Número total de visualizações de página

quinta-feira, 18 de maio de 2006

Pois, pois...estação de serviço público!...



Aqui há dois ou três dias, vi na RTP 1, estação de serviço público, uma reportagem sobre as simpáticas vaquinhas espalhadas pelas ruas da capital, que constituem a chamada “Cow Parade”.
Achei uma interessante iniciativa, não percebendo, contudo, o porquê desse novo-riquismo erudito de usar expressões estrangeiras, quando as temos bem portuguesas.
Nessa reportagem vi miúdos e menos miúdos às cavalitas nas ditas vaquinhas, com os pais tanto ou mais divertidos que os seus irrequietos rebentos.
Até porque há uma votação para a melhor vaquinha, achei estranho esse comportamento, que poderia, em pouco tempo, deteriorar o objecto artístico. Mas, depois, até pensei que seria mesmo assim.
Ontem tive oportunidade de as ver ao vivo. São bem engraçadas, pachorrentas e amigáveis.
Mas no pedestal de cada vaquinha está um letreiro bem visível que diz qualquer coisa como isto: “ não entrar em contacto com o objecto exposto”.
E numa delas, ouvi este diálogo:
- Não ponha o miúdo em cima da vaca, não vê o letreiro?
- Ah!... mas como vi na televisão os miúdos em cima da vaquinha...pensei que não fazia mal!...
Pois, pois…estação de serviço público!...

12 comentários:

mafr disse...

Caro PCardão:
"Quer-se dizer"...como diz a minha empregada: O amigo viu os paizinhos em cima das vaquinhas e aí vai disso, a correr para o local! E ainda por cima de borla. Por isso, não venha por aí,com ar de santo e espanto, falar do que viu na TV.
Os miudos é natural que se proibam. 1º pq não têm idade para essas coisas 2º pq as vacas podem ter BSE!
Termina falando do letreiro que dizia: "proibido pôr-se em cima da vaquinha"! E confessa que como tinha visto na TV...achava que era possível. Portanto foi no engodo?Só não diz se se pôs ou não!
É evidente que a questão colocada é muito pertinente. E quem ousar ver algum cunho da malícia ou ironia no meu texto, é pq tem mente malvada!
Tentei fazer uma reflexão sobre o tema: "como se pode divulgar mensagem enganosa nas TVs, sem a gente duvidar"! E só indo aos locais é que entendemos como podemos ser enganados!
Fez bem em esclarecer! Assim, não irão tantos ao engano!
Já agora - 16.35 - hora do seu post! Não são horas de trabalho? Está a usar o PC da empresa onde faz que trabalha, ou do patrão que se esfola para manter os postos de trabalho, enquanto deixou o Ferrari a lavar na oficina, e o amigo anda aqui a blogar? Se calhar um PC do Estado e eu, contribuinte, a pagar!
Eu, não é de estranhar! O PC é meu, estou em casa, não tenho trabalho pq estou desempregado há 2 anos e ainda ninguem veio cá a casa dizer-me que tenho um empregozito, humilde que seja, para onde possa ir! Ofreceram-me um há 1 ano, onde ganhava vejam lá os miseráveis, 1o.ooo euros e uma viatura sem classe(um Opel Vectra, saloisse!). Sim, temos que esperar em casa, pq a gente não pode andar por aí de bus, metro, camioneta ou motorizada, neste mundo caótico de trânsito à procura deles e a gastar o que não tem! Porque a gente nem sabe onde eles estão e se estão! Dos 150.000 que o governo criou durante a campanha eleitoral, nem um sobrou para mim. Deviam ser bons, ou então estavam em saldo, ou com defeito!

Pinho Cardão disse...

