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terça-feira, 2 de abril de 2013

"Óscar"


Boa noite. 
Apesar de ter tido um dia intenso de trabalho sou obrigado a arranjar tempo para transmitir alguns pensamentos e uma bela descoberta. O dia não amanheceu da melhor maneira. O alarme do telemóvel não tocou, foi o relógio biológico que me avisou que algo estaria mal. Fiquei estupefacto quando vi que estava atrasado, o que não é habitual. Tive de me despachar. Afinal, o erro não foi de programação, o relógio do telemóvel não tinha mudado a hora, e eu confiei nas tecnologias. 
Viajei com um pouco de velocidade a mais mas suficientemente a menos para não ser apanhado em falta grave. Como estava a prever, consegui chegar a horas, mesmo à tangente. Depois acabei por esperar mais de meia-hora para poder trabalhar. O habitual. Como tinha comprado dois livros no dia anterior, comecei a ler o mais pequeno, três curtos ensaios de Robert Louis Stevenson, bons temas que terei de analisar com mais cuidado. A meio da manhã tive um espaço de tempo mais prolongado. Saquei o outro livro, "Óscar e a Senhora Cor-de-Rosa, de Eric-Emmanuel Schmitt. Quando comecei a ler apercebi-me que estava perante uma pérola da literatura. Fui arrebatado para o mundo da doença de uma criança, a expectativa da sua morte iminente e do seu relacionamento com a vida, com os outros, amigos também doentes, médico, pais, Deus e a Senhora Cor-de-Rosa, uma voluntária a quem carinhosamente Óscar tratava por Vovó Rosa. Li metade do pequeno livro. Não li mais, porque queria guardar o resto para um momento mais adequado. Foi o que fiz depois do jantar. Li o pequeno livro em dois momentos e nunca esperei aprender tanto sobre a doença, a morte, a vida e, até, curiosamente, sobre Deus. 
Mas que lição, meu Deus! Mas que lição. Uma lição rica e profunda que  exige que a divulgue. Estou certo que os que se preocupam com a vida, a doença e a morte irão sentir-se diferentes depois de os ler. 
Como a boa literatura começa a escassear, aqui deixo a minha sugestão, leiam esta pequena obra-prima.

4 comentários:

Suzana Toscano disse...

Todos lidamos com a vida, a doença e a morte, de uma maneira ou outra, consoante a fase da vida, por isso muito obrigada pela sugestão, espero encontrar o livro e vou lê-lo de seguida. Um grande abraço!

Catarina disse...

Obrigada pela sugestão, caro Prof.

Acabei de requisitar “Óscar e a Senhora Cor de Rosa” da biblioteca, assim como “O senhor Ibrahim e as flores do Corão”. Falta “Milarepa” sobre o budismo tibetano que nao vi na lista!

Abraço

jotaC disse...

Obrigado, caro Professor, depois desta sinopse tão deliciosa, impõe-se a leitura...

Catarina disse...

O que (eu) teria perdido se não tivesse lido este post, caríssimo Prof!

[- a utilização do superlativo absoluto sintético é mais que merecida! : ) - ]

Acabei de ler, ou melhor, reler, Óscar e a Senhora de Cor de Rosa. Que lição de vida.

O mesmo livro tb tem O Senhor Abrahim e as Flores do Corão que merece ser lido.

Por favor, não se esqueça de compartilhar connosco as obras-primas – pequenas ou grandes – que encontrar. : )

Abraço