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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Tudo é relativo, até ver

Há uma sabedoria popular que diz que um problema grande resolve-se melhor se se for actuando em cada um dos problemas pequenos que contém de modo a que, a pouco e pouco, tudo vá melhorando. Também há os que, não querendo ou não sabendo resolver nada, se empenham em lutar contra o que não podem de todo resolver, ficando paralisados ou deixando assim que grandes e pequenas dificuldades se transformem num gigantesco problema insolúvel.
A Senhora Lagarde fartou-se que passem o tempo a maçá-la com pequenos problemas, como o dos gregos, a insistir para que perca tempo a olhar para essa farta Europa, quando o que a motiva realmente é resolver os insolúveis problemas de todas as crianças das aldeias mais pobres de África! Parece impossível, paguem os impostos e sejam amigos uns dos outros, é só quererem, recomenda, não a distraiam mais porque o FMI, a que preside, só trata de coisas sérias, de pobreza a sério, é uma contrariedade enorme que a sua obra imensa para salvar os mais pobres do mundo passe menos percebida nos holofotes da abastada Europa, egoísta e cega às desgraças alheias enquanto chora a uma mesa farta, é só irem a uma aldeia do Niger que logo percebem.
Esperemos que C. Lagarde, dedicada aos problemas do universo, consiga salvar as crianças das aldeias mais pobres do mundo e que a pequena questão dos gregos se resolva quando eles começarem a pagar os impostos com o dinheiro que não têm.

9 comentários:

Oscar Maximo disse...

A frase "pagar impostos com dinheiro que não têm" deve estar fortemente desenquadrada da realidade. Já esta conversa sobre as criancinhas náo precisa de contas e acerta sempre.

Rui Fonseca disse...

"...se resolva quando eles começarem a pagar os impostos com o dinheiro que não têm."

Alguns (poucos) têm muito, mesmo muito, e não pagam.

Bartolomeu disse...

Ássocio-me às suas esperanças, cara Dra. Suzana Toscano e também aos de Mm. Cristine, desde que, na sua cruzada pela protecção às crianças do Continente Africano, ela não se esqueça de proteger também a opolência em que vivem os presidentes dos países onde se registam as piores situações de fome e doença infantis.
Porque senão... corre a Sra. Lagarde o risco, de eliminar definitivamente os males infantis, do continente Africano, o que seria uma maçada, pois iria ter de se preocupar com os dos paises europeu...

Ana Rita Bessa disse...

...será que a Srª Lagarde tem nela uma "Miss" mal resolvida, e daí que lhe venha esta remeniscência sobre a fome no mundo?...

Margarida Corrêa de Aguiar disse...

Estas declarações públicas da Senhora Lagarde absolutamente inconvenientes fazem-nos pensar sobre o que serão as conveniências no seu círculo privado de mais alto nível. A conveniência do privado é muitas vezes a inconveniência do público. É por isso que são planos diferentes, que não se confundem. Assim ficámos a saber...

Caboclo disse...

Bem .. obviamente os Gregos seguem o ditado "muito come o tolo e mais tolo é quem lho dá"
Eles iriam pagar mais impostos para quê ? para serem torrados pela maquina socialista que os devora há 40 anos?
Porque será que os gregos têm a pior economia dos 17 e têm o 6º maior orçamento de defesa da Europa?
É para se defenderem dos Turcos ? é vaidade ? é loucura ? é mais uma forma de torrefação de dinheiros públicos ? e ainda querem torrar mais ..??Se a unica coisa de que os socialista entendem é torrar !!


Se os gregos pagassem todos os impostos que lhes querem arrancar ...iriam ficar sem retorno dos impostos e sem o rico dinheirinho
.Iriam perder em dobro .
Assim eles pensam e bem "mais vale um pássaro na mão que dois a voar "

Claro que a mole imensa de funcionários públicos que não largam a gigantesca teta ..acham isso muito ruim ..dizem eles .."ah ..aqueles descarados não querem pagar nossa mordomias ..nossas loucuras ..nossa arte de tão bem torrar.."

Joao Jardine disse...

Cara Susana Toscano

A Sra. Lagarde é europeia e foi eleita com os votos dos europeus.
Lapalissadas à parte, a Diretora do FMI tem de atender à opinião de sensibilidades de todos os stakeholders e, em especial à opinião maioritária dos seus stakeholders.
As declarações da Directora reflectem o que a maioria dos stakeholders do FMI pensam sobre a crise do euro em geral e no particular....
Nauralmente que, só um europeu poderia proferir o que a Diretora proferiu, sobre os europeus....
Como dizem os americanos, comes with the territory mais o salário que recebe.
Cumprimentos
joão

Ilustre Mandatário do Réu disse...

Existe um ponto importante que os gregos (e também os tugas) ainda não perceberam. É que não estão sós no mundo -- há quem esteja pior e não se queixe mas trabalhe para sair da situação.

Lagarde foi politicamente incorrecta mas disse uma grande verdade.

Aliás os gregos de hoje não são os de há dois mil anos atrás como os tugas de hoje não são os dos descobrimentos. Já dizia o Heraclito que não pisamos duas vezes a corrente do mesmo rio...

Suzana Toscano disse...

Caros Óscar Máximo e Rui Fonseca, se a conversa se tivesse ficado pelos impostos, ainda admitia, é apenas uma forma rude de dizer que eles têm que cumprir a sua parte. O resto, é moral de trazer por casa,inadmissível, a meu ver, de quem tem a responsabilidade de representar uma instituição como o FMI.
Caro Bartolomeu, então ainda está a aumentar a tarefa ciclópica da senhora? É como diz, se ela resolver os males infantis até que a espera valia a pena...
É mesmo isso, Margarida, é conversa para ter entre amigos,sem estar a medir bem o que diz, mas confundir isso com o direito de o proclamar vai um abismo mas mostra bem a ideia,não há como atenuar, pela boca morre o peixe.
Caro João Jardine, sem dúvida, tem toda a razão, mas se querem resolver alguma coisa - a menos que não queiram mesmo - o melhor é disfarçarem o que pensam e agir mesmo contrariados. Cumprimentos também.