Caro Mafr:
O meu amigo provocou-me, mas vai ter a resposta.
Pensa que eu sou um funcionário ou empregado por conta de outrém que usa o computador do patrão às 16 horas e 35 minutos?
Pois engana-se, meu amigo.
É que sou patrão de mim próprio.
Sabe o que é profissão liberal?
Se não sabe, fica a saber: quando se trabalha bem, ganha-se bem; quando não se trabalha, nada se ganha e quando se trabalha assim, assim, ganha-se assim assim.
Eu faço profissão liberal e ganho de acordo com o que referi.
Como tal, desde que respeite os compromissos com os clientes, que são o meu activo, faço o que quero e às horas que quero e me apetece!...Até escrever no blog e visitar as vaquinhas de Lisboa!...
E se tiver curiosidade de ver o que faço, sugiro-lhe uma saltada ao meu perfil inscrito neste blog!...
Mas eu desconfio que o meu amigo nem precisa, pois cá por umas conjecturas minhas, creio que sei quem é!...
E se é mesmo quem eu penso, é uma honra tê-lo como interlocutor!...

mafr disse...

Eu já suspeitava que o caro PCardão era um liberal! Hoje estão na moda! Parece que andamos para trás no tempo. UM LIBERAL! Não explicou, todavia, se Liberal de Liberalismo ou de LIBERTINAGEM! Pelo texto das vacas acho que é do 2º.
Propõe-me uma saltada ao seu perfil? Pois, cá está...LIBERTINAGEM até na LINGUAGEM! Saltar para cima das vacas, saltar para o seu perfil... Lembre-se que há crianças a ler blogs. E isto não fecha às 22h nem tem Bolinha Vermelha!
Pois se sabe quem sou, tenho que confessar que não faço a minima ideia quem será Pinho Cardão! Tb confesso: esqueço com facilidade quem vou conhecendo! Se fosse, por ex., um tipo que me pedira cem contos há 5 anos e ainda não tivesse pago, lembrava (claro que não lembrava porque eu nunca teria 100 contos para emprestar!). Se fosse um tipo que me tivesse prometido uma excelente almoçarada na sua modesta casinha, tipo uma cabritada e não tivesse cumprido, lembrava (aí lembrava pq adoro umas boas comezainas! Que se lixe o colesterol, os triglicerídeos ou triglicériodos, conforme o gosto) Recorro aos FARMACOS e resolvido está! Meto a conta à Caixa e o Estado pagará ou não. Mais certo, não!
Mas para ser sincero...de momento...não estou a ver. Pode ser que me lembre de noite, em sonhos. Um colega meu que andou comigo no ensino superior primário, vulgo 4ª classe, o Sigmund Freud, tinha a mania que de noite, em sonhos, descobriamos muito coisa! Vou tentar! Pinho Cardão..não, certo que não vou lá.
Alem de mais não tenho conhecimentos de alguém que viesse aqui, provocatoria, prepotente e pedante, perante um desempregado, dizer que é dono dele próprio, que faz o que lhe apetece...Eu, um sério, honesto e humilde cidadão, desempregado...a viver da amizade de alguns, poucos, de expedientes e...até estes andam a falhar!!! Os meus amigos nunca fariam isso. E se prometessem por ex. uma almoçarada, era garantida!
Tou a ver que tenho de emigrar. Vou por aí fora, Oceano acima, à procura da felicidade, fugindo desta lixeira, deste desordenamento territorial que PNPOT vai salvar (!!!???), do DGOTDU, em busca de uma ilha, onde, por ex. um jardim simples, mas arranjadinho, com botões a florir, me tragam alguma paz, e beleza! Deixo a confraria dos Pudins, que se lixem os chineses, bolas para o Protocolo, maternidades, e outras variedades, poluição, Porto de Sines, etc!
Não saltarei para o seu perfil, mas já agora vou lá espreitar, só!
Não sabia que havia aqui uma Galeria de estrelas!

Pinho Cardão disse...

