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segunda-feira, 25 de abril de 2005

Projecto com "P" grande

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"Estamos a trabalhar num Projecto para Lisboa."
A agit-prop tem destas coisas.
Quando não há nada para dizer, aparece-se a dizer que se está a pensar no que se vai dizer.
Mesmo escrevendo projecto com "P" grande, o que este cartaz nos diz é mais simples:
"Candidatei-me sem projecto".

9 comentários:

Isa Maria disse...

Simplesmente genial.

mummy disse...

Discordo, totalmente, da análise feita.
O cartaz é excelente, a mensagem que passa é a de alguém que, porque está fora do centro de decisão, está, a este tempo das eleições, a preparar um projecto para a cidade, projecto do qual sairá o programa eleitoral que, a seu tempo, apresentará.
O cartaz identifica o candidato, com a cidade (o que mostra dela é identificado como o berço e espaço de reconquista)ao fundo, em pose descontraída e de trabalho, com uma mensagem clara - não fazemos (e o plural remete para a ideia de uma equipa) as coisas no ar.
Veremos os resultados eleitorais, mas temo que este candidato seja imbatível. Até porque tem o mérito de estar informado e de ter, efectivamente, uma ideia e um projecto para Lisboa. Podemos não gostar de reconhecer isto, mas é um facto. Manda o prestígio deste espaço e destes comentadores, que se faça o «combate» político com elevação e objectividade.Para que seja verdadeiramente útil.

Anónimo disse...

Também penso que o cartaz é bom e a mensagem faz sentido. Não sei se o candidato é imbatível como diz ´arroz doce´. Duvido mesmo que o seja. E não me parece que tenha uma ideia e um projecto para Lisboa. Tem, por ora, a ambição de vir a ser presidente da Câmara, o que não sendo muito já é alguma coisa.
O que tenho por certo é que Carrilho está a acertar em cheio quando dá a imagem de estar a estudar as coisas, a ponderar, a planear. Joga claramente no contraste com a imagem de improviso, de impreparação, de permanente incerteza nas ideias e nos projectos que caracteriza o mandato corrente.

Marga disse...

Meu caro arroz doce, não precisa ficar tão isaltado com os comentários dos autores dos blog. Já percebemos que vota Carrilho, pelo que foi objectivo, mas a quem não teve elevação no combate politico foi você. Este é um espaço de liberdade e se não concordamos com o que os outros escrevem, só temos que o expressar sem ter que arremessar algumas pedras. Meu caro, o 25 de Abril foi há 31 anos. É certo que a nossa democracia é ainda muito jovem, mas temos que saber ouvir os outros, sem nos exaltarmos.

mummy disse...

JM Ferreira de Almeida



Gostaria de partilhar dessa sua confiança na incapacidade de Carrilho ganhar a Câmara, mas temo que, nem mesmo o contragosto do PS nesta candidatura, seja suficiente para a tornar perdedora, até porque o PSD tem contribuído, activamente, para manter os lisboetas preocupados com a eficácia e sentido de responsabilidade da actual gestão. A não ser que uma (boa) candidatura do CDS/PP, que talvez se tenha começado a desenhar no Congresso do passado fim-de-semana, possa fazer toda a diferença. Será? O tempo o dirá.

Quanto a Carrilho estar bem informado sobre os assuntos da capital e ter um projecto global para Lisboa (estão publicadas as linhas-mestras do seu pensamento nesta matéria, há algum tempo) é um facto, como tiveram de reconhecer os colegas de partido, engasgados com o sapo que isso representa. Com a motivação que a ambição lhe dá, com a informação que tem, com as trapalhadas do actual executivo, com a capacidade que se lhe reconhece, não lhe será difícil elaborar um projecto detalhado para o município. Pelo que diz, está já a trabalhar nele.


Marga

Permita-me uma sugestão, dada com a maior simpatia: leia o meu comentário outra vez, devagarinho e com atenção. Verá que se precipitou numa primeira leitura, decerto apressada. Se o fizer, não poderá deixar de reparar que o «temo», de que fiz anteceder a minha afirmação de que Carrilho possa ser um candidato imbatível, dá uma indicação bem clara da orientação do meu voto. E não é, de todo, a conclusão, apressada, que retira.

Como também não poderá deixar de concluir, o meu comentário poderá não lhe agradar, mas «isaltado», como diz que é, não será, penso eu; e digo penso, porque, como tenho a certeza que não será erro ortográfico seu, e não há no meu comentário qualquer exaltação, só admito que seja uma «blague», mas para essa precisarei do código.

A discordância, cara Marga, é legítima, e, ao que julgo, muito bem aceite pelos autores do blogue. Pedras? Mais uma desatenção sua, cara comentadora. Viu pedras onde estão, apenas, a consideração e o profundo respeito que me merecem os que escrevem neste excelente espaço, que pretendem de controvérsia. Se assim não fosse, nunca teria reagido, com algum desconforto, ao que me pareceu um comentário menos objectivo, de quem tem dado provas de irrepreensível sentido de responsabilidade e ética. Devemos a nossa crítica aos que admiramos e respeitamos, podemos apenas ignorar aqueles que não nos dizem nada. Com algumas pequenas excepções, como pode comprovar.

Vítor Reis disse...

A razão do meu post não tem a ver com ser a favor ou contra este ou qualquer outro candidato à Câmara Municipal de Lisboa.
Também não tem a ver com o facto de saber se Carrilho vai ou não ganhar as eleições autárquicas em Lisboa.
O meu post pretende tão somente mostrar que aquele cartaz é só imagem, mais imagem e nada mais do que imagem.
E a preocupação com essa imagem é tal, que até escapou uma confissão inesperada: ele candidatou-se sem projecto e está agora a tratar do projecto.
Goste-se ou não, esta dedução é linear.
Na verdade, o cartaz pretende preencher o vazio de quem já se candidatou, mas ainda não tem nada para dizer.

Minha Rica casinha disse...

Quem é candidato? Carrilho ou Barbara?

E esta presença tão forçada no mesmo momento que se anunciava a rutura com o PC terá sido causa ou consequência?

E espaço para o Bloco em coligação com o PS?

E que tal pensar que existe um pacto secreto que envolve o PSD???


http://minharicacasinha.blogspot.com

Ruvasa disse...

Concordo com VReis. Julgo mesmo que o post é um tiro em cheio no "boneco"

Primeiro veio a candidatura, decisão bárbara do PS.

Candidatura que se apresentou completamente despida de tudo que não seja aparência.

Depois, dá-se a indicação de que se está a "projectar um projecto", quiçá a "criar uma comissão para estudar a melhor forma de projectar um projecto". É conhecido o "modus faciendi" daqueles lados.

Isto já foi visto em tantos carnavais anteriores, que causa admiração que ainda haja tantos que tanto se admiram!...

Marta disse...

Atendendo ao que se passa hoje na CML, eu, no seu lugar, não abordaria este tema!
Já conheceu pior gestão do que a de Santana/Carmona?
Obra feita?
Despesas?
Receita?
Número de ruas esventradas?

Tenham dó do pessoal, falem de bola!