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quinta-feira, 14 de abril de 2005

Estado de graça ou desgraça do Estado

A avaliação do estado de graça ou de desgraça de um governo avalia-se geralmente pelas expectativas criadas junto da opinião pública. Para isso servem as sondagens, os estudos, os painéis, ou os inquéritos que regularmente se publicam. Porém, há uma outra fonte de avaliação desse estado de graça ou de desgraça: a forma como alguns órgãos de comunicação social elaboram as notícias, os títulos e as manchetes que escolhem, o direito a primeira página ou qualquer recôndito lugar no meio da muita palha que publicam. Vem tudo isto a propósito da forma como foi tratado o último relatório do FMI sobre as perspectivas da economia portuguesa. Há três meses atrás dá para imaginar o que daria, por ora apenas se destacam os poucos aspectos positivos escamoteando o autêntico "alerta" que o relatório encerra. Veja-se, a propósito, o "post" de António, "A Falácia da economia portuguesa" na Grande Loja.

1 comentário:

Jose Augusto Santos disse...

Na passada semana, numa conversa corrente, recuperei a ideia de um sociólogo, francês creio, que disse que "uma certa forma de ver é, também, uma certa forma de não ver". Assim vai o nosso Portugal. Abrem-se e fecham-se os olhos à realidade, ao ritmo das conveniências contextuais. Com o alargamento da Europa, podemos sempre elaborar interpretações à la Carte. Quando os governos deste país forem de matriz social-democrata, a nossa Europa será a quinze. Quando for de esquerda, estaremos na Europa alargada. É caso para dizer, "oh mar salgado, quanto do teu sal, são lágrimas de Portugal".