Caro Mafr:
Essa prosa estilhaça qualquer coração de pedra.
Vá lá que, apesar de desempregado, ainda não empenhou o computador para comer...
Mas se não empenhou o computador para comer e, apesar de desempregado, ainda escreve em blogs, é porque não precisa de arranjar emprego...Mas, pensando melhor, se não precisa de arranjar emprego e insinua até que eu lhe prometi um almoço,fico sem dúvidas quanto à sua identidade.É que, se bem me lembro, em tempos eu prometi um almoço a um sujeito, à mulher desse sujeito e a um cunhado desse sujeito.E, com o almoço na mesa, eles não compareceram...
Mas eu sou generoso e o convite está renovado. Só que desta vez só mandarei fazer o almoço, após estarem presentes.
E mais não digo.

mafr disse...

Sr Dr: ( isto de pois de ter espreitado o perfil! De perfil não está mal! De frente, não sei muito bem!!! Mas vamos ao que interessa.
Convidou um sujeito, a mulher e o cunhado e os gajos não apareceram? É por estas e outras que o País está como está, A desperdiçar dinheiro em comida para deutar fora. Olhe para já estranho que o sr dr, como homem inteligente, tenha amigos desses, que não sou eu!
Depois: quer que empenhe o computador para comer? E como assado ou grelhado na brasa? Lá está...é mesmo dele! O que quer é que eu tenha um indigestão, comendo o computador. E lá vão mais Farmacos, pró negócio! Só lhe faltou dizer que pegasse na tinta da impressora, misturasse um pouco de farinha, e fizesse um pudim abade de priscos para sobremesa - numa reinvenção do dito, em forma de creme às cores! Estes Liberais são capazes de tudo!
Também não digo mais!
Vou tomar um Farmaco sonorífero e sedativo e vou dormir! Meta mais estes na contabilidade!

Anónimo disse...

«- NÃO ME TOQUEM NA VACA SAGRADA» - diz mafr a espumar de raiva.
«- Sim, falo da RTP, este sublime monumento de serviço público, só comparável à majestade metafísica das Catedrais Góticas.» - diz mafr, já lívido, a anunciar um desmaio, vai que não cai...
«- Não perceberam. Cambada de analfabetos! O Serviço Público de televisão é um bem puramente público, à semelhança da saúde, da educação e das vias de comunicação.» - retruca, mais uma vez mafr que, desta feita, se havia esquecido de mencionar a água e a electricidade. Talvez porque sentia a garganta seca, de tanta emoção. Explodia de ansiedade. Desejava ardentemente um copo de água, bem fresco, para apagar a chama da sua cólera.
mafr estava bravo. Qualquer coisa o punha fora de si. Normalmente é um homem pacífico, bem-falante, com uma ponta de ironia a roçar o escárnio. mafr gosta de falar da sua iliteracia, do seu humilde saber... como ponto de partida para, de rajada, e após escrever 500 palavras, sem levantar os dez dedos do teclado, concluir que afinal, no comparativo com a inteligência alheia, até não está mal dotado de sinapses neuronais. Como toque pessoal, termina sempre as suas glosas com um amável “respeitosamente”. Como quem diz: «- Percebeu, ou quer que lhe explique?! Se não percebeu sempre lhe posso fazer um desenho, bem esquemático, ajustado a débeis mentais.». Não o diz mas, lá no fundo do seu íntimo, pensa.
Ao abrigo dos “typing mistakes”, utiliza termos de singular erudição como: “saloisse”, em vez de saloiice, e “sonorífero”, em vez de soporífero ou sonífero. O primeiro, compreendo perfeitamente. Estava a sonhar com um Opel Vectra e 10.000 míseros euros de rendimento mensal. Mas, como é um nobre desempregado, mandou tudo à fava e, com os olhos rubros de ódio, gritou: «- Exploradores, capitalistas, ..., míopes (as reticências não são reproduzíveis, por decoro). Não percebem com quem estão a falar. 10.000 euros (pausa), devem estar a gozar comigo. Eu sou o Ronaldo da comunicação Global. Eu sou o Serviço Público. Sim, ele mesmo, em pessoa.». O segundo “mistake” também goza de uma condição de exclusão da ilicitude, de uma causa justificativa, as pálpebras do mafr pesavam-lhe que nem chumbo e os neurónios, congestionados com tantas sinapses, entraram em curto-circuito.

