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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Grécia: quanto tempo mais na zona Euro, querem apostar?

1. A Grécia só aguentará mais um mês na zona Euro, abandonará o Euro no próximo mês de Junho - a previsão não é minha, mas do nosso bem conhecido Paul Krugman, Nobel da Economia, e é notícia hoje.
2. Trata-se da mais ousada previsão que conheço acerca da incapacidade da Grécia, mergulhada numa grande indefinição política – também chamada crise – em permanecer no Euro. A saída, segundo Krugman, tornar-se-á necessária para evitar uma situação de bancarrota descontrolada que lançaria o País numa crise económica e social que, comparada ao programa de austeridade em curso tornaria este quase num “mar de rosas”...
3. Também hoje o Financial Times inicia a publicação de uma série de 5 artigos de fundo sobre uma hipotética saída da Grécia da zona Euro, a divulgar ao longo da semana – a não perder (não tenho qq interesse na venda do FT...).
4. Entretanto o desconcertante Syriza parece apostado em jogar tudo na confusão, bloqueando as diversas tentativas de formação de um governo com maioria parlamentar, possivelmente convicto de que em próximas eleições, a realizar daqui por um mês, sairá como partido mais votado...talvez se enganem...
5. O tema Grécia volta pois a dominar totalmente as atenções, justificando que aqui no 4R se abra um “balcão de apostas” quanto à capacidade da Grécia em manter-se na zona Euro: pela minha parte aposto em que a Grécia se vai manter no Euro pelo menos até ao final de 2013...
6. Esta aposta tem como pressuposto que as mais do que prováveis eleições de Junho – que se deverão disputar em ambiente de enorme dramatismo - vão ter um resultado bem diferente daquele que neste momento parece resultar das sondagens...
7. Tenho para mim que os Gregos vão perceber que está mesmo em jogo a permanência no Euro - que realmente desejam - e vão votar pensando mais na carteira que em função do coração...
8. Quem quer ter a ousadia de apostar?

32 comentários:

Bartolomeu disse...

Se me permite, caro Dr. Tavares Moreira, penso que é importante sabermos, antes de apostar; se neste momento a questão se coloca em: se o tempo de permanência da Grécia no Euro, estará dependente da capacidade, se da vontade dos Gregos em ali continuar...

Zuricher disse...

Caro Tavares Moreira, de há vários anos a esta parte que prevejo a implosão do € e inclusivé da união europeia como a conhecemos hoje para algures entre 2012 e 2015. Não tenho quaisquer motivos para alterar a minha aposta.

Permita-me um comentário ao seu ponto 7. Tenho dado por mim a pensar nisso, precisamente, mas ao mesmo tempo essa é a análise racional e quer-me parecer que a sociedade grega já perdeu quaisquer laivos de racionalidade estando neste momento dominada pelo desespero. Que não é nunca bom conselheiro para nada incluindo para o sentido de voto. Daqui que não ponha as mãos no fogo em como nas eleições que se seguem os eleitores Gregos sejam capazes de votar com a razão...

JMG disse...

Desde que não esqueça uma aposta que fez em tempos com o Bruxo de Fafe, Dr. Tavares Moreira...mas desta vez acho que tem razão, não aposto contra si.

Zuricher disse...

De caminho, algo sobre que reflectir. Não apenas ou não tanto, sequer, pelo artigo em si mas pelo sitio onde está publicado, o Der Spiegel.

http://www.spiegel.de/international/europe/why-greece-needs-to-leave-the-euro-zone-a-832968-4.html

Carlos Sério disse...

“o desconcertante Syriza parece apostado em jogar tudo na confusão, bloqueando as diversas tentativas de formação de um governo com maioria parlamentar” afirma o Tavares Moreira.
Não sei em que consiste a “desconcertância” do Syriza mas, seguramente o Tavares Moreira irá explicar-nos melhor esta sua afirmação.
Por outro lado, e ao contrário do que afirma, não parece de todo que o Syriza esteja apostado na “confusão”, a não ser que o jogo democrático fora das nossas convicções se transforme “em confusão”.
As declarações do Syriza são extremamente claras. “ O povo grego votou declaradamente contra as medidas de austeridade e os acordos com a Troika, pelo que o novo governo deve e só poderá traduzir esta vontade do povo grego”. Não sei onde reside a confusão. Ou melhor, sei. Reside naqueles que querem impor ao povo grego a continuação das políticas que o povo rejeitou em eleições. Claro como as águas das nascentes.

