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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Não foram ao Douro?


Não sabem o que perdem.

Pois eu não perco a policromia e a serenidade do Outono. Até ao cair das folhas, a paisagem é por ali mais deslumbrante que nunca.

No Domingo, no cenário encantador da Quinta de Nápoles, tive o privilégio de viver um daqueles momentos que sabem bem, muito bem: um concerto com Carlos do Carmo e Ivan Lins. Magnífico!


11 comentários:

Bartolomeu disse...

Os vinhedos, nas suas múltiplas fases, oferecem-nos deslumbrantes paisagens de côr. Será que as parreiras nos vão seduzindo e inebriando aos poucos os sentidos... como se de uma inicação se trate, ou uma preparação para depois melhor lhe apreciarmos o sangue?
Como sabe, a zona onde habito é tambem de vinhedos e confesso-lhe, durante um único dia, conforme a hora e consoante o, ou os climas que se fizerem sentir, podemos extasiar-nos com as diferentes tonalidades que o conjunto de parreiras muito prefiladinhas nos seus arames, nos oferecem.
Os deuses lá souberam o que fizeram e porque o fizeram...
;)

Catarina disse...

Que bela paisagem!
Nunca tive a oportunidade de ir ao Douro no Outono.
Obrigada por compartilhar connosco esta imagem.

Margarida Corrêa de Aguiar disse...

José Mário
Que saudades do Douro...
Maravilhoso recanto do Mundo!
O Outono é a estação mais bonita. A sensação da natureza viva, em plena transformação, traduzida na variedade de cores e cheiros, num sem fim de finas sensações. Na Beira também é assim!

JMG disse...

Não me leve a mal a peguilhice, mas Carlos do Carmo não dá concertos, dá espectáculos ou participa em sessões de fado ou saraus ou outra coisa qualquer, mas concertos não. Bem sei que hoje, e já há algum tempo, se utiliza a palavra concerto para designar qualquer espectáculo em que um artista popular, normalmente um cantor, emite os seus gorgeios, ou a sua berraria - não é o caso do Carlos do Carmo, que no género canta lindamente - acompanhado por uns instrumentos. E também não ignoro que a Língua evolui de muitas maneiras, uma delas sendo a incorporação do erro na norma, se o erro estiver suficientemente difundido. Mas é que a evolução não é inocente: destina-se a fazer passar a ideia de que a música é toda igual, não tendo menos dignidade artística um qualquer baladeiro de sucesso que um Mozart. Estou mesmo velho e impliquento: até num artigo de bom conselho e boa factura, ilustrado por uma bela fotografia, vejo motivo de reparo ... Cordiais cumprimentos.

Bartolomeu disse...

É apanágio dos velhos implicar, mesmo por insignificâncias, caro JMG.
;)))
É sinal que aprenderam algo durante o espaço que ja percorreram.
E... ensinar aquilo que sabemos deixa transparecer o desejo de partilhar.
Eu, aprecio pouco os cantos de Carlos do Carmo, sou mais apreciador do fado castiço, em ambiente tradicional, que dificilmente se encontra ainda... está tudo voltado pró turismo... chinezisses!
Sim porque segundo me foi dito, os chineses apreciam a nossa canção fadista... acho que não pescam pêva do que está a ser entoado, parece que aquilo que lhes agrada é a expressão plástica... ou então o chouriço assado, o caldo verde e o tinto, transformam o fado numa bela melodia de gueixa.
Sei lá, ás tantas...

Anónimo disse...

Ora essa, meu caro JMG. Não levo nada a mal. Fez o reparo e muito bem.
Sucede, porém, que o evento foi anunciado como "concerto" como se pode verificar aqui: http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1401001&seccao=M%25EF%25BF%25BDsica
E foi bem anunciado porque, sem embargo da respeitável opinião do caro JMG, o termo está correctamente utilizado se atendermos à sua etimologia. Concerto vem do latim concertare, agir em conjunto. Acontece que, por estranho que pareça, foi o que aconteceu (e o resultado foi, de resto, deveras supreendente do ponto de vista musical): Carlos do Carmo e Ivan Lins actuaram em conjunto. Não aconteceu um duplo recital, verificou-se, de facto, um concerto.

Bruno Ribeiro disse...

Não obstante o interesse linguístico da discussão, mas que bela foto! Honestamente, tenho dificuldade em adjectivar a beleza do Douro porque parece-me sempre que os termos escolhidos não retratam convenientemente a sensação de assombro que as paisagens durienses elicitam.

Usando o repto de JM Ferreira de Almeida, que não foi ao Douro não sabe o que perde! Acreditem que vale a pena.

jotaC disse...

Caro Drº Ferreira de Almeida:
É verdade, as encostas do Douro pejadas de vinha, quando apreciadas na quietude do Outono têm de facto algo de esplendoroso que encanta o olhar mais insensível...

Pézinhos N' Areia disse...

aconselho a todos que dêem um saltinho a este Paraíso ... no Douro.


http://www.maisonsdesreves.com/romaneira-pt.html


é proibido ficar com "água na boca....:-)


O nosso País é lindo ....não é ?


Caro Dr. JM Ferreira de Almeida como gosto muito de Ivan Lins fica aqui ... para Si:

- http://www.youtube.com/watch?v=y_aGk4JtR9o


Carlos do Carmo nem é preciso muitas palavras. É nosso !


cumprimentos.

Anónimo disse...

Cara Pezinhos:
Muito obrigado pela dedicatória.
Queria retribuir com um apontamento em video do momento a que me refiro no post, mas infelizmente o ficheiro é muito pesado...

sandra costa disse...

:) ...