Há uns “posts” atrás, o nosso amigo Pinho Cardão, homem de fino recorte, olhar profundo, bem-humorado e de genuíno bom trato (poderia ser diplomata até no Irão), lembrou-se, a propósito de um comentário do mafr, de declarar: « - Magistral lição! (...)Dê-nos a honra de aparecer mais vezes, que o seu contributo é uma mais-valia.».
A diplomacia prega destas partidas.
De facto, aquele comentário do mafr até parecia razoavelmente equilibrado, dentro de uma determinada perspectiva – a defesa apologética do Serviço Público de televisão, e presumo que também de rádio, etc. O “companheiro” mafr esquece-se da concorrência, do cabo e da liberdade de escolha em igualdade de condições. O mafr sofre de amnésia compulsiva. Mas, enfim, quando alguém acredita numa causa, mesmo que dogmaticamente, temos que ser tolerantes.

Felizmente vivemos em liberdade. Digo, em razoável liberdade. Mesmo quando os nossos impostos são torrados pelo dito Serviço Público de televisão, contra a nossa liberdade de escolha. Bem, pelo menos servem para pagar vencimentos milionários a alguns amigos (ou conhecidos?...) do mafr, nem tudo é mau. Pena que ele não aproveite os seus conhecimentos e esteja a viver o drama do desemprego (espero que não seja uma brincadeira de mau gosto!!!).

Esta liberdade mitigada tem pelo menos uma vantagem. Senão vejamos:

Um dos últimos comentários do mafr foi um panegírico, algo excitado, ao programa da RTP relativo à inauguração da nova superfície comercial do Campo Pequeno. Parece que também é um espaço de entretenimento. Para uns cultural, para outros (os amigos dos animais) de promoção da barbárie (encaro esta última perspectiva como sintoma, também, de exaltação hiperbólica). Não vi o programa, pelo que não tenho uma opinião directa sobre o assunto. Embora me parecesse que o mafr, no mínimo, revelava um excesso de êxtase pela referida produção. Não falou no cinema feérico de Hollywood, na magia do cinema de autor, mas, pouco faltou... digamos que roçou o conceito.
Porém, numa das minhas incursões “blogosféricas” li o seguinte “post” de Vital Moreira, de 2006-05-17 :

“Serviço público
A transmissão directa da inauguração da Praça do Campo Pequeno pela RTP 1, que terminou apropriadamente com entrevistas a Alberto João Jardim e Lili Caneças, constitui um frete comercial obsceno, impróprio de uma televisão pública. Por momentos julguei que se tratava da TVI. Afinal era a televisão de serviço público.
Que mais nos pode acontecer?!”.

E, pensei com os meus botões, ainda bem que vivemos em democracia! Afinal não sou só eu, e o Pinho Cardão, que olhamos para a RTP e não conseguimos vislumbrar uma réstia de Serviço Público. Afinal, lá mais para a esquerda, há quem pelo menos se questione.

Por ora, fico-me por aqui. Desisto a 50% deste projecto de comentário.
Não sei o que se passa com o mafr mas, meu amigo, mantenha a elevação de espírito, a nobreza de atitude e, acima de tudo, a boa educação, principalmente quando aborda assuntos esotéricos como o Serviço Público de televisão em Portugal.

Respeitosamente.

Anónimo disse...

Adito os 50% em falta ao anterior comentário. O tema começa a interessar-me, mais activamente!

