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domingo, 17 de abril de 2005

Millôr Fernandes

Uma nota de humor enxertada nos assuntos sérios dos posts mais recentes.
Reencontrei Millôr Fernandes e não resisto a reproduzir aqui um pouco do humorista-pensador brasileiro que aborda coisas sérias com fina graça.
Aqui vai um bocadinho de Millôr actual e certeiro, sobre os "úteis" estudos que todos os dias enchem os media :

"Do culto à economia e finanças ao culto do computador, da estatística e do número em si mesmo, acabamos num sistema religioso, cibernético e litúrgico, eletrônico e mitológico. E já não me espanto de saber que as mulheres do Norte do país são 52% mais desdentadas do que as do Sul, que as mulheres casadas de São Paulo são mais tendentes ao queixo-duplo (double menton) do que as mulheres cariocas da mesma idade e os garis (limpeza pública) têm narizes maiores em Belo Horizonte do que em qualquer outra cidade do Brasil. Não me espanto, mas acho lícito reagir com uma pesquisa própria, na qual descobri que os técnicos que fazem esse tipo de pesquisa são mandados à &'=+!+?/!**! 72% vezes mais do que a média das pessoas".
[Cibernética, Here I Am! 1965]

3 comentários:

Anónimo disse...

E esta:
"Idiota mesmo é o sujeito que ouvindo uma história com duplo sentido não entende nenhum dos dois"
:)

David Justino disse...

Nada melhor do que o humor para começar bem a semana. Isto promete.

Pinho Cardão disse...

Sem qualquer humor, mas com toda a verdade.
Também em Portugal estamos cheios dessas investigações delirantes, apresentadas com grande pompa pelos media.
Quem as faz? Quase sempre entidades públicas: julgam assim mostrar serviço.
Quem as paga? Todos nós.
Para que servem? Para nada.
Mas quem as põe em causa, no mínimo, é um troglodita!...
O crime compensa1...