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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Pecado meu...

"Não se pode desistir da política e não se pode apagá-la pela sua caricatura ou pela sua corrupção", diz D. Manuel Clemente nas vésperas de se tornar cardeal numa entrevista à Renascença
Já pensei assim, mas hoje confesso a fraqueza e deixo-me arrastar pela onda do descrédito, sem forças para voltar assim a pensar. É que quando a política se apaga porque se transforma numa caricatura ou navega na corrupção, não são as pessoas que desistem da política. É precisamente o contrário, é a política que desiste das pessoas.

4 comentários:

Pinho Cardão disse...

Numa alegoria a Kant, a situação que vivemos diz-nos que a crítica da razão prática está do seu lado, caro Ferreira de Almeida.
Mas a razão pura está do lado do D. Manuel Clemente. E, ponderadas ambas, a crítica do juízo também.
Mas tantas vezes que eu penso como o meu amigo.
Por isso, eu assinei o Manifesto Por Uma Democracia de Qualidade:
https://www.facebook.com/DemocraciadeQualidade

Margarida Corrêa de Aguiar disse...

José Mário
Ambos os fenómenos se alimentam um ao outro: as pessoas não acreditam na política e a política desistiu das pessoas. Qual nasceu primeiro já pouco interessa, o importante mesmo é saber como desatar este nó, se é que há vontade....

Vasco Ja foste disse...

Geralmente ouço isso muito dos eleitores PS: "porque os políticos são todos iguais", isto é para justificar que afinal até nem votaram mal (sócrates).

Deixou-se levar porquê? Porque votou no dito cujo e não gostou.

Eu também entrei em descrédito com o Durão. Sei o que estes eleitores estão a passar, estão a justificar-se.

JM Ferreira de Almeida disse...

Caro Vasco, não, não são todos iguais. Tive o privilégio de conhecer homens e mulheres grandes na política como na vida. Exemplos que nalguma medida procuro seguir. E conheço muitos outros, felizmente vivos e de boa saúde. sérios e íntegros. Mas observo que cada vez mais também esses se afastam da vida pública, quase todos por não quererem ser vítima de voragens várias. Compreendo-os.
Quanto ao meu voto, também se engana. Sou muito eclético, é certo. Mas no dito cujo nunca votei. Sempre votei sóbrio.