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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Neo liberalismo...Neosocialismo...

Manuel Valls, 1º Ministro francês do governo socialista,  reafirmou a necessidade e, assim, a decisão do Governo de poupar 50 mil milhões de euros na despesa pública, como forma de reduzir o défice para 3% do PIB e, cito,  "recuperar a nossa soberania" . Congelamento das pensões, diminuição de funcionários, congelamento de salários  (em vigor desde 2010), diminuição de transferências para as entidades locais são exemplos da incidência  das medidas.
De imediato, a reacção de camaradas deputados socialistas: " não fomos eleitos para organizar a perda do poder de compra".  
Lá, como cá, não se lembram que se trata de atalhar males maiores (independente do acerto ou desacerto de algumas medidas...). 
Mas, com uma diferença. Por cá, é neoliberalismo; por lá, não pode deixar de ser neosocialismo... 

2 comentários:

João Pires da Cruz disse...

A política dos países europeus vai ser esmagada. Tudo isto são sinais do fim dos estados que perderam valor. O que está o governo francês lá a fazer? A mandar tropas para o noroeste africano? Qual o papel do PR em França(ou em Portugal)? Zero, servem para ZERO. Pelo menos os reis têm uma representatividade nacional, agora os PR's? É tudo para acabar. Tal como os orçamentos dos estados, não têm qualquer utilidade.

um Judeusito disse...

O neo-liberalismo tudo invade, lentamente. Mas lá ao menos tem-se noção do que é o Poder de Compra.

A reacção dos deputados Socialistas, que disseram que não foram eleitos para organizar a perda do Poder de Compra, é de louvar.

Tal como por cá, é de louvar as declarações de Cavaco (não podemos ter uma economia baseada nos baixos ordenados), do Ministro da Economia (sempre fui um defensor do Ordenado Mínimo), ou de P Portas (aumentar o Ordenado Mínimo, é um acto de Justiça).
Estas três individualidades, também devem saber que sem Poder de Compra, não há compras.
Sem compras, não há vendas.
Sem vendas, não há empresas.



Mas há OUTRO problema: esta diminuição do Poder de Compra em França, é também a prova que o modelo de "dar primazia ás exportações", em detrimento do Mercado Interno, é um perigo.

Quantas empresas vão a termo, serem prejudicadas nas suas Exportações para França ?
Muitas.