Tonibler disse...

Desta vez concordo. Até porque, ao contrário do imbecil do Krugman (sim, eu gostaria de ter outro qualificador, mais condizente com um detentor de uma medalha nobel, mas o homem é demais....):

1. Saída e bancarrota são exactamente a mesma coisa;
2. Não é a Grécia que está em causa, é o estado grego. Tal como todos os outros.


Por isso, na minha opinião, a Grécia vai sair quando todos os outros saírem.

Alberto disse...

Concordo com o Carlos Sério. Não há confusão nenhuma. A democracia é aquilo e não a imposição de sucessivas eleições até se obter o resultado aparentemente certo. Obviamente que a saída do euro vai ser um desastre para a economia e as finanças gregas. É bem possível que os gregos nas próximas eleições votem novamente contra o euro. Não se trata de irracionalidade mas de uma outra racionalidade, com a qual discordo, mas eu não estou a viver na Grécia! Quem sabe se os gregos não preferem uma morte rápida a uma morte lenta. Onde está a irracionalidade??
Alberto

Tavares Moreira disse...

Caro Bartolomeu,

Neste caso, capacidade e vontade são perfeitos sinónimos...sinta-se pois á vontade para apostar, precisamos da sua aposta!

Caro Zuricher,

Pois então permita-me que, em vez de racionalidade invoque o "instinto de sobrevivência"...que, como sabe, mesmo nos irracionais é por vezes um instinto muitíssimo apurado.
Agradeço o link para o Der Spiegel.

Caro JMG,

Essa do bruxo de Fafe deixa-me seriamente intrigado...pode esclarecer-me melhor quanto ao episódio que, a ter existido, se varreu por completo da minha memória?
Sua aposta fica registada, de qq modo!

Caro Carlos Sério,

Claro como a água das nascentes...de águas férreas, faltou-lhe acrescentar! Brilhante raciocínio, quanto ao resto!

Caro Tonibler,

Não diga assim tanto mal do Kugman, que não é justo nem salutar...
Olhe que o homem até tem muitos fâs em Portugal, a começar no vidente e patriarcal Dr. MS...
Embora tivessem ficado bem tristes com os seus comentários pró-políticas governamentais aquando da última visita a Portugal...

Tonibler disse...

O que demonstra que mais do que uma boa opinião, o homem tem um opinião que vende bem. Tem razão, bem vistas as coisas o imbecil sou eu, porque ele escreve aquilo para que lhe pagam...

Carlos Sério disse...

Ainda não se deram conta que insultar assim Krugman, só diminui quem o faz?
Que tristeza.

Tavares Moreira disse...

Caro Tonibler,

Que o homem sabe vender bem as suas teorias, parece-me bem demonstrado - pelo menos neste mercado extremamente exigente que é o mercado da opinião publicada ou publicitada, em Portugal...
Quanto à segunda parte do seu comentário estaremos em grave desacordo se insistir...

Caro Alberto,

Pode concordar com Carlos Sério as vezes que quiser, terei todo o respeito por essa opinião...
Mas já agora pode indicar-me, por favor, em que ponto do Post que editei está mencionada a "irracionalidade" que refere?

Zuricher disse...

Caro Tavares Moreira, invocar o "instinto de sobrevivencia" deixa-me ainda mais desconfortavel, se é ainda possivel tal. A história das reacções humanas quando agindo a quente, totalmente dominadas pela emoção e pelo instinto não me deixa particularmente sossegado.

Espero, todavia, que tenha razão.

P.S.: Interessantes notícias vêm saindo hoje sobre este assunto.

P.P.S.: Outro tópico de reflexão pessoal mas que deixo à consideração do blog. Após a queda da Grécia quanto tempo até a vida na Europa se tornar insuportavel? Eu por mim queria continuar por cá mais pelo menos uns 10-15 anos mas começo a ver muito, muito improvavel cumprir-se a minha vontade.

JMG disse...