É necessário um Serviço Público de televisão?
Nas últimas décadas os média têm vindo a assumir um papel de crescente relevância no contexto cultural e socioeconómico das diferentes nações. Para o bem e para o mal. Em Portugal, onde o nível de iliteracia é elevado e os hábitos de leitura baixos, as televisões e as rádios terão ainda mais impacte do que noutras sociedades mais desenvolvidas. É inquestionável. As emissões internacionais, em particular dos canais de televisão, constituem factores de agregação da diáspora portuguesa disseminada pelo mundo. As televisões podem mesmo contribuir para a divulgação da língua e da cultura portuguesas. E, consequentemente, concorrerem para o reforço do espírito nacional. A verdade, não obstante, é que fazem muito menos do que poderiam. Gerir o negócio da televisão não é incompatível com este devir. È, acima de tudo, uma questão de estratégia, de responsabilidade social e de criatividade.
Mas, adiante.
Concordo que é socialmente útil a existência de um Serviço Público de televisão!
Quem o define e que tipo de Serviço Público?
Vou passar por cima dos grandes conceitos para ir directamente ao cerne do problema.
Quem o define?
Obviamente o Estado, através dos seus órgãos de soberania, com especial enfoque no parlamento, de modo a assegurar o necessário pluralismo de valores e de ideias.
Que tipo de Serviço Público?
O Serviço Público deve ser orientado para a difusão, divulgação ou promoção de programas de ou sobre:
1.º Educação, formação e trabalho (incluo aqui, por exemplo, as “aulas” da Universidade Aberta);
2.º Ciência, inovação, tecnologia, cultura e artes (com especial realce para a língua portuguesa e para a produção nacional, de qualidade!);
3.º Valores multiculturais, incluindo o respeito pela diversidade étnica e religiosa dos povos (com particular atenção ao fenómeno da (e)imigração);
4.º Responsabilidade e solidariedade social e pessoal (abordando a problemática dos grupos mais desfavorecidos, da violência em diferentes contextos, designadamente no âmbito familiar e escolar);
5.º O Estado da Nação (debates não apenas com políticos, mas com diferentes especialistas da sociedade civil, promovendo o contraditório);
6.º Tempos de antena;
Etc., etc.

Por último, pergunto: tem que ser uma empresa pública a garantir o Serviço Público?
Aqui, definitivamente, a resposta é não! Até é contraproducente, na medida em que não se promove a concorrência na prestação do Serviço Público. Logo a qualidade é inferior.
O Governo deveria estabelecer um “plafond” de financiamento plurianual (mínimo 3 anos) para a prestação do Serviço Público. As empresas de televisão, rádio e imprensa (ou outros produtores privados) concorriam em pé de igualdade. Um júri plural analisava as propostas e elegia as mais promissoras. Depois teria que existir um acompanhamento “on going” ou concomitante dos programas à medida que iam sendo produzidos e transmitidos. A avaliação da sua qualidade e impacte deveria influenciar futuros financiamentos.

E pronto, este é, em grossas pinceladas, o modelo que preconizo.
Sim ao Serviço Público! Não às empresas públicas que “brincam” ao Serviço Público, só que com “funcionários públicos” mais bem remunerados.
Estou em crer que as mais-valias desta solução seriam infinitamente mais tangíveis do que as proporcionadas pelas actuais empresas de capital exclusivamente público.
A quem não interessa a mudança?
Aos situacionistas (incluindo os jornalistas) que, obviamente, beneficiam com o “status quo”.

Pinho Cardão disse...

Caro Félix Esménio:
Os seus comentários merecem um desenvolvimento maior, mas poderemos voltar ao tema.
Acho que tem muita razão no que diz no seu último comentário, quando refere quem deve definir o serviço público, quando aponta os objectivos do serviço público e quando discorre sobre quem o deve levar a cabo.
Não posso continuar por agora, MAS VOLTAREI AO TEMA, que pode dar uma boa troca de impressões.

mafr disse...

