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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Produto tóxico: a falta de solidariedade com os gregos


A falta de solidariedade da Europa e, em particular, da Alemanha, em relação à Grécia continua a ser martelada na cabeça das pessoas pelo Bloco, por quase tudo o que é comentador, a começar por Soares, e por jornalistas e analistas bem pensantes, numa lavagem ao cérebro baseada em desconchavo grosseiro, demagogia e completa mentira.
Então e o perdão de 120 mil milhões de euros da dívida grega?
Então e os largos biliões de euros  injectados na Grécia, ao abrigo do apoio ao país, e que têm suportado os serviços públicos e os salários dos funcionários?
De onde vem este apoio? Do nada?
E, no que a Portugal particularmente respeita, para além da participação no bolo à Grécia, via Troyca grega, não suportaram muitos portugueses, centenas de milhares de pequenos, médios ou grandes accionistas de Bancos nacionais, o prejuízo de centenas de milhões de euros devido ao “hair-cut” da dívida grega?
Em favor de uma população com um ordenado mínimo e médio e com um nível de vida médio provavelmente ainda superior ao português.
Não é que se recuse o apoio à população grega. Mas por quê falar de falta de solidariedade? Para atacar a Alemanha, sem a qual a Grécia estaria bem pior? Ou o FMI, em que todos os países participam?
Enfim, mais um produto tóxico, servido como verdadeiro e saudável.

4 comentários:

Tonibler disse...

Concordo, e até sei porque é que as pessoas como o Soares põe as culpas nos alemães. A solidariedade da Alemanha é total, atendendo que está connosco na luta contra aqueles que conseguem viver à nossa conta exercendo violência para nos sacar dinheiro. A Alemanha está solidária com os gregos, não está é solidária com o estado grego. Mas os gregos que não vivem do estado grego também não!

O inimigo do gregos não é a Alemanha, é o estado grego!

Pinho Cardão disse...

Ora aí está!

Rui Fonseca disse...

Inteiramente de acordo.

Penso, contudo, que o que está em causa na Grécia não se restringe à questão financeira. Que pode ter, apesar do seu peso relativo, um impacto significativo num sistema em crise. Não deixa de ser sintomático, a este propósito, o downgrading da Moody´s a 15 grandes bancos, anunciada ontem.

Na Grécia joga-se o futuro das fronteiras da União Europeia. Joga-se a Europa. Porque se a Europa cai nas mãos da Rússia (hipótese mais provável) poderemos assistir à reconstituição do bloco russo e ao desmoronar prematuro da União Europeia. Se cai nas mãos dos norte -americanos (hipótese menos provável) precipita-se o desprestígio internacional da UE.

Não por acaso, Chipre prepara-se para pedir ajuda externa à UE e à Rússia.

Trata-se de um jogo onde há muito bluff? Talvez. E talvez de todos os lugares da mesa.

Salvo melhor opinião.

murphy disse...

Pois eu gostava de ver por parte do Bloco, do Sr. Soares, e de boa parte das redações lusas, uma atitude mais patriótica... passo a explicar: porquê este foco na necessidade de ajudar a Grécia quando, em relação aos portugueses que vivem na Madeira, a posição parece ser bem mais exigente?...

Porque não se vêm apelos ao perdão da dívida da Madeira e a uma maior solideriedade com aqueles nossos concidadãos?...
(NOTA: Sou do "côntenente")