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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Seguro de irresponsabilidade

Enquanto os principais líderes europeus, entre os quais o Presidente socialista Hollande, saudaram a vitória de Merkel, o Partido Socialista português logo apareceu a garantir que a vitória de Merkel "é uma má notícia para a Europa".
Atitude de seguríssima inteligência política de quem diz estar seguro de ser 1º Ministro nas próximas legislativas. Com Merkel do lado de lá!...
Enfim, tenhamos dó. De nós, que não de gente tão segura!...

18 comentários:

Zuricher disse...

Isto não é só irresponsabilidade. É muita falta de chá, também. Que gente...

Luis Moreira disse...

Este PS é uma tortura...

Bartolomeu disse...

Então quer dizer que os estimados autor e comentadores, entendem que Seguro deveria ter afivelado a máscara do cinismo e congratulado a Senhora Drothea por mais uma vitória eleitoral? Depois, dirigindo-se ao eleitorado, aproveitava para lhes dizer: -olhem que eu fui muiiito responsável, não se esqueçam de votar em mim para primeiro ministro. Já perceberam que se for eleito,tenho experiência em engolir sapos.
Já agora acompanhava as felicitações com um convite para tomar chá... no Meco.
Será que ainda não repararam que a crítica que exercem sobre a crítica de Seguro está consagrada nos mesmos direitos e que tanto a ele lhe assiste esse direito como a vós?!
Acho que é a democracia, essa dama que já todos viram como impoluta e garante de direitos iguais, a deusa que rege essa matéria. Noutros tempos, antes d´ela ter sido colocada no Olimpo, é que a manifestação de opiniões diferentes, era premiada com férias no Tarrafal e no Aljube, etc. Agora, penso que já se pode ter opiniões próprias e manifesta-las públicamente, mesmo que divergentes das demais.

Floribundus disse...

a burra em que me deslocava há 70 anos era seguramente melhor

Jorge Lucio disse...

Não deixa de ser curioso reparar que se os 3 partidos que elegeram deputados para o Bundestag (para lá da CDU/CSU) se coligassem teriam maioria (319/311), e lá se ia a Chanceler Merkel... Sendo evidentes as diferenças do SPD para o Die Linke, não deixam de ser partidos do "arco da esquerda".

É verdade que o partido mais votado não estaria no Governo, mas isso seria necessariamente pouco democrático? A maioria na Assembleia, com um Governo estável não confere legitimidade?

Será curioso ver como a Sra Merkel vai negociar. E aí talvez se perceba porque há governos de coligação estáveis na Europa "desenvolvida" e em Portugal nem por isso.

Bmonteiro disse...

O triunfo da imaturidade.
O mesmo que tem estado nas cabeças dos nossos amados líderes 'democraques'
De há muito.

Zuricher disse...

Caro Bartolomeu, no máximo, que ficasse calado. Para além da óbvia rudeza do que disse, do insulto que supõe para os eleitores Alemães e para a Snra Merkel, nunca é boa política hostilizar os adversários, isto se ele a considera tal. Lembre-se da frase atribuida a Machiavelli; "Keep your friends close and your enemies closer".

Relativizemos a coisa, porém. Esse tal Seguro é demasiado insignificante para as suas patetices poderem ter algum impacto. Valha-nos isso!

Bartolomeu disse...

Estamos a analisar coisas diferentes, de diferentes ângulos, caro Zuricher.
Não sou simpatizante de Seguro, nem de Passos, nem de Merkel.
Mas considero que cada cidadão tem todo o direito a expressar a sua opinião quanto ao resultado que um acto pode ter, relativamente a uma determinada zona geográfica. Foi o caso de Seguro.
Eu, que não pesco niente de política internacional (ou de outra qualquer) mas tomando como base aquilo que julgo serem os desejos da Srª Merkel, relativamente aos compromissos assumidos politica e socialmente, com esta vitória que não a obriga a coligar-se com outra força política, irá fazer certamente tudo, para consolidar o desenvolvimento e a sustentabilidade da economia e do estado social alemão. à custa certamente, da imposição de medidas mais duras aos países intervencionados, dos quais Portugal faz parte, a menos que entretanto arranje um cartório notarial que lhe passe uma certidão de nascimento com um nome falso.

Luis Moreira disse...

A questão não é a liberdade de expressão. É que no caso a liberdade de expressão foi usada não tendo em conta o interesse nacional.E Seguro não pode ignorar essa questão.

Tonibler disse...

Pode ser má notícia para a Europa toda menos um: eu. Para mim todo o sujeito que for eleito para impedir o estado português de gastar dinheiro, é bom para mim.

Mas gosto da postura do asno. A Merkel é má porque não nos dá dinheiro para sermos independentes... Um génio...

Bartolomeu disse...

Ó caro Luis Moreira, vamos lá ver as coisas com olhos de ver; então o interesse nacional compra-se, ou defende-se?
O interesse nacional tem de ser defendido numa base de rectidão, de direito e de cumprimento dos contratos estabelecidos; ou na base do cinismo e da falsa opinião?
O interesse nacional advem de uma relação séria entre os países, mediada pelos que governam, ou é garantido por um saracotear de vestes e uns salamaleques vazios de conteúdo?
Nós, Potugal, temos uma dívida externa que estamos obrigados a satisfazer no âmbito de contratos assinados, revogados, alterados, mas firmados. Para podermos satisfazer essa dívida, precisamos de produzir e de escoar essa produção. Para escoar aquilo que produzirmos, honrar a dívida externa, dado que pertencemos a uma União Europeia cuja regra de ouro é a de interajuda dos países membros, assiste-nos o direito de fazer valer essa regra e exigir que os países nos compre o que produzimos, respeitando as regras de economia de mercado.
Tão simples quanto isto. E sem ser necessário recorrer à prostituição de carácter...

