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quarta-feira, 26 de julho de 2006

Péssima maneira!...

O Deputado Hermínio Loureiro resolveu candidatar-se a Presidente da Liga Portuguesa de Futebol.
Como Deputado, representa os portugueses e admito que venha pugnando na Assembleia da República para que ninguém tenha tratamento de favor em matéria fiscal.
Mas, ao candidatar-se à Liga, e ao referir, como li no DN, qualquer coisa como a sua preocupação com a descida das receitas do totobola e a subida dos encargos com as equipes de futebol, parece estar a indiciar a intenção de um novo arranjo fiscal favorável aos clubes.
Já a Federação do Dr. Madaíl vem incumprindo a garantia dada, aquando da aprovação do "totonegócio", feito com as receitas do totobola, de pagar solidariamente ao fisco se os proveitos não se revelassem suficientes, como vem acontecendo.
Além disso, vem obtendo comparticipações das Câmaras nos estágios de preparação das selecções e teve até o descaramento de pedir isenção de IRS para os jogadores da selecção de futebol, altamente profissionalizados e pagos, quando arrecada receitas chorudas de publicidade, de patrocínios e das provas em que participa.
Agora, e se bem interpretei, o Dr. Hermínio Loureiro pretende trocar favores fiscais por votos dos clubes.
Péssima maneira de um Deputado se candidatar!...
Oxalá tenha interpretado mal, mas o futuro o dirá.
Adenda.
Fui ao DN recuperar as exactas palavras do Dr. H. Loureiro, que são:"...não posso nem devo ficar calado se as receitas do totobola baixam todas as semanas, mas as obrigações dos clubes se mantêm..."
Como não é possível por um passe de mágica fazer aumentar as receitas do totobola, haverá que actuar sobre as obrigações fiscais dos clubes...E até Madaíl agradece, pois a Federação livrar-se-ia do encargo que tem e se recusa a cumprir....O crime compensa!...

5 comentários:

Frederico Lucas disse...

Caro Pinho Cardão,
O caso que descreve representa a sistemática preocupação nacional em esquemas e beneficios de curto prazo, sem cuidar dos objectivos nacionais e particulares de médio e longo prazo.

Particularizando um pouco, e sendo um feroz defensor do desenvolvimento do interior, julgo que é necessário desenvolver a nivel regional diversas iniciativas que venham permitir a participação da população portuguesa num prazo de 10 anos em áreas de actividade de maior valor acrescentado.

Estou a tentar dizer com isto que não faz sentido inundar o país com novos cursos profissionalizantes de equivalência ao 9º e 12º ano se estes não vierem responder a necessidades laborais das próximas décadas.

Sobre este assunto iniciei um debate no Blogue da Beira Medieval, cujo assunto continuará a ser insistentemente apresentado na rúbrica Inovação & Inclusão

Tonibler disse...

Também se podem tirar conclusões sobre a aborrecida vida política ao serviço do povo e a excitante vida política ao serviço do futebol...
Ou da qualidade das pessoas que se metem nas listas para deputado da nação e representante do povo, de onde fogem se houver um lugarito de fama dúbia de volta do futebol.

PS: Os sec estado do desporto são escolhidos entre os menos atléticos dos militantes dos partidos ? São todos gordos que nem texugos...

João Melo disse...

quase todos os politicos são gordos.são muitos jantares de campanha a comer lombos de porcos assado rematados com um "bom" de um leite creme.julgo que é esta a receita oficial,não é?ou então aqueles jantares de "confraternização",onde se afiam facas?não haviam de ficar gordos????
1001desportos.blogspot.com

Adriano Volframista disse...

Pinho Cardão
Peço imensa desculpa, mas por acaso estamos num país diferente do que contruiu (renovou) dez estádios para uma campeonato da Europa e destes apenas 5 se encontram em funcionamento para equipas da primeira divisão; as obras são objecto de um inquérito sobre as facturações, por existirem discrepâncias.
Porque se estivermos diga que eu até comento e indigno consigo e com as declarações do deputado H Loureiro, senão....
Cumprimentos
Adriano Volframista

Pinho Cardão disse...

Caro Adriano Volframista:
Como é que adivinhou que estamos nesse país?