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domingo, 17 de janeiro de 2016

Sem custos para o contribuinte...

O custo das medidas do programa do Governo, dizia e repetia Costa, estava estudado ao pormenor. E um grupo vasto de grandes economistas, com porta-voz principal e repetidores à maneira, asseverava e jurava que as contas estavam um primor. 
Afinal, uma medida emblemática, o regresso às 35 horas, o governo ainda não sabe quanto custa!...
Nada que o apoquente: por certo será mais uma daquelas medidas sem custos para o contribuinte...
Ah, e promotora da igualdade dos cidadãos no trabalho. No fundo, o país só será país quando todos forem funcionários públicos...

7 comentários:

Paolo Hemmerich disse...

A meta das esquerdas é exatamente essa: que todos sejam funcionários públicos, com excelentes salários, saúde e educação gratuita e de primeiro mundo, e, é claro, com redução da carga horária, pois ninguém é de ferro!
Aí ocorre a alguém, inadvertidamente, de perguntar: - Mas, raios, de onde sairá o dinheiro para pagar tudo? "O dinheiro? Ora, ainda não pensamos nesse pequeno detalhe, todavia, não tarda formaremos COMISSÕES para cuidar desse assunto, e assim que tais comissões estiverem formadas marcaremos reuniões em diversos pontos do País para tratar da questão! Obviamente, essas reuniões acontecerão em hotéis de luxo, mas os que delas participarem não carecem de se preocuparem, pois as diárias pagas pelo Estado cobrirão todas as despesas, com folga! O povo fique tranquilo, pois nosso governo tem, além da preocupação social, enorme preocupação quanto ao equilíbrio fiscal!!!"

Bartolomeu disse...

Por acaso ainda não me tinha surgido essa ideia luminosa de converter todos os funcionário privados, em públicos.
É claro que essa medida iria obrigar à nacionalização de todo o privado mas, isso é um problema secundário, ou... um não-problema.

Carlos Sério disse...

Toda a irritação que a direita da direita (linguagem marceliana) vem demonstrando é apenas derivada do profundo receio que sentem de que a populaça descubra, finalmente, o logro em que caiu quando acreditou nas medidas “sem alternativa” e do “empobrecimento virtuoso” impostas pelo governo Coelho/Portas e acabe por perceber que afinal a suprema austeridade e os múltiplos sacrifícios a que foi sujeita eram perfeitamente escusados.
O resto é conversa fiada.

Bartolomeu disse...

Carlos Sério,
Dada a situação difícil, económica, financeira e social em que o país ficou, após o governo Sócrates; a necessidade de ajuda financeira externa impunham que fossem adotadas medidas austeristas.
Disso não tenhamos qualquer dúvida.
Agora, a falta de sensibilidade e justiça social, a prepotência, a má gestão e a falta de medidas que terminassem de vez com o despesismo, assim como a necessária reforma de setores do estado, falharam redondamente, levando a que, se estávamos mal, antes.... não ficámos melhor, depois.
E temos de ver uma coisa; a direita justifica a necessidade do endividamento externo, com a necessidade de manter os serviços do estado a funcionar.
Isto é uma falácia, ou melhor, uma semi-falácia. É certo que o envelhecimento da população, aumentou o número de reformados e pensionistas, o aumento de desemprego, aumentou o número de pessoas a receber subsídios de desemprego, pensões de sobrevivência e trinta por uma linha mas... qual é a receita que o estado arrecada, proveniente do pagamento de impostos? Qualquer gesto que façamos, estamos a pagar um imposto que entra para os cofres do estado. Perdoe-me o que vou dizer mas... até quando cagamos, estamos a pagar não um, não dois, não três, mas vários impostos. A menos que o façamos numa casa de banho pública.
Isto para dizer que, em minha opinião, os impostos que são pagos, pelos cidadãos, pelos empresário, etc. deveriam ser suficientes para manter a máquina do estado, administrativa e de serviços, a funcionar.
Agora... talvez não chegue para pagar ordenados e mordomias aos administradores públicos e aos cargos governamentais, aos cargos diplomáticos, etc, etc, etc.

Bartolomeu disse...

Ps:
Caro Dr. Pinho Cardão,
Em matéria de nacionalizações e de conversão de todos os trabalhadores em funcionários público, ha uma ressalva a fazer;
este sítio https://www.youtube.com/watch?v=Ye3XEk3LAbg tem de ser excluído da avalanche.
;) ;)

João Pires da Cruz disse...

Não custa nada. Obviamente, passar para 35 horas não custa nada. Porque os funcionários são públicos, os funcionários públicos são estado e estado é de todos nós que samos a gente! Portanto, até vai dar lucro! A gente trabalha menos e ganha mais e, dentro da perspectiva galambica de que a subida de salários é uma componente fundamental do crescimento económico, vamos ser demasiado ricos no fim.
Ainda vamos ter que consultar "o" cenário, mas deve dar lucro!

Carlos Sério disse...

Caro Bartolomeu
É certo que o Governo Coelho/ Portas aplicou o dobro da austeridade que estava acordada no memorando. E que tal conduta “de bom aluno que se chega à frente para ficar em primeiro na fotografia” o que revela um provincianismo detestável, provocou uma recessão dupla, tripla, da que seria expectável. Nenhum dos pressupostos económicos acordados com a Troika, valor da dívida pública, défice orçamental, taxa de desemprego foram alcançados em cada um dos anos de governação da direita radical.

Quanto às reformas da Administra Pública claro que a reforma fundamental continua por fazer. E duvido que algum futuro governo da área do PS ou PSD venha a empreendê-la. Pois não foram eles que ao longo das últimas décadas, paulatinamente foram criando uma Administração desarticulada e irracional, com a criação de inúmeros órgãos do Estado perfeitamente escusados e paralelos aos já existentes, Institutos, Agências, Entidades, Autoridades, Comissões, Conselhos, Gabinetes, Centros, Fundações, Empresas Municipais, etc com o único e obscuro propósito de proporcionar lugares bem remunerados às clientelas partidárias bem como, dada a natureza jurídica/administrativa que foi dada a estes novos órgãos, escaparem aos rigores do regime jurídico de adjudicações de empreitadas e de fornecimentos de serviços e aquisições, libertando assim os ministros e secretários para executarem em “plena liberdade2 e sem qualquer fiscalização todo o género de obscuros negócios. É o que chamo de corrupção institucionalizada. Destruíram-se Direcções Gerais e Departamentos Municipais para darem lugar a estas novas entidades sem qualquer racionalidade ou benefício para o País e para os cidadãos. Será que porventura, com estas mudanças, com estas “reformas”, os cidadãos viram melhorar os serviços prestados pelo Estado e pelas Autarquias? Será que a Segurança, a Justiça, a Educação ou a Saúde melhoraram?

Quanto “ à situação difícil, económica, financeira e social em que o país ficou, após o governo Sócrates”, repare que quer nos valores da dívida pública, dívida externa, desigualdade, empobrecimento, PIB, peso dos juros da dívida, Investimento, emigração, todos eles se agravaram e de modo muito acentuado com a governação Coelho/Portas. Não é correcto nos tempos de hoje continuar a atribuir as responsabilidades do aumento dos juros da dívida em 2011, tornando o financiamento da Republica praticamente impossível, à governação de então deixando de lado o verdadeiro responsável – a crise financeira internacional.