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segunda-feira, 18 de abril de 2005

As propostas do LABOUR para a educação

O Manifesto Eleitoral do Partido Trabalhista Britânico está já disponível e merece uma leitura atenta. Não surpreende o facto de o capítulo dedicado à educação (é o segundo, logo a seguir à economia!) ter merecido a minha atenção prioritária e justificado este pequeno "post". Na maior parte das medidas propostas, subscrevia-as sem pestanejar, nomeadamente as relativas à educação e formação de nível secundário, ao combate ao abandono escolar, na prevenção da indisciplina e violência, ao ensino especial, à qualificação do primeiro ciclo, à direcção das escolas e por aí além. A título de curiosidade reparem no excerto seguinte e imaginem o que seria se um partido político propusesse o que se gue:

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É uma pena ter de reconhecer como nos mantemos arreigados a determinados preconceitos e como se torna tão difícil pô-los em causa.

3 comentários:

Marga disse...

Mudar é mesmo muito difícil, mas vale a pena.
Se no nosso país se algum manifesto eleitoral apresentasse algumas das ideias expressas no seu blog, caía o Carmo e a Trindade. O problema da indisciplina nas escolas tem que ser atacado com medidas eficazes e duras e não com paliativos. Tolerancia zero contra a violencia. Eu pessoalmente tive conhecimento de um aluno que frequentava o 5º ano de escolaridade que teve que abandonar a escola pública só porque era vítima do tão falado "bullying" (peço desculpa se não está bem escrito). A escola limitava-se a expulsar os alunos indisciplinados, causadores dos disturbios durante alguns dias mas era impotente para travar esta violência camuflada, porque o sistema de ensino impede que definitivamente se exclua um aluno do sistema, antes que atinja uma determinada idade ou complete a escolaridade obrigatória.
Os alunos terror lá continuam impunemente a dar má fama à Escola e a desestabilizar todos os outros.
É preciso implementar medidas duras, politicamente incorrectas para que as nossas escolas não sejam um local onde os alunos vivam permanentemente amedrontados.

Cândido M. Varela de Freitas disse...

Ainda que possa surpreendê-lo, estou plenamente de acordo: a escola não deve, não pode tolerar a violência! O problema é como evitar a violência sem ser violento (vejo que no excerto que apreenta até se fala em incluir facas entre os instrumentos a banir...). Duvido da eficácia da receita que é dada. É curioso lembrar-me (este vício da memória...) que o primeiro essay que tive de fazer na minha pós-graduação em Londres foi sobre "disruptive behavior" (escrevo à americana), isto há auqse trinta anos.

David Justino disse...

Benvindo Prof. Varela de Freitas. O desafio é mesmo esse, evitar a violência sem ser violento, disciplinar sem reprimir, reforçar a autoridade dos professores sem autoritarismos. Não sei se a solução será a mais adequada, mas, pelo menos, vão tentando encontrar soluções. Fiquei mais sensibilizado pela primeira frase: "every pupil has de right to learn without disruption; no teacher should be subject to abuse or disrespect". Que haja alguém que coloque o problema como deve ser, do lado das vítimas.