Quarta-feira, 22 de Junho de 2011

Tempos de mudança...

É uma decisão com uma carga simbólica importante. Vivemos um tempo de grande exigência. É fundamental que as pessoas sintam que o Estado é sóbrio nas despesas que realiza, que o governo dá o exemplo. É um conforto para as pessoas que se traduz em confiança. O Estado renova-se no seu funcionamento, o governo ganha em autoridade e credibilidade.
Uma decisão em linha com a proposta do pacto de confiança que marcou o discurso de Pedro Passos Coelho.

6 comentários:

Paulo disse...
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Bartolomeu disse...

"A sobriedade do Estado", cara Drª. Margarida, reflecte-se em múltiplos aspectos de um vasto campo de acção.
Deposito imensa esperança no governo que acaba de ser eleito, devo referir. No entanto, a esperança que deposito, centra-se sobretudo no efeito de mudança e não tanto, concretamente na recuperação efectiva que o nosso país necessita conhecer. Ou seja, em minha opinião, as decisões que este governo fôr capaz de tomar e de aplicar, neste primeiro periodo de governação, não terão qualquer hipotese (penso)de ser mais, que a preparação para a concreta recuperação.
Alegóricamente, vejo o nosso país, a acção governativa e social, como um imenso terreno agrícola que outrora foi fértil e produtivo, mas que ao longo dos tempos, foi objecto de diversas vicissitudes -selvajarias, diria mesmo; abandono, violação, exploração dolosa e, pior que tudo, hipotecado; hipotecado territorialmente e soberanamente. Em suma, um terreno agrícola que outroa foi fértil, que se sabe poder voltar a sê-lo, mas sobre o qual, os actuais donos pouca ou nenhuma capacidade de exploração detêem. Para que a readquiram, para que seja possível tornar este terreno de novo fértil e produtivo, é necessário, tal como a Drª. Margarida refere, que o feitor e os cavadores, comecem por cortar as ervas daninhas que entretanto rebentaram e cresceram mas, que não as queimem, nem as lancem fora, elas servem para adubar e fertilizar a terra, é preciso que recolham as pedras de que o terreno entretanto se encheu mas, não as deitem fora, acamadinhas na extrema do terreno, fazem uma optima barreira aos ventos nefastos. Depois do terreno bem limpo e os detritos reaproveitados nos seus devidos lugares, é necessário cavar a terra e só então se poderá semear de novo, mondar, regar, mondar de novo. A monda é importantíssima e não poderá ser descurada, é ela que evita o reaparecimento das ervas daninhas, daquelas que alastram e corrompem, não deixando que aquilo que é produtivo cresça e produza em abundância.
Tenho esperança, cara Drª. Margarida, que este governo recentemente eleito saiba olhar para este país com amor e saiba dar passos firmes e concretos, no sentido de preparar a prosperidade, não excluindo ninguém e não premitindo, com firmeza, aproveitamentos nem lobyes, que têm sido a causa da corrupção e da desgraça deste país.

Suzana Toscano disse...

Margarida, há muito tempo que aprendi a desconfiar de "medidas simbólicas", por mim prefiro que seja uma atitude permanente, que as pessoas apreendam observando, do que anúncios cirúrgicos que valem o que valem, será que viajar em executiva na companhia aérea nacional, quando se é ministro ou Primeiro Ministro, é assim tão chocante?Qual será, realmente, a diferença de custo para o erário público?

Margarida Corrêa de Aguiar disse...

Caro Paulo
A classe executiva tem os seus clientes próprios que a utilizam por várias razões. E pagam por isso. Às suas razões junto uma outra que é a da boa condição física.
Caro Bartolomeu
A mudança de vida de que tanto se fala tem tudo a ver com princípios e valores. E neste domínio o exemplo (ou não!) que vem de cima é muito importante. É fundamental que o Governo entre neste registo. O registo simbólico pode ter aqui um papel importante.
Suzana
Esperemos que a atitude do Governo seja permanente no exemplo. Os gestos simbólicos também contam.

Caboclo disse...

"...O registo simbólico pode ter aqui um papel importante. "

Não é "pode" é "tem" .

O exemplo é tudo !

Margarida Corrêa de Aguiar disse...

Muito bem, Caro Caboclo!