Bartolomeu disse...

ha muitas maneiras de ler as contraindicações que vêm inscritas nos folhetos que acompanham os medicamentos, caro Tonibler.

Zuricher disse...

Caro Bartolomeu, imposição de medidas duras???! Se não fosse o dinheiro alemão Portugal estaria na mais completa e absoluta penuria! Duro teria sido ter deixado Portugal cair. Somo-me realmente ao comentário delicioso do nosso caro Tonibler quando diz "A Merkel é má porque não nos dá dinheiro para sermos independentes... ".

Bartolomeu disse...

Muito bem, se insistem na receita da mão estendida e a língua de fora... por mim, nada a opor.

Rui Fonseca disse...


António,

meu Excelentíssimo Amigo,


Talvez Seguro tenha lido, ou alguém por ele, o Financial Times de hoje, e visto um vídeo publicado

http://www.ft.com/intl/cms/s/0/60e7613e-246e-11e3-8905-00144feab7de.html

- Europe risks loom after Merkel win - que, na parte final comenta a tortura portuguesa, em grande parte um legado de quem anuncia publicar dentro em breve uma tese sobre a tortura em democracias.

O Financial Times não morre de amores pela Dona Merkel, os seus comentadores mais citados (Martin Wolf, Wolfgang Münchau, entre outros ilustres) vêm sendo muito críticos das políticas da chanceler desde há muito tempo. Ora o Financial Times não é propriamente um diário de esquerda, e estando o UK fora do euro, a sua perspectiva será informada de alguma isenção relativamente ao pendor socialista e ao destino do euro.


Quero dizer com isto, que independentemente do que diz Seguro, e Seguro diz muita coisa para se agarrar ao posto que os seus camaradas socráticos não cessam de abanar, a questão que se coloca é esta: Vai a senhora Merkel alterar a sua política relativamente à União Europeia, à Zona Euro, a Portugal, que, desde Julho, passou a ser o mau da fita?


Ela diz que não: Vai tudo continuar na mesma porque não poderia ter funcionado melhor.
E se ela diz, não serei eu a colocar em dúvida o que Dona Merkel ordena aos 27 anões, que à sua volta se comportam atentos, veneradores e obrigados.
.

Mas, sendo assim, tenho as maiores dúvidas que tenhamos a mínima hipótese de algum dia nos livrarmos de um resgate crónico, nos mantermos no euro e, consequentemente, na União Europeia.

Porque, ou as minhas contas estão totalmente erradas, ou, não havendo nada de novo, que não vislumbro, o problema não é do défice deste ano a 4 ou a 5%, de um segundo resgate ou de um programa cautelar, mas da impossibilidade de inverter o ponto de não retorno que já ultrapassámos.

António Rodrigues disse...

A chanceler alemã foi eleita para defender os interesses da Alemanha; o Governo Português foi eleito para defender os interesses de Portugal. Se aquela governante ao defender os interesses do seu país prejudica os portugueses , é porque o governo Português não sabe ou não é capaz de os defender. Tudo o resto não passa de palavras de circunstância, isto é, passar o tempo a discernir coerentemente no inverosímil.

Pinho Cardão disse...

Caro Rui:
Seguro é o dirigente do maior partido da Oposição, porventura futuro governante se os seus camaradas deixarem e o povo português permitir. Não é, pois, um analista, jornalista ou comentador. Esperando, como diz, ser 1º Ministro, tem que comportar-se como tal e tomar as posições institucionais que mais nos interessam, e não as que poderiam porventura interessar ao partido dele. Como tal, a frase que proferiu é de um saloismo primário, de uma inoportunidade total e reveladora da sua falta de estatura política. Porque se está a referir não a um camarada qualquer, mas a um 1º Ministro com o qual, se for eleito, terá que dialogar muitas vezes.
Por mim, senti-me envergonhado. E Seguro, tão ceguinho que é, nem viu que o seu guru, o socialista Hollande, foi logo dos primeiros a felicitar Merkel.

Rui Fonseca disse...


Caríssimo António,

Não me parece que se possa colocar Hollande e Seguro no mesmo plano de observação das declarações públicas de um e de outro. Hollande é primeiro-ministro de França e, institucionalmente competia-lhe felicitar Merkel. Não sabemos o que ele pensa acerca das declarações de Merkel sobre o futuro da Europa. Mas, tendo-se mostrado até agora de uma subserviência quase total ao dictat de Merkel, não me admiraria que as suas declarações públicas coincidam com os seus submissos desejos.

Seguro não é primeiro-ministro, as suas declarações são para uso doméstico, a senhora Merkel dar-lhe-á a importância no contexto supra nacional que têm, isto é, nenhuma.

Mas, permite-me que volte ao que é fundamental, o que é realmente para nós, portugueses, crítico é a a determinação de Merkel de prosseguir uma política que não nos permitirá evitar um resgate crónico.

Quanto ao senhor Seguro, talvez para ele mesmo já sejam menores as esperanças de vir a ser primeiro-ministro do que os teus receios de o ver em São Bento.

Os últimos resultados são animadores, pois são. Mas de modo algum susceptíveis de inverter a tendência de crescimento da dívida pública.