Há dias, o Ferreira de Almeida, sempre oportuno, lembrou um texto de Alexander Hamilton, em que este colocava a questão se seria conveniente para a sociedade que alguém que já ocupou determinados postos importantes passasse a andar pelo meio do povo como um insatisfeito fantasma, suspirando por um cargo que nunca mais poderia ocupar.
Lembrei-me de Aristóteles que, na sua Política, dizia algo parecido, só que chamava doentes aos que Hamilton designa como fantasmas.
Pretendi fazer um comentário com esse texto, mas não o pude encontrar de imediato.
Encontrei-o agora e aqui vai. Dizia, então, Aristóteles:
”… Devido aos benefícios derivados dos cargos públicos e do exercício do poder, os homens desejam a ocupação permanente desses cargos.
É como se os ocupantes dos cargos fossem doentes e apenas recuperassem a saúde quando estão em funções…”
Notável Aristóteles!...Se não sabia tudo, andava lá perto!...

1 comentário:
Eu acho que seria de todo benéfico, senão vejamos.
O candidato indepentente à câmara de Oeiras, tem no seu programa eleitoral a continuação da construção do sistema de transporte camarário denominado SATU (sistema automático de transporte urbano).
Este elefante branco do concelho, que serpenteia, desde a estação de comboios de Paço de Arcos até ao Oeiras shopping,junto à janela de alguns munícipes, apenas transporta ar, e não se sabe se puro, entre as 8:00 e as 00:30. Barulhento como convém, para se dar conta da sua presença e para justificar o investimento camarário e os gastos em manutenção e elétricidade vai ser prolongado até ao Lagoas Park, caso esse candidato ganhe a Câmara.
Como não se víslumbra qualquer utilidade no ser prolongamento, uma vez que não irá transportar os executivos que habitam esse complexo de escritórios,nem os moradores dos bairros sociais que moram perto dele,uns porque têm viatura própria os outros porque este transporte é muito caro e não está integrado no sistema de transportes públicos,pelo que só se entende esta obcessão se tiver como fim último continuar a rechear a conta na suiça de seu sobrinho taxista.
Perante este flagrante da vida real, quem tem razão Aristóteles ou Hamilton?
Eu penso que Hamilton é mais sábio, seria melhor que continuasse a deambular no meio do povo em vez que construir elefantes brancos. Estes não passam à janela do seu apartamento.
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