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segunda-feira, 24 de outubro de 2005

E(i)migrantes

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A ler o "dossier" do DN sobre migrantes, os nossos e os outros.
O número de imigrantes desempregados quadriplicou.
Estimativas de 80 mil/ano emigrantes portugueses que continuam a procurar outras paragens para buscar o sustento que a Pátria lhes nega.
"É nossa sina não caber no berço", lembrava Torga.
Só que o berço é muito incómodo e a Pátria, madrasta.

3 comentários:

portugal da silva disse...

...e o mais grave é que o berço não deixou de ser incómodo, nem a pátria madrasta, com a revolução de 1974, ou com o protagonismo político de dois homens que nas três décadas decorridas, ocuparam o topo do aparelho do estado durante mais de duas delas.

E, ainda por cima, não satisfeitos, candidatam-se a mais do mesmo que fizeram e/ou deixaram de fazer.

Sem qualquer humildade, sem qualquer espírito de renúncia às mundanas vaidades pessoais...

Como aqueles que, viciadamente, não param de querer jogar mais, sempre mais, na expectativa permanente de recuperarem o muito que irremediavelmente já perderam.

É tempo, é mais que tempo, de nos libertarmos de ilusões tão óbvias e dirigirmos boa parte dos nossos esforços para caminhos diferentes, de corte consequente com este bolorento status quo!

José Augusto Santos disse...

Se os políticos antes de o serem, são cidadãos; se a cidadania representa a matriz a partir da qual emergem as elites; então cabe a todos e a cada um de nós o protagonismo da mudança. Refuto a perspectiva desresponsabilizada (a meu ver), segundo a qual o agravo esteja sempre na classe política.

Quando Sêneca disse que "grande parte do progresso está na vontade de progredir", disse bem, e disse quase tudo.

Roberto Iza Valdes disse...
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