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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Economistas virtuais

“Não serve de nada ao Governo cortar mais na despesa…pois tal só agravará a recessão”.

Paul Krugman
Para Krugman a economia é modelo teórico (aliás requentado) e a actividade económica mera realidade virtual.
Pois Krugman aumentaria a despesa, para haver crescimento económico. Só que se esqueceu de revelar o modelo prático para arranjar o dinheiro para o efeito.

14 comentários:

Textículos disse...

Existe sempre a solução vinda do espaço.
«Krugman calls for space aliens to fix U.S. economy»
http://www.youtube.com/watch?v=nhMAV9VLvHA

Gonçalo disse...

A afirmação até será válida se não se tomarem outras medidas estruturais que acompanhem a austeridade. A alternativa de injecção financeira é que não será nunca solução alguma...

http://notaslivres.blogspot.com/2012/02/austeridade-se-manter-solteira-sera.html

Tonibler disse...

Se outras razões não houvesse, Paul Krugman serve perfeitamente para justificar a luta da família Nobel contra a atribuição, por parte do banco da Suécia, de uma medalha com o seu nome.

Bartolomeu disse...

Eu acho que existem dois problemas distintos, que habitualmente se confundem; não sei se por inépcia, se por desconhecimento.
Um deles, é a tão badalada "recessão". A Esta, comparo-a (e por favor, ninguém faça tábua rasa desta opinião) a uma prostituta de luxo, de muito luxo, ou mais aristocráticamente, a uma acompanhante excort, daquelas que só os multi-milionários têm liquidez para contratar. A recessão é também, quase como uma aplicação financeira, quase um título financeiro cotado em multiplas bolsas em simultâneo, propriedade de um punhado de especuladores, que a manipulam de acordo com as suas conveniências momentâneas.
Por seu lado a economia é algo de real e, ao contrário do que neste post fica espelhado, nada, mas mesmo nada uma mera realidade virtual. Para lhe ser franco, caro Dr. Pinho Cardão, eu não faço a mais pálida ideia do que possa ser uma realidade virtual. Para mim só existe realidade e virtualidade. A primeira, consigo vê-la senti-la, avalia-la; a segunda existe somente num plano complementar, nunca equacionável, sem peso, tão pouco, valor.
No caso de Portugal e da revitalização da sua real economia, na recuperação dos mercados, na estabilidade das contas públicas, na recuperação do emprego, na recuperação da produtividade e da exportação, conta somente a economia real. Aquela economia em que os investidores se empenham, idealizam um projecto e com a ajuda dos trabalhadores o executa, obtendo o competente lucro que servirá para amortizar o investimento inicial, dinamizar o negócio e ainda criar condições sociais para os trabalhadores, como forma de criar incentivos para que se sintam entusiasmados a trabalhar cada vez mais e melhor.
O que torna a economia sustentável, é preciso perceber-se, é conseguir ter-se a noção real do crescimento e o limite dos objectivos que são pretendidos atingir.
Esta formula é infalível e é a única capaz de fazer uma sociedade tornar-se autosuficiente, sustentável e equilibrada.

Luís Lavoura disse...

Krugman aumentaria a despesa

A frase citada não diz tal coisa. Diz apenas que Krugman não cortaria (ainda) mais na despesa.

jotaC disse...

Excerto da entrevista de Paul Krugman:
"...não serve de nada ao Governo insistir em mais austeridade e cortar mais na despesa no ponto em que a economia está pois isso "só agravará a recessão";..."
Concordo, porque:
Os dados divulgados pelo Ministro das Finanças apontam para um crescimento negativo e uma taxa de desemprego elevada, e o discurso “eufórico” sobre o aumento das exportações só por si resolve o problema, ontem Medina Carreira, no programa “olhos nos olhos”, disse-o claramente, e não foi desmentido pela Dra. Manuela Ferreira Leite.
Claro que esta posição entronca obviamente na questão que o post do caro Drº Pinho Cardão levanta que é :” Só que se esqueceu de revelar o modelo prático para arranjar o dinheiro…”
Pois - ideias inovadoras precisam-se - digo eu...

Tonibler disse...

Caro JC,

..não serve de nada ao Governo insistir em mais austeridade e cortar mais na despesa no ponto em que a economia está pois isso "só agravará a recessão";..."

Ele apresentou dados que sustentem a afirmação? Alguém na assistência sustentou esta afirmação com o que quer que seja?

Devemos sempre questionar aquilo que ouvimos por muito medalhado que seja o orador. Com base em quê ele diz isso?

Quanto ao crescimento negativo, isso depende da medida. Aquilo que a "sonda" que metemos na economia mede é "dinheiro que troca de mãos". Correctamente, essa é a definição de economia. Mas se o dinheiro era emprestado, na realidade não era economia porque na entrada do estado não estava nenhuma troca, só estávamos a usar trabalho dos alemães que teríamos que devolver um dia. Por isso, a economia está a crescer porque o dinheiro que circulava não era (e ainda não é) nosso.

