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domingo, 30 de julho de 2006

…”Sem gostar de Portugal”!

Li em tempos um ensaio sobre a genialidade. De todos os aspectos analisados recordo-me de um em particular: “a genialidade completa é muito rara, na maioria das vezes é estúpida”.
Reconheço e admiro muito as pessoas que se destacam da “normalidade”, sobretudo se contribuírem para que os ditos normais se enriqueçam e façam girar o mundo mais feliz. Acontece que os “génios”, quando se metem em outras áreas em que não são génios, costumam fazer ou dizer disparates.
A “nossa” pianista Maria João Pires, cujo virtuosismo musical ninguém discute, veio agora, numa carta aberta, no Público, “justificar” as suas recentes declarações. Na parte final, a senhora escreve: “Gostaria de vos comunicar que posso trabalhar e colaborar no projecto Belgais sem gostar de Portugal”. É verdade, “SEM GOSTAR DE PORTUGAL”!
Oh minha senhora! Fique no Brasil, adquira a respectiva nacionalidade e deixe definitivamente o meu país.
Uma triste tirada a reforçar o conceito de que na maioria das vezes “a genialidade é mesmo estúpida”.

Um português normal e que gosta de Portugal

6 comentários:

Anónimo disse...

Reconheço a assinatura e junto a minha à sua meu caro Professor Massano.
Também me assalta o mesmo sentimento. Que diabo de soberba tem esta gente, perante quem o País se prosta e que assim agradecem.
Maria João Pires, cuja genialidade não discuto ainda teve a honradez de o expressar. Outros também consagrados sumiram para uma ilha no meio do Atlântico e não perdem ocasião para enegrecer a sua pátria.
Devo porém confessar que ara além de alguma revolta estas atitudes não me afectam particularmente. Penso sempre que se, confessadamente e pela voz dos próprios, o País não é melhor com eles, certamente que não ficará pior sem eles.

just-in-time disse...

Como aprendi em pequeno, a maioria das pessoas é normal porque será excepcional em qualquer coisa, MAS ...

Quando se é excepcional em várias áreas, então o caso muda de figura.

E o resto "va sans dire..."

JardimdasMargaridas disse...

Professor Massano Cardoso,

Também sou uma pessoa normal que gosta de Portugal.
Em anterior post já tinha colocado as minhas "reservas" às declarações vindas a público de Maria João Pires, desconcertantes e pouco normais.

A sua forma vanguardista de mostrar a genialidade é completamente cretina.
A genialidade acresce responsabilidades a quem a quer ver reconhecida e faz uso dela!

Maria João Pires não gosta de Portugal. Pois bem, tem bom remédio. Vá para o Brasil ou para a Cochinchina, chatear outros e não volte mais.
Mesmo que as razões de queixa sejam grandes, Maria João Pires perdeu a razão ...

Raimundo_LULIO disse...

Gostaria de ter uma casa no Brasil, se tivesse também me iria embora. É difícil de suportar estes governos portugueses que se governam para si próprios.

Anthrax disse...

Caro Professor,

Junto a minha voz à sua (e à dos restantes comentadores deste espaço).

Quando li a «justificação», a minha única reacção foi "Ó amiguinha... faz-te à vida!". Foi mau, eu sei, mas paciência.

Samspringbank disse...

Acho o vosso blog interessante e com uma escolha interessante de algumas notícias.

Devo dizer pessoalmente que relativamente a esta notícia da Maria João Pires querer ir para o Brasil que não compreendo muito bem a sua falta de coerência se não gosta de Portugal ter cá ficado com o projecto para que foi convidada.

No entanto, com a minha experiência pessoal de ter vivido no estrangeiro nos últimos 6 anos (Inglaterra, França, Alemanha, Bélgica, Itália) devo dizer sem hesitações que voltar a Portugal depois é aperceber-se claramente de perder qualidade de vida. Isto é mesmo muito mau e atrasado. Não são só os salários, são principamente as pessoas. Por enquanto no estrageiro, Portugal ainda é um bocado um país pouco conhecido mas nos últimos anos com o turismo e a informação dos turistas a popularidade de Portugal tem vindo a perder terreno, veja-se a votação do site www.wayn.com onde Portugal aparece com a oitava nação menos generosa do mundo.

Por isso eu compreendo o facto de mais um cérebro deste país querer viver no estrangeiro, como será o destino de muitos outros, não compreendo no entanto a sua incoerência inicial.