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quinta-feira, 21 de junho de 2012

À descoberta da terra dos Ticos - pelas reservas de Monteverde e Santa Elena



Densa, húmida e misteriosa a floresta nas reservas de Monteverde e Santa Elena

Reservas biogenéticas de Monteverde e de Santa Elena. No mapa pareciam logo ali, contornando o lago Arenal e atravessando a cordilheira de Tilarán. Ao fim de 3 horas de viagem demo-nos conta da proximidade da costa do Pacífico, muito mais afastada do destino que o local de partida! Perguntado, o motorista esclareceu que tinha havido um desabamento que impossibilitava o tráfego pela estrada que deveríamos ter percorrido e não houve outro remédio se não o de apanhar a autoestrada interamericana para, a partir de Puntarenas, subirmos aos territórios das reservas onde chegámos após mais hora e meia de um penoso percurso por estrada de terra e pedra solta, a não mais do que 20-25 km por hora.
Ficámos alojados num ponto dos 11.931 ha das terras brumosas situadas nas elevações da cordilheira de Tilarán, expostas aos ventos do Atlântico e do Pacífico que alí se cruzam e tornam aquele ecossistema único.
Monteverde é dos sítios mais famosos da Costa Rica pelos bosques húmidos e pela profusão de formas de vida que albergam, muitas endémicas e quase todas tão exóticas como o local.


O programa do dia seguinte previa uma caminhada pela Reserva de Bosque Lluvioso Santa Elena, incluindo o atravessamento de extensas pontes suspensas sobre a luxuriante floresta, onde nos sítios mais altos se divisavam pinheiros e cedros numa estranha mistura com espécies tropicais. E uma aventura de canopi, isto é, deslizamento por um cabo suspenso sobre o copado. Metemo-nos ao caminho, sozinhos, pelo bosque e renunciámos ao canopi. Seria emoção a mais, e tememos que a emoção se transformasse noutra coisa …


O bosque é denso e a experiência de o vislumbrar de cima das pontes suspensas é única. Repositório de cerca de 450 especies de aves, é o habitat dos resplandecentes quetzales, o pássaro que muitos julgam mitológico mas que existe por ali, bem real e presente, embora só o tenhamos visto voando e ao longe.

Ao fim de 3 horas de madrugadora caminhada e depois de um reconfortante café (estranhamente caro, um expresso tomado num país produtor de café!), tempo para visitar o gigantesco jardim de borboletas, o reptilário e o jardim dos colibris guiados por um jovem, Sequeira de seu nome, neto de marinheiro português do Porto que se apaixonou por uma espanhola e por ali se fixou, apanhar o transporte para o almoço no pueblo de Santa Helena e prepararmo-nos para o resto do programa que incluía uma visita a um jardim de orquídeas.

5 comentários:

jotaC disse...

Caro Drº Ferreira de Almeida,
Imagens fantásticas, ao nível do "National Geographic", sem dúvida...

Suzana Toscano disse...

Então afinal aquele canopi ali na fotografia é um espontâneo? :) È emocionante ler estas descrições, caro Zé Mário, mas tenho que confessar que me dá um certo conforto sabê-los de volta sãos e salvos!

Margarida Corrêa de Aguiar disse...

José Mário, grande expedição, muita adrenalina e excelente reportagem!

JM Ferreira de Almeida disse...

Muita animação sim, Margarida.
Suzana, fomos dos poucos que não se dispuseram à experiência do canopi. Mas vimos miudos e pessoas da terceira idade a fazê-lo e a regressar de sorriso nos lábios. Nós, pelo sim pelo não... ;)

JM Ferreira de Almeida disse...

Meu caro jotaC, fico muito satisfeito pelo seu apreço. A ideia é tentar transmitir, tanto quanto as palavras e as imagens o conseguem, um pouco dos bons momentos que passámos nesta gostosa viagem.