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quinta-feira, 17 de maio de 2012

A reunião, essa instituição

Lido com gosto no Estados d´Alma de José Manuel Constantino.

5 comentários:

Margarida Corrêa de Aguiar disse...

Muitas reuniões são marcadas para nada decidir, apenas para mostrar que se "trabalha", isto é, que não se trabalha. Um conceito de trabalho e um símbolo de organização que aqui por estas bandas do Japão são inimagináveis.

Suzana Toscano disse...

"O espaço urbano europeu, a cidade europeia, é o resultado de "permanente orquestração", de permanentes negociações complexas e descontínuas. Reconheça-se, no entanto, que embora a "permanente orquestração" seja causa de demoras e adiamentos na tomada de decisões, é hora de compreendermos que as imperfeições no sistema decisional podem, justamente, ao invés de se traduzir exclusivamente em percepção de limitações objectivas, podem, dizíamos, configurar oportunidades de relevo. A imperfeição é o produto de um sistema que, embora tolere um certo grau de conflito interno e autonomia relativa a cada um dos seus componentes, tem a tendência para manter solidez direccional, graças a um enquadramento, a um desenho, que embora pareça distante e confuso é por todos partilhado...." (Fernando Seara, citado por Pinho Cardão no post http://quartarepublica.blogspot.pt/2012/05/bem-governados-estamos.html). Enfim, isto explica muita coisa e a persistência, ou mesmo o culto, dessa praga das reuniões inúteis ou pomposas, mas discordo quando se diz que é apanágio da administração pública, há muitos setores empresariais onde ainda é muito pior, as reuniões são uma forma de criar a ilusão de dinâmica.

JM Ferreira de Almeida disse...

Exatamente, Suzana. Ocorreu-me o mesmo quando li o texto do Zé Manuel Constantino. O problema da ineficácia e da improdutividade a que conduz está longe de ser endógeno à Administração Pública. Nesta matéria eu não opino, deponho. Posso dizê-lo com pleno conhecimento de causa.

Zuricher disse...

Depois há quem não tenha tempo para perder com essas coisas e manda tanto as reuniões como a sua variante ainda mais demorada, os almoços, às urtigas e simplesmente não vai.

Suzana Toscano disse...

Caro zuricher, isso dos almoços é outra guerra, também tenho como princípio não ir a almoços que prolongam as reuniões mas devo dizer-lhe que nem sempre é compreendido. Esta é uma das matérias em que acredito que seja o resultado do domínio masculino em certos níveis de decisão, quando são as mulheres a mandar as reuniões são as necessárias e para tratar o que interessa e a hora de almoço é para tratar do que é preciso antes de ir para casa.