Aqui há uns 3 anos, redigi diligentemente um contrato de aposta consigo, Dr. Tavares Moreira, em que me autodenominava "o bruxo de Fafe". O meu ponto era que Portugal saía do Euro (ou o Euro de Portugal) no prazo de 10 anos; o seu o oposto. Apostamos a um jantar, regado (na minha versão original) a champanhe, na definitiva a espumante (creio até que sugeriu a marca, Murganheira ou Vértice). Poizé: creio poder dizer, com falsa modéstia, que estou eu mais perto de a ganhar. O Amigo, à época, insistiu muito no regime legal das obrigações naturais...lembra-se? Já agora, assino com o meu nome, ao mesmo que tempo que já estou a salivar - um destes dias fui a um restaurante no Parque das Nações (o Rolo) e parecer-me-ia um bom lugar...é bom e acessível, não quero a sua ruína. Cordiais cumprimentos. José Meireles Graça.

JM Ferreira de Almeida disse...

Sim, acompanho o autor do post na sua aposta.

Tavares Moreira disse...

Caro JMG,

Sim, estou agora a recordar-me desse pitoresco episódio...que ainda não atingiu o seu último capítulo, não obstante...
Eu não estaria tão seguro quanto o ilustre Comentador em relação ao desfecho da nossa aposta de há 3 anos, se é que se sente mesmo seguro...essa sugestão do Rolo, que aceito sem hesitar, tenho a noção de que vai ficar aguardando mais uns bons anos!
Agradeço e retribuo seus amáveis cumprimentos.

Caro F. Almeida,

Ok, registado...já somos 4 a apostar nesta direcção (autor, Tonibler, JMG, F. Almeida)...vamos lá ver se os Gregos não nos desiludem...

Nuno disse...

Acho que a Grécia não vai sair do euro pois os EUA vão obrigar a Europa (a Alemanha) a continuar a ajudar a Grécia. Ninguém quer novas guerras naquela região. Lembram-se da última?

Tavares Moreira disse...

Caro Nuno,

Direi que a sua interpretação se situa num plano geo-estratégico que supera em muito as considerações mais lhanas, de política económica, que aqui temos abordado...
Mas quem sabe se não terá razão?

Caro Zuricher,

Repesco a sua sugestão para debate, indagando qual será o futuro da Europa depois de a Grécia deixar o Euro.
Mesmo que a Grécia viesse a abandonar o Euro (hipótese que, como terá reparado, não subscrevo como cenário iminente), não tenho uma visão catastrofista das consequências dessa eventualidade.
Creio que a Europa se tem vindo a habituar à ideia da Grécia deixar o Euro, criou as suas "ring fences", haverá certamente alguma convulsão mas não um cataclismo.

Caboclo disse...

Eu só sei uma coisa ..qt mais depressa a Grécia sair do euro melhor para ela .
É uma vaidade que não podem sustentar.E como eles outros (nós no caso).
Vai ser meio caótico ..mas assim é insustentável .

Logo depois ..a Grécia volta a crescer ..


Desta vez Krugman dá um tiro certeiro ..
A saída da Grécia do euro e da união europeia ..vai ser jájá ..tem lógica ..
Seria lindo eles mandarem as dividas para o tecto e continuar a receber do BCE ....ahahaha kakaka

A aposta é a quê mesmo ?

Zuricher disse...

Caro Tavares Moreira, a saída da Grécia do euro é apenas um factor entre vários outros que, desde onde vejo a coisa, farão a Europa voltar aos tempos da diplomaciazinha de comadres que nos inícios do século XX não deu bom resultado. Concordo plenamente que neste momento as protecções ao nivel financeiro são muito superiores às existentes há bem pouco tempo e mesmo que a psicologia geral na Europa já aceita a saída da Grécia da moeda única de forma muito mais pacífica do que anteriormente. Mas há mais do que apenas a questão financeira e mesmo essa terá os seus sustos com Portugal, Espanha e Itália.

Temo que da saída da Grécia do Euro e de toda a instabilidade que isso irá ocasionar acabe gerando-se uma guerra de acusações de todos contra todos esgrimindo-se culpas do sucedido por todos os lados. Muito em particular temo que França culpe a Alemanha.