Infelizmente, pantomineiros como o Krugman usam os erros das sondas para viver. E. pior ainda, há 3 universidades públicas de Lisboa que o homenageiam como não tinham homenageado nenhum dos "Nóbeis dos bons"que nos visitaram, e olhe que havia mesmo bons, como o Dalai Lama, o arcebispo Tutu, o físico Cohen-Tannoudjii, etc...

Anthrax disse...

Eu não quero ser alarmista, mas tenho cá para mim, que ainda há muito espaço para cortar.

Imaginem que tudo é como um grande presunto. Até começarmos a tirar lascas de osso, ainda se pode cortar muito.

Sim sim... olá a todos :) O meu período de hibernação terminou por agora.

jotaC disse...

Anthrax, bem-vinda
...tirar lascas do osso (!?), que "biolença" senhora!...mas compreendo-a muito bem, sinto o corte cada vez mais fundo...

Anthrax disse...

Lol :D
Olá JotaC (fazendo a "debida bénia" até ao chão).

Ai eu cá também sinto o corte cada vez mais fundo. De duas formas diferentes.

Por um lado, aquele que afecta a minha carteira (sim, afecta. Com "c". P'ró diabo com o novo acordo ortográfico).

Pelo outro, aquele que afecta (ora cá está outra vez o "c") a relação dos políticos com a realidade.

Tão fundo é um como é o outro.

Zuricher disse...

Cara Anthrax, bons olhos a vejam e é com prazer que boas mãos a saúdam por estas vias cibernéticas! :-)

Et bien, cumprido que está o primeiro objectivo deste comentário, apresentar-lhe as minhas saudações, vamos ao segundo e que não é mais que recordar que quando se corta um presunto até o osso é cortado. Corta-se numa máquina, em pedaços que são embalados e dados ao cliente...

Num registo mais sério, concordo com o caro autor deste post. Está tudo muito bem com acabar a austeridade e mais não sei quantas coisas. Mas o dinheiro, tanto quanto eu saiba, não nasce nas árvores nem cai do céu, por isso, enfim, de boas intenções está o inferno cheio.

Anthrax disse...

Caro Zuricher :))

Pois eu não concordo, nem discordo. Eu apenas existo para lançar o caos. Mas não é um caos qualquer. Tem de ser um caos engraçado.

Todavia, não posso deixar de concordar consigo (o que por associação destrói a minha afirmação do parágrafo anterior). O dinheiro não nasce das árvores... mas com uma boa fotocopiadora, de última geração, e folhas de papel adequado, pode ultrapassar-se esse obstáculo... mesmo que eventualmente possam surgir outros.

Pinho Cardão disse...

Cara Anthrax:
Pois surgiu novamente em grande forma.Venha então daí o caos!

Anthrax disse...

Às suas ordens Dr. PC! :)

Lembra-se do "reinado" do Prof. Cavaco?

Muito embora eu agora não consiga precisar de foi no 1º ou no 2º e sabendo de antemão que existem inúmeras críticas a ambos (umas com as quais até concordo, outras que nem tanto), houve uma coisa que aconteceu (e que foi bastante promovida) que eu achei fabulosa.

Foi o empreendedorismo. Inclusive existia no mercado uma revista que eu comprava, logo que saía, chamada "Ideias & Negócios" (penso agora que eu devia ser a única a comprá-la, porque nunca mais se viu por aí).

Eu gostava da revista, mas acima de tudo o que eu gostava mesmo era de toda a filosofia e toda uma nova mentalidade criada em torno daquilo que seria a impressão de um novo dinamismo à economia portuguesa.

Depois, veio o "reinado do tio Guterres" e foi o princípio do fim. O "tio Guterres" pode ter iniciado a filosofia do nacional porreirismo e do deixa andar, mas a verdade é que todos os que vieram a seguir, não só, não foram melhores, como também, encetaram sucessivas campanhas de pilhagem governamental às PME's e saques descarados à classe média.

Por acaso já reparei que, aqui no 4R, já começaram a abordar a questão da recuperação da Irlanda. Só que os Irlandeses, não são os Portugueses. Os Irlandeses, souberam (e sabem) aproveitar aquilo que nós não fomos (nem somos) capazes de aproveitar por falta de visão, falta de planeamento estratégico, e por ganância.

Nós fomos governados, durante anos, por políticos irresponsáveis. Agora somos governados por um bando de miúdos alienados que nunca devem ter concorrido a um emprego através de um anúncio de jornal.

Miúdos que não têm uma visão, um projecto (e cá vai mais um "c") para o futuro e obrigam toda a gente a não ter projectos, nem futuro.

Será que o Krugman é doido varrido? Se calhar até é, mas tem um Nobel e devem pagar-lhe a peso de ouro para "botar" discurso. Da mesma loucura deve ter padecido o responsável-mor da Telecel (antes de ser vendida à Vodafone), quando - se não estou em erro - em 2000, contra todas as opiniões que o aconselhavam a não aumentar a despesa, lançou uma mega campanha publicitária que atirou a Telecel para o topo da lista dos operadores nacionais.

Estou convicta que o mundo precisava de mais doidos como estes. Não tanto pela sua loucura,mas pela sua genialidade.