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segunda-feira, 11 de abril de 2005

Os Pensadores II

Voltemos aos comentadores e às mesmas ideias por eles permanentemente veiculadas.
Vou apresentar duas, por hoje.
1ª-Ideia do modelo social europeu: a sua superioridade é um dogma, não se discute, mas ninguém o define.
É o modelo nórdico, mas de que país e de que data? O de hoje ou de há trinta, vinte ou dez anos?
É o modelo inglês, ou o francês, ou o alemão?
Nesta nebulosa, não custa afirmar que é bom; o que custa é fazer a demonstração!...
Mas como resiste esse modelo ao desemprego, cada vez mais elevado?
Como compara ele com a capacidade da economia americana para crescer sempre mais do que a europeia e ter um desemprego sempre menor que o europeu?
Discute-se, porventura, isto? Em que estação de TV, em que rádio, em que jornal?
2ª-Ideia de concorrência e livre escolha: todos parecem aceitá-las, mas reduzindo-as à economia e com restrições…
Mas a generalidade dos comentadores já não aceita a avaliação dos estabelecimentos de ensino e o cheque ensino, factos que promoveriam uma verdadeira concorrência entre escolas e a livre escolha pelos pais e pelos alunos.
Pode um aluno pobre escolher uma boa Universidade privada? Não, porque a liberdade de escolha tropeça sempre no conservadorismo da protecção do ensino público.
Discute-se, porventura, isto? Em que estação de TV, em que rádio, em que jornal?
De facto não discute, para boa consciência dos responsáveis editoriais e comodidade dos pensadores, que, sem contraditório, podem continuar a insistir no tema, sem receio de contestação.
Insiste-se no mesmo, mas os resultados para o país estão à vista!...
Obviamente que há que discutir a receita!...

2 comentários:

O Reformista disse...

Aqui http://mocaok.blogspot.com/2004/11/moo-k.html
o texto da moção "Um novo Paradigma para o Estado Social- O Estado de Mercado Social"-que apresentei no Congresso de Barcelos.Se o tema lhe interessa peço que o leia.

Chegou a altura de se apresentarem e discutirem propostas.

António Alvim

Pinho Cardão disse...

Li e felicito-o.
De facto, o PSD foi grande quando sabia o que queria e, sabendo, não vacilava na decisão.
Identifico-me bastante com o teor da sua moção.
Mas o grande problema que, aliás, venho referindo, é que ideias novas não são divulgadas e, muito menos, discutidas na comunicação social que temos.
Como tal, acabam por não existir.
Oxalá o novo PSD se reveja no tema que desenvolveu, o dicuta e tire as devidas conclusões: muito de bom viria para o país.