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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Pelas ruas da amargura

Estão a começar as ditas "Universidades de Verão", dirigidas a formar Jotas para todo o serviço. 
Se as verdadeiras universidades não reagem ao despautério do abuso do nome, é porque acham que tudo está bem. O que só prova que as elites universitárias tendem para as ruas da amargura. 
Uma semanada de verão e aí estão distintos bachareis bolonheses cientistas políticos.  
O país reconhece, com júbilo, os resultados de tal formação.  

5 comentários:

JM Ferreira de Almeida disse...

Os partidos não se queixam dos resultados. Umas centenas de jovens figurantes compõem o cenário onde passa o discurso que os media aguardam. Chamam-lhe universidade. Oxalá que o andar da carruagem não faça com um dia destes a universidade seja qualquer coisa de parecido com isto...
Hoje, nas notícias que abriram os notíciários, dizia-se que entre o seu prestigiado curriculo António Borges tinha também ali sido "professor", com ali serão "professores" Marcelo Rebelo de Sousa, Poiares Maduro e o antigo ministro da saúde do PS que tantas e magistrais lições deu ao País quando em exercício daquelas funções. Ah, e Marco António Costa que abriu com uma oração de sapiência.
Andamos nisto.
Irra, nunca mais acaba a estação!

Pinho Cardão disse...

É caso para dizer que só sábios éramos meia dúzia, mas parturejámos umas centenas de jotas bacharéis.
No fim disto tudo, os partidos arranjam produto para festejar os líderes, os jornalistas arranjam produto para mais umas confraternizações com os líderes, os comentadores arranjam produto para desancar nos líderes, os universandos ficam felizes por falar com os líderes. E até se inventam "deans", que levam plenamente a peito o seu papel reitoral e até atribuem diplomas.
Uma universal felicidade.

Suzana Toscano disse...

Eu acho que a ideia até era boa, juntar uns quantos jovens interessados na política e pô-los a ouvir pessoas que talvez pudessem ensinar-lhes alguma coisa diferente. Chamarem-lhe Universidade é um tique bem português, apropriar-se de um símbolo que tem significado e prestígio como chamariz para o evento. o que francamente me desilude é que logo se tenha transformado a iniciativa num palco para mandar mensagens para fora, como se os alunos que se dispõem a ir ali por uns dias fossem meros figurantes, é pena. Uma boa ideia estragar-se desta forma, ou será que é essa a primeira lição do que se entende por "fazer política"?

Pinho Cardão disse...

Completamente de acordo, que seria uma boa ideia, caso não fosse abastardada logo à nascença.

JM Ferreira de Almeida disse...

Exato!