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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Produtos tóxicos informativos

Na sua edição de ontem, o DN titulava em manchete de grossas letras na 1ª página: Ministra contratou avaliador de swaps que tentou vender contratos tóxicos. 
Na sua edição de hoje, o mesmíssimo jornal, mas em letra envergonhada, a meio da 2ª coluna da página 4,  desmente o que ontem afirmara: "estes contratos, como explicaram especialistas ouvidos pelo DN, não são tóxicos (ao contrário do que assumiu este jornal na sua manchete de ontem), nem especulativos...". E mais acrescenta que, à época o Eurostat aceitava esse tipo de operações, como o próprio Citigrou exemplifica com contratos na Áustria, na Finlândia e na Dinamarca.  
Apesar disto, o DN prossegue a campanha, referindo em letras garrafais na 1ª página: Secretário de Estado obrigado a demitir-se por ter esquecido reuniões.  
No meio de tudo isto, produtos tóxicos verdadeiros são os que os media diariamente nos têm servido. E aí não há demissões, nem rigor, nem exigência particular. Directores, Directores Adjuntos, Subdirectores, Editores podem estar descansados. Têm sempre à mão a edição do dia seguinte.   

8 comentários:

Luis Moreira disse...

Esta classe, a dos jornalistas, é uma vergonha. Vou deixando de ler jornais. É um hábito mas como todos os maus hábitos é para largar.

Francisco Arantes Rodrigues disse...

O que é que o provedor do leitor terá a dizer sobre isto?

Tonibler disse...

Caro Pinho Cardão, o eurostat não ajuda nada porque não é o eurostat que paga esta porcaria. Mas é verdade que já não consigo ler mais os jornais que, curiosamente, não acham estranho que as pensões sejam cortadas a todos menos políticos e juízes... Onde anda o meu PR do FMI?

Pinho Cardão disse...

Claro que, por estas e por outras, o DN qualquer dia está com tiragens ao nível dos jornais locais. E o que se diz do DN diz-se do Público. Também o JN vai descendo consecutivamente.

murphy V. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
murphy V. disse...

Ouvi há pouco na rádio, Nicolau Santos referir-se a esses swaps como algo "que na altura era normal". Falava assim dos swap porque o contexto era o papel dos responsáveis políticos de então e o seu eventual interesse nos mesmos. Curiosamenete, os tais swaps que "na altura eram normais" passam a malditos quando comentava a conduta do ex-sec estado... são critérios!
http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/07/da-imparcialidade-ideologica-do.html

(Caro, Pinho Cardão - com a sua licença - vou re-publicar este seu post. Obrigado.)

Pinho Cardão disse...

Caro murphy V.:
Obrigado, eu.
Quanto aos swaps passarem de normais a malditos, trata-se certamente de rigoroso critério jornalístico.

alberico.lopes disse...

Eu ainda estou à espera do que vai dizer a ERC sobre esta pouca vergonha montada pela SIC/Visão,com o apoio de todas as outras tvs e jornais e com a base de apoio estratégico do largo da rataria!E também espero o que irá fazer a nova PGR pois está demonstrado que o documento que serviu a esta tragicomédia de que saiu vitimado o anterior secr.de estado do Tesouro está falsificado. Até já se sabe que proveio de um tal gaspar,ex-assessor desse grande patriota que dá pelo nome de sócrates,o estudante de filosofia e ex-engenheiro/arquitecto da independente por fax ao domingo!
Vamos lá a aguardar se desta vez o PS fica desmascarado!E toda a entourage mediática que desde o 1º.dia mais não tem feito do que arranjar problemas ao governo com as mentiras próprias de uns verdadeiros assassinos de carácter!Quanto ao DN,uma mesma corja como a SIC/TVI/RTP!