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sábado, 26 de novembro de 2011

A função social da empresa, liderança e produtividade...

Devemos valorizar os bons exemplos. Não o fazer é uma perda de oportunidade para retirar alguns bons ensinamentos e corrigir visões, tantas vezes deturpadas, que temos ou nos fazem crer sobre coisas tão simples ou invulgares como, por exemplo, liderança e produtividade.
A Sicasal - uma empresa portuguesa dedicada à indústria e comércio de carnes - sofreu a semana passada um grande incêndio que destruiu a zona das instalações fabris, pondo em causa o emprego de 150 dos seus mais de 600 trabalhadores.
Perante a tragédia e o desespero que rapidamente tomou conta dos trabalhadores, a administração veio assegurar que ninguém seria despedido nem haveria perdas salariais para ninguém. Rapidamente os trabalhadores deitaram mãos à obra para ajudarem 24 horas por dia a Sicasal a retomar a produção o mais depressa possível, oferecendo-se para fazer os trabalhos necessários.
Este episódio mostra-nos que as empresas para além de serem centros económicos e de negócios têm uma função social importante a desempenhar. A melhor forma de assegurar que uma empresa tem sucesso económico é garantir que os trabalhadores estão em primeiro lugar. Sem pessoas empenhadas, motivadas, envolvidas nos objectivos e reconhecimento do seu valor as empresas são locais frágeis, em latente insatisfação. Este caso, também, nos revela como a liderança é importante para ganhar confiança e produtividade.
Depois de ler as notícias, fiquei com vontade de voltar a folhear alguns apontamentos que, ainda recentemente, recolhi numa conferência interessantíssima em que participei sobre liderança. Escolhi este:
If you want to build a ship, don’t drum up people to collect wood and don’t assign them tasks at work, but rather teach them to long for the endless immensity of the sea. (Antoine de Saint Exupery).

5 comentários:

Luís Coelho disse...

Os trabalhadores desta firma deram um sinal muito importante que deve ser visto e sentido em Portugal.
Bons exemplos precisam-se este foi um deles. Cada um deu de si o melhor para recuperar a firma - trabalhadores e empregados -
Foram gestos muito bonitos, espontâneos e exemplares.

Luís Coelho disse...

Peço desculpa pelo lapso:
Quis dizer:
- Trabalhadores e Patrões.

(c) P.A.S. / Pedro Almeida Sande disse...

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Margarida Corrêa de Aguiar disse...

Caro Luís Coelho
São gestos de grande significado. Mostram-nos como se resolvem muitos dos problemas da falta de produtividade de que tanta gente se queixa apontando o dedo para leis, regulamentações, códigos, etc.

Suzana Toscano disse...

Excelente exemplo, totalmente explicado pelo clima interno que se vive na empresa, em que todos se sentem parte integrante do grupo e factores determinantes para os objectivos da empresa. os empregados têm total confiança no patrão e na certeza de que ele tudo fará para garantir os postos de trabalho. o patrão,por sua vez, disse com toda a tranquilidade que ali não há problemas de produtividade porque ele considera que a falta de produtividade não é um problema dos trabalhadores mas sim dos que os dirigem, aqueles são em regra vítimas de uma liderança mediocre. Disse que quando ouve alguém queixar-se das pessoas que dirige fica logo com a certeza de que é uma pessoa que não serve para o cargo e que ele, dono da Sicasal, tem o maior cuidado na escolha dos que têm responsabilidades de chefia, daí os bons resultados. Parece simples, não é????