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sábado, 21 de julho de 2012

Oito linhas fazem um grande texto

Julio Machado Vaz escreve na sua página do Facebook uma das melhores análises do que representou José Hermano Saraiva:
"Amigos meus dizem que nem sempre José Hermano Saraiva e o rigor histórico andavam de mãos dadas. Quem sou para duvidar deles? Mas o psi arrisca uma opinião - ele partia da História e desatava a contar histórias sobre ela. E as histórias pedem capitel ali, vidro transformado em vitral aqui, invasão por traços da personalidade do narrador que as torne mais amadas por si e pelos ouvintes. E por isso ele influenciou gerações, que sorriam perante a sua enorme e expressiva paixão narrativa. E as paixões não primam pelo rigor:)".

4 comentários:

Bartolomeu disse...

A expressividade que o Professor JHS colocava nas apresentações televisivas, denunciava o amor que punha na narrativa, na transmissão do conhecimento, na chamada de atenção para os assuntos.
Penso que terá sido esse amor que o diferenciou e contribuiu para a construção de uma figura incontornável da comunicação e da cultura.
Aquilo que fazemos com amor, colocando nisso tudo de nós, ultrapassa a barreira do vulgar e sobressai.
Mas, para colocar amor em algo, é preciso amar inequívoca e completamente esse algo e não transigir.

JM Ferreira de Almeida disse...

Subscrevo, meu caro Bartolomeu.

Pinho Cardão disse...

Também na história há a comunidade académica e os outros. Os que pertencem à primeira digladiam-se entre si em demonstrar o erro ou desfocagem na apreciação dos factos, emendando-se uns aos outros,mas isso é assunto interno de iniciados. Os "outros", os out-siders têm sempre a maior falta de rigor do mundo.
Também o corporativismo na história.

Suzana Toscano disse...

Não sei se tinha rigor ou não, mas sei que as pessoas aprenderam muito mais com ele do que com muitos "rigorosos" que o criticam e, de certeza, o balanço é muito positivo para quem com ele aprendeu a gostar de História.