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terça-feira, 10 de abril de 2012

Conivência definhante

O que está a dar são manifestações. Hoje foi a do hospital onde se nascia, para manter pessoal já sem matéria-prima para fazer nascer.
Minguam os nascimentos, mas cria-se uma verdadeira indústria manifestativa. Profissional. O espectáculo tem cobertura assegurada. Ganham os promotores os seus minutos de glória. Ganham as televisões mais uns minutos de encher chouriços.
E nesta conivência nos vamos alimentando. Ou, melhor, definhando.

2 comentários:

Massano Cardoso disse...

A matéria-prima diminuiu mas ainda vai havendo alguma. O que está acontecer é um desvio dessa matéria-prima para outras unidades. Há vantagens? Mas por que razão se investiu tanto na MAC nos últimos tempos? Foi feito muito investimento. Gostava de ouvir explicações sobre o assunto, mas que fossem fáceis de entender.
Quanto às pessoas que se manifestam, bom, acredito que haja algum oportunismo, mas também acredito que muitas se sintam extremamente angustiadas face ao futuro e, como tal, é perfeitamente legítimo que se manifestem.

Pinho Cardão disse...

Caro Professor:
O que diz tem muita razão de ser. De facto, tudo isto dos "investimentos" públicos tem sido uma festa. Em muitos sectores, capacidade excedentária por todo o lado, para satisfazer clientelas, ao mesmo tempo que há sectores extremamente carecidos. Mas chega sempre uma hora para a razão. A Alfredo da Costa é, ao que é referido, um centro de competência. Essa competência e cultura de serviço público é-lhe dada pelas pessoas, corpo clínico, enfermagem, técnicos, etc, não pelas paredes do edifício. Assim, essa competência e cultura podem funcionar perfeitamente dentro de outras paredes. Ao que ouvi, é isso que está em causa. Mais nada.
Por isso, mal compreendo a ideia da manifestação, aliás da iniciativa de alguém que não trabalha na Maternidade.