Caboclo disse...

http://www.bbc.co.uk/news/uk-18047769

Muito engraçado ...não pagamos e não saímos ..e queremos MUITO mais dinheiro que NÃO pagaremos ..ahaha isso sim ..é que é politica de vanguarda ..ahahahakakaka ahaha kakaka até Mario Soares deve estar grego e a sentir-se ultrapassado por tanto vanguardismo politico ..vindo de uma esquerda vibrante ..coerente e coesa..muito muito bom ..genial ...genial ...
O BE deve estar a estudar grego a todo o vapor ..porque semelhante estratégia politica é de facto extraordinária e só sabendo grego fluentemente se poderá sentir verdadeiramente a "fisgada" ..o "rasgo" ..o "clarão" em suma ..a LUZ ..a "Aurora "..olha só ..e se a Aurora cresce ?

Tavares Moreira disse...

Caro Zuricher,

Tudo pode acontecer, em função dos dados de que dispomos nesta altura.
A aposta que assumi tem por base uma avaliação probabilística, não certezas como é evidente.
Creio que aquilo que nos cabe fazer, por enquanto, será manter a maior calma possível, apertar os cintos de segurança, mas bem apertados, e acompanhar os acontecimentos dia a dia, sem perder um só dia...

Joao Jardine disse...

Caro Tavares Moreira

Parafraseando Mark Twain, o vaticio da saída da Grécia do euro, pode ser um enorme exagero.
O Prof Krugman assenta o seu raciocínio em dois equívocos, em primeiro lugar que a Grécia possui um estado e, em segundo lugar, que ainda detêm uma soberania plena.
Se o spin que começa a medrar em vários quadrantes, prosperar, podemos assistir a uma solução "à la Californienne" a Grécia não abandona o euro mas o estado grego entra em bancarrota; salva-se o pequeno sector privado e o sistema financeiro.
A "pequena" frase "default within the euro" isso indica. Com a vantagem de contentar toda a gente: os eleitores gregos que, assim, não saem do euro, e, em segundo assegura a consolidação orçamental exigida pelos acordos e tratados.
Neste cenário eleições ou o resultado é neutro e não influencia o resultado final, apenas a data.
Cumprimentos
joão

Joao Jardine disse...

Caro Tavares Moreira

Parafraseando Mark Twain, o vaticio da saída da Grécia do euro, pode ser um enorme exagero.
O Prof Krugman assenta o seu raciocínio em dois equívocos, em primeiro lugar que a Grécia possui um estado e, em segundo lugar, que ainda detêm uma soberania plena.
Se o spin que começa a medrar em vários quadrantes, prosperar, podemos assistir a uma solução "à la Californienne" a Grécia não abandona o euro mas o estado grego entra em bancarrota; salva-se o pequeno sector privado e o sistema financeiro.
A "pequena" frase "default within the euro" isso indica. Com a vantagem de contentar toda a gente: os eleitores gregos que, assim, não saem do euro, e, em segundo assegura a consolidação orçamental exigida pelos acordos e tratados.
Neste cenário eleições ou o resultado é neutro e não influencia o resultado final, apenas a data.
Cumprimentos
joão

Caboclo disse...

Mas ..tem uma pergunta que não quer calar caro João Jardine ..e o estado grego continuaria a receber os bilhões de euros para pagar os salarios da mole imensa de funcionarios publicos ?etc ..etc.?
É que ao contrário da Federação Americana ..a europa não tem um orçamento federal.
De onde virá o tsunami de dinheiro que necessitam diáriamente ?

Joao Jardine disse...

Caro Caboclo

A resposta é não.
Teriam de se haver com o que pudessem arrecadar, tarefa que, também não controlariam...
Cumprimentos
joão

Joao Jardine disse...

Caro Caboclo

A resposta é não.
Teriam de se haver com o que pudessem arrecadar, tarefa que, também não controlariam...
Cumprimentos
joão

Tavares Moreira disse...

Caro João Jardine,

O eventual repúdio da dívida por parte da Grécia - que a demagogia delirante do Syriza vai alimentando - implicará, por si só, a bancarrota da Grécia.
Pela razão simples que todas as fontes de financiamento externo se fecharão, incluindo o BCE.
Com a bancarrota instalada e dentro do Euro, a Grécia fica no pior dos mundos, não tem qq saída...a não ser "exitar" do Euro!
Mas é à Grécia que caberá tal decisão, não aos seus parceiros europeus.

