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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Breves da política caseira (II)...

Muitas escolas do ensino artístico estão sem receber as transferências orçamentais que são necessárias ao seu funcionamento. Há professores sem receberem salários, as escolas têm dívidas a fornecedores, há alunos sem frequentarem as aulas de música. 
Refere a notícia que as escolas do ensino artístico com financiamentos em atraso vão finalmente ver a sua situação resolvida. Se há meios financeiros orçamentados não se compreende porque é que o Ministério da Educação e Ciência (MEC) não assegura que as transferências são feitas com a devida antecedência. 
O que está em causa é o normal funcionamento das actividades escolares. Nada de extraordinário. Porque é que os pagamentos atrasados acontecem invariavelmente? Geram perturbações perfeitamente dispensáveis. Não deveria o MEC fazer um esforço de organização, acabando de uma vez por todas com este tipo de rupturas? A bem da educação...

5 comentários:

Cesar Oliveira disse...

O ensino artístico não tem qualquer interesse para este governo. O que interessa é formar merceeiros. Como tal, a ordem é estrangular e descridibilizar até à extinção.

SLGS disse...

Caro César Oliveira, se o interesse do Governo é formar merceeiros (que me merecem todo o respeito)tem sido muito mal sucedido, pois tem acabado com eles todos. Restam os GRANDES (três ou quatro) e esses já cá andam há muito e não foram criação deste governo mas sim da desgovernação que nos rege de há 40 anos a esta parte. Não sou saudosista, defendo os valores que o 25/4 nos quis trazer, mas até agora não os vi implementar. Falar-me á da Democracia, mas mesmo essa é o que se vê. O valor e o exemplo dos seus mentores e até daqueles que se dizem ser seus "pais" deixam muito a desejar.
Quanto ao facto de a CULTURA continuar a ser desprezada neste país, tem toda a razão.

Bartolomeu disse...

O MEC tornou-se gradual e progressivamente,desde o vinte e cinco de Abril, na vigência de todos os governos, um monstro. Todos os anos, nas várias áreas que o ministério tutela, sucedem monstruosidades que, como refere a Drª. Margarida, com um maior esforço de organização e de entendimento, seriam perfeitamente dispensáveis, mas sobretudo, evitáveis. Todas as expressões artísticas encontram hoje, na diversidade de gostos que a sociedade foi gerando, necessidade de existir, porque a sociedade exige. Podemos não encontrar em certos estilos de dança, de música, de representação, etc., uma ponta de cultura, se comparados com os estilos clássicos que exigiam dos seus excutantes, uma formação mais apurada e por consequência, mais demorada. Hoje, a sociedade de consumo atingiu as artes que se tornaram também, um produto de consumo, tendo mudado o conceito de clássico e intelectual, para um conceito mais ligeiro, talvez mais banal, vazio de conteúdo. Contudo, os tempos mudam, e compete aos educadores, aos formadores e ao público, imprimir maior exigência à aprendizagem artística, elevando-lhe o nível de qualidade quando apresentada.
Se as artes se tornaram produto de consumo, sujeito à volatilidade da moda, então o investimento do governo na formação e ensino, não serve em última análise, a sociedade.

Margarida Corrêa de Aguiar disse...

Caro Bartolomeu
É um "monstro", ainda por cima desgovernado.
Quanto ao ensino artístico já teve melhores dias. A aprendizagem de uma arte, como por exemplo a música, é fundamental para o desenvolvimento das crianças e dos jovens, com efeitos de transformação cultural e social colectiva que seriam benéficos. É o que acontece em muitos outros países que investem prioritariamente nas artes e na cultura.

Diogo disse...

Cara Margarida,

O Ministério da Educação segue as pisadas do Ministério da Saúde, que segue o exemplo do Governo, que obedece às instruções da Grande Finança Mundial.

O que tem toda a lógica. Afinal, foi a Grande Finança Mundial que financiou a eleição deste Governo e que decretou as políticas a seguir pelos respectivos Ministérios...