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terça-feira, 19 de junho de 2012

À descoberta da terra dos Ticos – Arenal


A fantástica vista do Vulcão Arenal colhida da varanda do quarto do hotel

Fortuna. A povoação que convive com um dos vulcões mais imponentes do centro-américa. Um dos 16 mais ativos em todo o mundo, acordou em 1968 e desde aí se assistem a manifestações, algumas deveras violentas. Rezam as crónicas que por causa dos efeitos das erupções perderam a vida 87 pessoas desde então. Neste vídeo percebe-se a expressão da atividade vulcânica.
Quando chegámos ao hotel situado no sopé da enorme montanha, um dos funcionários informou-nos que o Arenal andava por estes tempos muito sossegado, mas era sempre assim, o vulcão acalma e depois a tremenda pressão contida nesses dias fá-lo explodir violentamente. A calmaria antes da tormenta…
Calmo, mas audível o seu rugir e claramente visíveis as suas manifestações.
Os hotéis em Fortuna exploram, como é óbvio, esta visão soberba do colosso que se impõe na paisagem, ali, assustadoramente perto, enquadrado pela floresta que a pouco a pouco vai pintando de verde intenso os rios do magma derramado. Só numa das encostas, de que nos aproximaríamos no dia seguinte numa caminhada que nos levou pertinho do lago Arenal mesmo ao lado do vulcão, se encontra devastada a floresta, resultado de violentas erupções ocorridas há uns poucos de anos.

Hot springs, um banho reparador nas águas termais do vulcão
 Para além deste enquadramento, o hotel onde ficámos alojados era atravessado por um rio de águas quentes e sulfurosas, produto da atividade geotérmica do Arenal, onde o banho é garantia de um sono de bébé. Como se comprovou…
Repouso que se mostrou providencial pois no dia seguinte estava aprazada – e não recuámos! – a temerária caminhada até à base do Arenal acompanhados de um guia. Ocasião para perceber como a natureza se impõe ao mais inóspito dos ambientes. E percurso de encontros imediatos de primeiro grau com aranhas venenosas e cobras arborícolas para aumentar ainda mais a adrenalina…


Na senda da última erupção - os rios de lava solidificada

Por nossa conta e risco, claro!


Por cima das nossas cabeças, serpenteava-se...

Venenosa. Por ali dão-lhe o sugestivo nome de..."derruba cavalos".

A pedido do Dr. Pinho Cardão...

Foi com renitência que despedimos daquele ambiente e das mordomias proporcionadas pelo hotel, mais disponível para apurar o serviço nesta época em que os hóspedes são poucos. Mas à nossa espera estava a magia dos bosques nublosos de Monteverde. E para lá partimos, confiantes que a proximidade no mapa significaria uma deslocação menos penosa e demorada do que a que nos tinha trazido de Tortuguero ao Arenal. Como estávamos enganados!

(Continuação ->)

5 comentários:

Margarida Corrêa de Aguiar disse...

José Mário
Fantástica expedição. Só pode ter sido programada ao milímetro. Muito compensador.
Muito justa a combinação da aventura e descoberta com as "mordomias" do refúgio do descanso. No meio de tão exuberante natureza, não há serpentes e aranhas venenosas que resistam.
As fotografias são lindas. Esta sua viagem faz-me crescer água na boca...

JM Ferreira de Almeida disse...

A ideia é também essa, Margarida. Para além de partilhar, despertar a vontade nos amigos, que é outra forma de partilha.
Quanto à programação, não mudámos muito o que os operadores propõem, circuitos globalmente bem organizados proporcionando a visita a pontos de interesse. Só fomos mais interventivos na escolha dos hotéis.
Creio, contudo, que beneficiámos muito dos upgrades que se fazem em época baixa sem agravamento de preço.

Pinho Cardão disse...

Mas não vi o meu amigo no banho reparador das águas vulcânicas. A água estava a ferver?

JM Ferreira de Almeida disse...

Os seus pedidos são ordens, meu caro Pinho Cardão. Já coloquei a prova...

Suzana Toscano disse...

Muito bem, agora é que reportagem é que ficou...escaldante! :) Espectacular, caro Zé Mário, este passeio é uma emoção, quase que sentimos que estávamos na "sua" varanda a ver os vapores do vulcão.