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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Anemia

A criatividade não tem limites sobretudo quando se pretende melhorar a saúde das pessoas. Em certos países as carências alimentares são uma realidade com consequências nefastas. Em Camboja a anemia por carência de ferro atinge mais de metade das crianças e mulheres grávidas. Para obstar a tão grave inconveniência bastaria cozinhar em potes de ferro, como os que antigamente eram usados pelos portugueses. Mas os cambojanos não têm essas preciosidades. Houve então um cientista que se lembrou de distribuir pedaços de ferro para serem colocados nas panelas de alumínio para que libertasse ferro para os alimentos e assim contrariar a epidemia de anemia por carência por ferro. O que é que fizeram as pessoas? Olharam para aqueles pedaços de ferro e "viram" que teriam mais utilidade se fossem usados como forma de proteção das portas! Não incorporaram a ideia, simples, e que que poderia ser muito importante. O cientista não desistiu, e, desta feita, mandou fazer figuras de um peixe em ferro, que naquelas comunidades é considerado como um símbolo da sorte. Passaram a cozinhar com o peixe de ferro enfiado nos potes e panelas. Resultado? Nas aldeias em quem foi aplicada esta "técnica" a anemia desapareceu. O peixe em questão é considerado como um símbolo da sorte, saúde e felicidade. Coisa simples, associar a funcionalidade com a cultura popular. Bastou criar um imagem em ferro e colocá-la nas panelas! Uma curiosidade que pode ser replicada noutras partes do Globo, utilizando para o efeito símbolos locais associados com a sorte, com a saúde e a felicidade.
Aqui, em Portugal, não há propriamente epidemia de anemia por carência de ferro, há outras formas de anemias, anemias graves, anemias sociais, anemias económicas, anemias de caráter, anemias de valores, anemias políticas, anemias de honestidade. Seria tão bom encontrar um equivalente semelhante ao "peixe da sorte sob a forma de ferro" utilizado em Camboja... 

Seria tão bom!

3 comentários:

opjj disse...

Dito dessa maneira ninguém escapa. Se localizou a epidemia é melhor declará-la antes que se propague.

Bartolomeu disse...

Para "tratar" algumas das Lusitanas anemias que o caro Professor menciona, nada melhor que um produto genuinamente nacional... uma moca de Rio Maior!
Posologia? Várias aplicações lombares, durante tantos dias quantos os necessários para que o "paciente" adquira a vermelhidão cutânea; sinal de que deixou de estar anémico...

Salvador Massano Cardoso disse...

:):):),