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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O drama da injustiça...

Começou hoje, em Lousada, o julgamento do alegado raptor de Rui Pedro, a criança de 11 anos que desaparecu há 13 anos para nunca mais ser vista. Mais vale tarde do que nunca. É um momento de possibilidade de esclarecer o que se passou e de se fazer alguma justiça.
É muito chocante e revoltante a lentidão do funcionamento da justiça. Como podemos aceitar que burocracias, leis e meios impeçam a celeridade da actuação das autoridades policiais e judiciais, ainda para mais em casos de desaparecimento de crianças. E o que dizer da eficácia dos sistemas de alerta para estas situações. Que evolução terão tido estes sistemas de lá para cá.
Nunca será feita verdadeira justiça porque a demora da investigação, ainda que seja encontrado um culpado, deixa a dúvida se o Rui Pedro não poderia ter sido recuperado havendo capacidade e celeridade de actuação. Com a passagem de tantos anos, a esperança de encontrar o Rui Pedro foi-se reduzindo, mas o desejo da Família de o reencontrar foi crescendo, pode ser que aconteça...

2 comentários:

Suzana Toscano disse...

Margarida, este é outro caso que ninguém entende, o que parece é que decidiram fazer o julgamento só para cumprir o calvário, o agora acusado sempre esteve por aí, não apareceu nenhum facto novo, ficou sempre a dúvida, nada mais. Infelizmente não será mais este processo que vai devolver o menino desaparecido, mas às vezes é preciso beber o fel até ao fim, para ter a certeza de que se esgotou tudo o que havia para tentar.

Margarida Corrêa de Aguiar disse...

Suzana, é a ideia com que se fica. Mas o calvário para a Família não termina com o julgamento.