas os principais responsáveis estão entre nós.

Por outro lado, o que se passa quando se fala nos problemas do "capitalismo/neoliberalismo" resulta em parte, na minha opinião, da forma de pensar ideológica e do discurso politicamente correcto instituído pela esquerda em Portugal. Por outras palavras, para mim, antes do social e do civismo, vêm os princípios e a ética, ou moral se preferir, ou seja, vem cada um de nós enquanto pessoa. Não devíamos esquecer a pessoa. De que adianta falar em civismo com políticos (ou outros) aldrabões sem princípios, a não ser o de conseguir o que pretendem a todo o custo? A propósito, todos sabemos da pseudo luta do cravinho contra a corrupção: onde estão os nomes dos corruptos?

Tudo começa com a pessoa e com a sua formação. A escola defendida por certas parcelas da esquerda, que cria condições para as crianças serem atiradas para as escolas, não resolve o problema, é antes parte dele. São necessárias outras soluções.
Esta ideia é fundamental, mas quando alguém a defende, surge logo uma crítica marginal (do tipo querem destruir o ensino público) para arrumar a questão. Quem o faz é desonesto e, até por isso, a extrema-esquerda é desonesta.
Têm medo da diferença (a diferença arruinaria a ideologia). Este governo já acabou, ou pretende (se estiver errado por favor corrija-me) com a pouca autonomia das escolas públicas. Os professores devem pensar, para quê fazer melhor, pensar muito, preocupar-me? É tudo decidido por alguém na 5 de Outubro.

Já me alonguei muito. Voltando ao ponto de partida, concordo inteiramente consigo, a principal pobreza de muitos Portugueses não é financeira.

Desculpe uma mensagem tão longa.

Bartolomeu disse...

Pois, caro Alberto Sampaio, a Educação é um dos setores fundamentais do estado e que tem sido ao longo dos anos, dos consecutivos governos, de diferentes conjunturas e múltiplas vicissitudes, vítima de decisões que o conduziram a maior número de recuos que avanços; numa ótica de valorização do ensino e dos profissionais a ele afetos.
O desenvolvimento de um país, não acontece por "obra e graça" mas sim com base no grau evolucional do sistema educativo, o qual se reflete diretamente na valorização das aptidões dos seus cidadãos. Será este também um dos motivos pelo qual o sector da economia de prestação de serviços, um dos que mais cresceu nos últimos anos.