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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Confiança e Economia-Os Reformados I

Não há economia sem confiança e por vezes parece que o Governo nem quer uma, nem outra.
Os reformados, mais de 3 milhões, são agentes económicos. Que confiança podem eles ter e que opções podem tomar, quando nunca sabem ao certo o que irão receber, este ano e no futuro?
Creio que nenhum reformado, com pensão acima de determinado limite, se importaria de pagar um imposto único e razoável sobre o valor da reforma. Pelo menos, ficava a saber com o que contava.
Acontece que o conjunto irracional de impostos e taxas que se abateu sobre os reformados torna esse conhecimento inacessível, mesmo aos mais conhecedores das questões fiscais. Já pagam IRS, mais uma sobretaxa de IRS, mais a CES (Contribuição Extraordinária de Solidariedade), alguns sofreram a subtracção de subsídios de férias e de Natal (inviabilizada pelo TC).
Como não bastasse, anuncia-se agora a prevista e controversa Taxa de Sustentabilidade, que não se sabe se substitui ou não a CES, nem se mantém as taxas ou as altera.
Pior, tudo isto tem dias, ou até horas, com os diversos protagonistas politicos a dizerem e a desdizerem-se, num espectáculo, no mínimo, degradante.
Sem respeito pela economia, que não pode prescindir das opções racionais de um terço dos seus agents internos.
Mas também num total desprezo pelos cidadãos, mais velhos, mas cidadãos, que ainda têm que sofrer a “sacanice” deste jogo de cabra-cega, onde tudo se lhes se esconde, até o poderem fazer as contas daquilo que podem contar.

13 comentários:

Bartolomeu disse...

Se não for Nossa Senhora de Fátima e São Jorge a valer-nos... estamos fritos!

Tiro ao Alvo disse...

Tem razão. Por mim, custa-me muito a entender as posições do CDS e, também, do PS. Estarão concubinados?

SLGS disse...

Muito bem, Dr.Pinho Cardão. É assim mesmo que se sentem os reformados, com o acrescento da sua indignação.

Floribundus disse...

depois de 25.iv passámos a navegar à vista.
vamos na 3ª falência.
aos 82 vivo da reforma. nunca me esqueci de Gil Vicente:
'antes burro que me leve,
que cavalo que me derrube'

GBT disse...

O Pinho Cardão diz e muito bem:
"Que confiança podem eles ter e que opções podem tomar, quando nunca sabem ao certo o que irão receber, este ano e no futuro?"

Mas porquê cingir-se aos reformados em particular? Isso também se aplica, e ainda com mais força, aos trabalhadores activos. E aos jovens que entram no mercado de trabalho.

Que impostos vão ter de pagar? Com que pensões de reforma (se alguma) vão poder contar quando se jubilarem? Terão de poupar para sobreviverem na terceira idade?

A questão é que este este sistema de pensões tipo "ponzi scheme" não é sustentável e coloca questões terríveis de conflito inter-geracional.

N asituação em que estamos não há saídas fáceis. Temos de optar, muitas vezes pelo menos de dois males

Por exemplo: Vamos privilegiar os reformados sacrifcando o emprgo dos jovens ? Ou priveligiamos estes últimos , mesmo que com algum sacrifício dos primeiros? Como pai de filhos que em breve (espero) poderão entrar no mercado de trabalho prefiro a 2ª opção. A primeira corresponde a matar as potencial da nossa economia a prazo.

Pinho Cardão disse...

Caro GBT:
Tem toda a razão. É que o post tem continuação. Para os activos e para as empresas. Ninguém sabe, em termos de impostos, o que aí vem. E, assim, cada vez haverá menos economia.

Tonibler disse...

Esperem lá, a ver se percebo. Não é a CGA que está em causa?

Suzana Toscano disse...

Não, caro Tonibler, não é a CGA, são os reformados que descontaram para um sistema público.

Tonibler disse...

Eu compreendo que estando um governo a lutar contra a hierarquia do estado para conseguir manter tudo, possa haver alguma confusão, até porque a hierarquia do estado já inviabilizou alguns dos caminhos mais suaves.
Que os reformados vão ser afectados, isso será razoavelmente certo porque todos estão a ser afectados menos aqueles que vetam. Todos têm razões de queixa mas o Sócrates não nasceu lá e o Cavaco também não. O estado faliu por culpa de todos e todos vão pagar.

Paulo Pereira disse...

O Estado não faliu, o que faliu foi a ideia palerma criada no inicio dos anos 90 de que é possivel ter deficits comerciais cronicos ao longo de décadas.

Essa ideia palerma levou à adesão ao Tratado de Mastrich e depois ao Euro.

As pensões são uma despesa do estado como outra qualquer, têm todas de ser ajustadas á realidade e não apenas as pensões.

Tonibler disse...

Claro que não faliu. Nós gostamos de andar às ordens dos outros porque somos um povo de pederastas...

Floribundus disse...

Toniblair
o homem é o único primata que leva no cú. diga paneleiro.

há 30 anos que oiço dizer que está falido o estado social tal como foi criado nos anos 50
à custa de matérias primas e mão de obra baratos ...

Rui Fonseca disse...

Caro António,

Subscrevo.
Acabo de colocar no meu bloco de notas mais um apontamento sobre o assunto.
É extenso.
Submeto-o à tua pachorra de o ler aqui

http://aliastu.blogspot.pt/2013/05/carta-aberta-um-futuro-pensionista.html