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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Margareth Tatcher

"...Vocês não se importam que os pobres fiquem mais pobres desde que os ricos fiquem menos ricos..."
"...Não interessa que os ricos fiquem mais ricos, se essa é a condição para que os pobres fiquem menos pobres..."
"...Não há essa coisa de sociedade, há indivíduos e famílias..."
Margareth Tatcher
Foi sempre severamente criticada pela Oposição Trabalhista. Mas nenhuma das suas grandes reformas foi posta em causa quando a oposição trabalhista se tornou Governo.
Por isso, os seus concidadãos prestam-lhe justa homenagem. Uma grande líder e uma enorme estadista. Exemplo para a Europa.   

15 comentários:

Luis Moreira disse...

naquela altura inverteu a lógica da argumentação, lembro-me bem...

Floribundus disse...

partiu a espinha aos poderosos sindicatos

tinha aquilo que os politicos portugueses não têm

Stoudemire disse...

Sim, sim. Ainda hoje os britânicos sofrem, em áreas bem específicas, a acção da senhora.

Stoudemire disse...

Aliás, eu compreendo bem o entusiasmo de sectores da direita pela senhora, pois fez aquilo que Passos e cia estão a tentar, quando destruiu empregos e sectores económicos tradicionais, alienando grande parte da sociedade britânica. Os arrabaldes das grandes cidades ainda hoje o exemplificam.

Quem já se esqueceu do corte ao fornecimento de leite às escolas primárias?

Daí talvez que, ao contrário do que o ilustre Cardão, afirma, haja uma parte apreciável de britânicos a comemorar a sua morte.

luis barreiro disse...

Os vários comentários do stoudemire faz-me recuar a meados dos anos 70, inícios de 80, quando a esquerda afirmava que o muro de Berlim foi construído não para impedir a fuga das pessoas da RDA para a RFA, mas sim para impedir a entrada de pessoas da RFA para o paraíso da RDA.
Altera a realidade para poder encaixar na sua ideologia.
Temos que ser todos iguais, pensar todos de forma igual, nem que para isso todos fiquemos pobres.

JM Ferreira de Almeida disse...

Como é que se pode argumentar invocando a celebração da morte de alguém, mesmo que discordemos da sua forma de pensar ou de agir? Há gente doentia...

Jorge Lucio disse...

Margaret Thatcher foi indiscutivelmente uma líder "transformacional" pois mudou o mundo em que viveu.

O seu impacto na queda da Cortina de Ferro, por exemplo, não pode ser ignorado e deve ser elogiado.

Mas algum do seu legado não será assim tão evidentemente positivo: até que ponto a crise financeira que hoje vivemos não tem raízes na desregulamentação de que ela e Reagan foram os maiores instigadores? E de que modo as enormes desigualdades sociais que se observam na sociedade britânica não resultam de os ricos terem ficado escandalosamente ricos, sem se cuidar dos que ficavam para trás?

Quanto à famosa frase que o caro Pinho Cardão cita sobre a inexistência da sociedade ainda hoje me dá arrepios... "cada um por si?"

Concordo com o Dr. Ferreira de Almeida: a morte de um ser humano nunca pode ser motivo de celebração. Mesmo em casos como Pinochet ou Fidel, o silêncio (de alívio) é preferível. Mas acaba por ser consequência do modo impiedoso como MT agia ("não procuro consensos" era um dos seus lemas): "quem semeia ventos..."

Pinho Cardão disse...

Meus Caros:
Facto é que nenhum governo após Margareth Tatcher alterou as reformas que ela instituíu.

Jorge Lucio disse...

Caro Pinho Cardão,

Se calhar nenhum Governo as alterou porque os "centrões" têm ganho muito com as privatizações.

MT num primeiro momento quis acabar com as corporações incrustadas no Estado (não apenas os sindicatos, note-se).

Estaremos no momento de precisar de uma MT2 para acabar com as corporações (partidos incluídos) incrustados à mesa dos OEs?

Paulo Pereira disse...

Os socias democratas suecos inventaram uma frase melhor :

- em vez de acabar com os ricos como os comunistas fizeram, nós acabamos com os pobres !

Não existe qualquer necessidade de existirem pobres (excepto por escolha propria) num país como Portugal ou outro do mesmo tipo, existem apenas por erros de politica económica.

Rui Fonseca disse...

Caro António,

Analisando apenas as consequências to tatcherismo no Reino Unido, os resultados, vistos a esta distância, não parecem ter sido famosos se confiarmos na comparação feita aqui:

http://krugman.blogs.nytimes.com/2013/04/08/did-thatcher-turn-britain-around/

Estará Krugman a tentar ludibriar-nos com estes gráficos? Que te parece?

Stoudemire disse...

Entendamo-nos: uma tipa que deixa um país, durante meses, em pleno inverno, sem aquecimento e outras necessidades básicas, para quebrar a espinha aos sindicatos, é uma demente.

Depois, a sujeita só se aguentou no poder graças à guerra.

I rest my case!

luis barreiro disse...

Entendamo-nos: uma tipa que deixa um país, durante meses, em pleno inverno, sem aquecimento e outras necessidades básicas, para quebrar a espinha aos sindicatos, é uma demente.

Mas se são os sindicatos a fazerem exactamente a mesma coisa, com as mesmas consequências, já é lutar pelos direitos adquiridos, pela liberdade, etc... são altruístas.

Pinho Cardão disse...

Caro Rui Fonseca:

Vou ver. Mas quando me falam de Krugman, desconfio logo. O problema é meu, não dele, com toda a certeza...

Suzana Toscano disse...

Foi uma grande mulher e uma grande política, conseguiu em democracia governar de acordo com o que pensava que seria melhor para o seu povo, marcou o terreno em relação à Europa nos termos em que considerava defender os interesses para que foi eleita. Se fez bem ou se fez mal, nunca saberemos ao certo pela simples razão de que o mundo não fica imóvel e se tem que mudar é melhor que alguém que respeita a liberdade e a democracia e o progresso tenha ideias de como fazê-lo. O que seria hoje a Grã Bretanha sem ela, não sabemos e o que imaginarmos será sempre contaminado pelo que sabemos que ela foi. Por isso, não vejo como podemos deixar de lhe prestar homenagem, por tudo o que foi, pelo que arriscou, pelo que errou mas ousou tentar, na convicção plena de que defendia quem lhe tinha confiado o poder de governar um país europeu, industrializado, a caminho de centro financeiro, importante na geografia política e com grande potencial económico. Paz à sua alma, a História não deixará de lhe reservar um lugar polémico, como acontece com todos os que mudaram um pouco o mundo.