Joao Jardine disse...

Caro Tavares Moreira

Acompanho-o na ortodoxia financeira que ilumina a sua análise. Nessa perspetiva, o não pagamento no prazo das obrigações, terá, num curto espaço de tempo, como consequência, a saída do euro.
A "questâo" é que, o momento atual porque passa a zona euro, deixou de ser, há quase mais de um ano, não é económica mas política.
Por isso, deixe-me voltar ao simil da cordada de alpinistas no topo do Matherhorm; neste momento, os 16alpinistas podem cortar a corda ao 17º ou puxá-lo.
Se analisarmos os custos de qualquer uma das soluções, possivelmente, a 2ª será menos custosa, a prazo, do que a primeira e, o que é mais interessante em tudo isto, é que o 17º alpinista não quer nem uma, nem outra das soluções...
Cumprimentos
joão

Joao Jardine disse...

Caro Tavares Moreira

Acompanho-o na ortodoxia financeira que ilumina a sua análise. Nessa perspetiva, o não pagamento no prazo das obrigações, terá, num curto espaço de tempo, como consequência, a saída do euro.
A "questâo" é que, o momento atual porque passa a zona euro, deixou de ser, há quase mais de um ano, não é económica mas política.
Por isso, deixe-me voltar ao simil da cordada de alpinistas no topo do Matherhorm; neste momento, os 16alpinistas podem cortar a corda ao 17º ou puxá-lo.
Se analisarmos os custos de qualquer uma das soluções, possivelmente, a 2ª será menos custosa, a prazo, do que a primeira e, o que é mais interessante em tudo isto, é que o 17º alpinista não quer nem uma, nem outra das soluções...
Cumprimentos
joão

Tavares Moreira disse...

Muito interessante essa alegoria dos alpinistas, caro Jardine...
A minha percepção é que o votos dos Gregos na eleição de 6 de Maio é o de um alpinista que não tinha consciência do altíssimo risco que se encontrava...
Mas que até 17 de Junho vai ganhar essa consciência...

Joao Jardine disse...

Caro Tavares Moreira

A sua interpretação dos resultados das eleições gregas, enferma de um erro de paralaxe.
Repare, se voçê e eu tivéssemos sido governados, em alternância pelo avô do Prof Cavaco,pelo avô do Eng Guterres, pelo pai de cada um e por ambos os filhos (em momentos diferentes) tendo chegado à situação a que a Grécia chegou, terá de concordar que a sensação de engano é muito grande.
O eleitorado vota no que tem em cima da mesa e com o que sabe e conhece da experiência passada. o eleitorado tem consciência, tanto que não dá a ninguêm a maioria; mas o eleitorado vota nas pessoas em concreto e não em imagens tridimensionais.
É neste espaço entre o que não quer e o que tem como alternativa que estará a base para uma intervenção na Grécia; ainda é cedo para se perceber se vai ocorrer ou não; depois lá se terá de realizar mais uma interpretação "criativa", "próativa" e "dinâmica" dos tratados.
Nesse sentido, o simil da cordada de alpinistas encerra enormes virtualidades.
Cumprimentos
joão

Joao Jardine disse...

Caro Tavares Moreira

A sua interpretação dos resultados das eleições gregas, enferma de um erro de paralaxe.
Repare, se voçê e eu tivéssemos sido governados, em alternância pelo avô do Prof Cavaco,pelo avô do Eng Guterres, pelo pai de cada um e por ambos os filhos (em momentos diferentes) tendo chegado à situação a que a Grécia chegou, terá de concordar que a sensação de engano é muito grande.
O eleitorado vota no que tem em cima da mesa e com o que sabe e conhece da experiência passada. o eleitorado tem consciência, tanto que não dá a ninguêm a maioria; mas o eleitorado vota nas pessoas em concreto e não em imagens tridimensionais.
É neste espaço entre o que não quer e o que tem como alternativa que estará a base para uma intervenção na Grécia; ainda é cedo para se perceber se vai ocorrer ou não; depois lá se terá de realizar mais uma interpretação "criativa", "próativa" e "dinâmica" dos tratados.
Nesse sentido, o simil da cordada de alpinistas encerra enormes virtualidades.
Cumprimentos
joão