Número total de visualizações de página

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Tão bons ou melhores do que os outros...

Simplesmente, o melhor! Um prémio que lhe reconhece o mérito da excelência de liderança e gestão, que nos mostra que podemos ser tão bons ou melhores do que os outros. Assim sejamos capazes - cá dentro e não apenas lá fora - de, a todos os níveis, nos organizarmos e unirmos em torno de objectivos comuns. Dá muito trabalho, mas não há alternativa...

4 comentários:

Tonibler disse...

A notícia é, obviamente, muito positiva para o próprio e faz-me lembrar uma conversa que tive recentemente em Londres com um diplomata da representação portuguesa. Dizia-me que H Osório é um exemplo mediatico mas toda a City está repleta de portugueses que, nao sendo presidentes de bancos, sao figuras importantes no mercado financeiro a todos os níveis, e nao sao 2 ou 3 mas algumas dezenas. Não sao tão conhecidos porque a nacionalidade não é tema, não sao portugueses, são profissionais. Atitude pelo qual tb é conhecido o galardoado.

Isto para contrariar um pouco esta tendência dos portugueses de binarizar o sucesso. H Osório já era um gestor muito bem sucedido desde o BPSN. Não era preciso ter sido uma agencia estrangeira a reconhece-lo. E não era preciso ser "considerado" o melhor do mundo para estar lá muito próximo, como muitos que conheço cá em Portugal e outros em Londres. Não precisamos de nada para que sejam os melhores, já são. Podem não ganhar a medalha de ouro, mas estão na competição. A medalha depende de muitas coisas que nao dominamos.

Aquilo que é verdadeiramente diferenciador é esta sina de serem precisos os outros para reconhecer quem entre nós é realmente bom. Se tivesse sido eu ou a Margarida a dizer "este tipo é o maior do mundo" ninguém nos ouvia, não porquenão o soubéssemos classificar. Têm que ser os outros a dizer... Adicionalmente, ninguém é verdadeiramente bom se não for o melhor do mundo.

Bartolomeu disse...

Foi uma pena P P Coelho não o ter convidado para substituir Vitor Gaspar... em regime de part-time.

Margarida Corrêa de Aguiar disse...

Caro Tonibler
António Horta Osório é um gestor bem sucedido, se assim não fosse não teria chegado onde chegou. Isso mesmo foi sendo reconhecido ao longo do tempo, em vários cargos, incluindo em Portugal, antes até do BPSN. Não é o único, temos portugueses em Portugal e espalhados pelo mundo também em outras áreas, como por exemplo na investigação, que têm sido reconhecidos pela qualidade do seu trabalho. Não é a nacionalidade que é relevante, acontece porém que o prémio foi atribuído a um profissional que calha ser português. Se fosse chinês ou japonês não daríamos importância. Damos porque é português, como acontece com outros galardões, e porque reconhecemos (eu reconheço) que a competência é fundamental.
Caro Bartolomeu
Seria uma convivência impossível...

Suzana Toscano disse...

O caro Tonibler tem razão, só quando temos reconhecimento "lá fora" é que nos merecem respeito e reconhecimento os "nossos", é uma maneira como qualquer outra de nos apoucarmos. Muitos dos nossos jovens que emigraram dão conta do mesmo fenómeno, enquanto estavam cá ninguém lhes reconhecia qualquer valia especial e noutras paragens consideram que o reconhecimento faz parte do estímulo e da justiça. Lamentavelmente, não faltam exemplos de pessoas de muito mérito e competência, com largas provas dadas, que por cá são enxovalhadas ao mínimo pretexto ou mesmo só com o pretexto de que se distinguiram... E, o que é pior, não vejo que a mentalidade esteja a mudar, pode ser que esses tantos que foram ganhar experiência fora de portas possam trazer outra forma de ver as coisas e de não se entreter a demolir em vez de aproveitar os que querem e podem dar o seu melhor ao nosso País.