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quinta-feira, 20 de julho de 2006

"Impostos e estimulação do cérebro profundo"...

Na última revista da Time um interessante ensaio de Michael Kinsley prendeu-me a atenção. O autor descreve o que vai fazer nas férias de Verão, quando os seus amigos lhe perguntam pelos planos: "Vou fazer uma cirurgia ao cérebro"! Tal e qual, como se fosse para qualquer estância de veraneio. A partir desta afirmação, "brinca", mostrando, sem qualquer espécie de dúvida, alguma ansiedade. Afinal, teve de reconhecer que a sua doença de Parkinson se agravou de tal modo que exige uma intervenção cirúrgica destinada a estimular o cérebro. Para o efeito têm que lhe fazer uns buraquitos no crânio, por onde irão passar uns fiozitos a fim de ser efectuada a "estimulação do cérebro profundo ". Claro que fazer furos e outras coisas, não é lá muito agradável.
Em todo este processo, o autor questiona qual será o primeiro pensamento após a tal cirurgia. Enfim, acho que é razoável, sempre se trata do órgão pensante, não é a mesma coisa do que acordar após uma intervenção à vesícula. O cronista termina o seu escrito tecendo mais alguns comentários sobre o que lhe dirão os seus amigos após a colocação dos eléctrodos no seu cérebro profundo.
A crónica é aliciante, e ficamos logo com curiosidade sobre qual terá sido o primeiro pensamento após a intervenção. A resposta é dada pelo editor, em nota de rodapé.
As primeiras palavras foram: "Well, of course, when you cut taxes, government revenues go up. Why couldn't I see that before?"
Ora aqui está uma interessante solução para que os “malditos” impostos desçam: “estimular o cérebro profundo” dos nossos políticos. Eléctrodos são fáceis de obter, o pior é abrir os crânios, já que as cabeças dos ditos deverão ser muito duras...
By the way, o articulista está bem de saúde!

2 comentários:

Pinho Cardão disse...

Caro Professor:
Não é para me gabar, mas já ando a dizer isso há muito...e até no 4R!...
Se calhar, até já nasci com os furinhos!...
Mas o caso relatado dá uma esperança: por que não rachar a cabeça a quem aumenta os impostos e a quem recomenda tal estratégia?

Anónimo disse...

A claridade que uns furitos podem dar!