Sr Feliz Esménio:
O seu post não me deveria merecer qualquer comentário. Todavia, não posso de deixar aqui, algo sobre o que diz!
1- Põe na minha boca (escrita) frases que não proferi!
2- Espumar de raiva foi coisa que não fiz, nunca fiz, não é habito fazê-lo e nunca me atreveria a dizer tal de si; mas, só ajuda a compreende-lo melhor!
3- A ignmorância é mãe de todas as coragens. Percebi, que não sabe do que fala quando se pronuncia sobre Serviço Público de Tv, ou de qq outro;
4- Perante uma dúvida você tem certezas e verdades absolutas,como escreve "... definitivamente"! Eu nao tenho dessas verdades;
5- No elogio ao programa RTP do Campo Pequeno, mantenho e reafirmo o que disse. Há anos e, raramente, vejo tal tipo de programa que muito se deve ao génio de La Féria; Vital Moreira falava de outra coisa. Vc não entendeu....paciência!
6- Tem alguma noção do que é uma plano/projecto empresarial, seja de que género for, para 3 anos? Claro que não. pensa que alguma TV privada aceitava tal encomenda ou desafio? Nem nada de parecido, como se viu pela discussão haviada em 2202. A concessão à RTP tem prazo limitado no tempo!
7- Nunca considero os meus interlocutores neste e noutros blogs, ou em qq discussão ou análise, " cambada de analfabetos"! De uma vez por todas fale de si e das suas opiniôes. É ridiculo e feio, para não usar adjectivos mais grosseiros, que não fazem o meu genero, colocar nos outros pensamentos e sentimentos que não se conhecem. Isso tem um nome. Não o vou usar!
8- Concordo consigo que, de quando em vez, temos de ser "tolerantes". Vou sê-lo relativamente a si!
9- Erros dactilograficos ou " typing mistakes" , como gosto de dizer, , mesmo nos mails privados ou de trabalho... cometo-os eassumo, pq nao sou especilista no genero dactilografico! Mas não me vou dar ao trabalho de encontrar os seus, ou mais do que isso...
10- Vc tem um complexo terrivel relativamente às TVs aos jornalistas, ao serviço publico e ás remunerações. Mente até sobre elas, ( com segurança de verdade!) como o fez num dos primeiros mails a que lhe respondi... e ao qual depois, esfarrapadamente, veio tentar dar uma volta. Só quem desconhece o tema, o que é natural ( como se falarem de medicina, nada sei!), sente o ridiculo da sua pseudo-explicação.
Lembra-se em que ano pertenceu à tal dita comissão para a TV? Não responda, porque não necessito, nem estou interessado! Aliás é fácil de saber! Mas o desfasamento no tempo não o impediu de vir para aqui com afirmações "falsas", com rótulo de verdadeiro! E qq um, fora do assunto admitiria a verdade. É este o Mundo que temos.
Dizia há dias, a um amigo, que os blogs são algo que umas vezes me atraem, outras repudio. Porque por trás disto, surgem as mais graves afirmações, (para ser generoso na definição)que nos incomodam.
Caros companheiros e amigos de blog, alguns que conheço e estimo. Por aqui me fico. Não estou para aturar Esménios, e vou tentar encontar lugar mais saudável.
A todos ao TMoreira, ao PCardão, Susana Toscano, Clara Carneiro, Ferreira de Alemida, Prof Massano Cardoso e, desculpem não enumerar todos, um abraço. Nos dias que aqui passei, aprendi convosco.
Pela minha parte limitei-me a agitar a discussão, sem sair do que na realidade sinto e penso!
Desculpem os typig mistakes. Com efeito não devo ter o cuidado que o sr Feliz Esménio tem. Mas tb não vim para aqui aprender a dactilografar! Hoje em vez de um sonorífero vou tomar um ansiolitico. O autor do post a que respondo, é daqueles que retira a paciência a qq um. E não é pelas inverdades e desfaçatez com que as diz. É pelas enormidades que lhe saem da mente. Deve ser uma pessoa insegura! Mas, tb para isso há Farmacos que ajudam!
Respeitosamente( até aqui viu segundas inteções)me despeço de todos os membros deste blog. Pode ser que um dia volte!

Pinho Cardão disse...

Caro Mafr:
Então que é isso?
Nada de zangas!...
E apareça sempre...

mafr disse...

Car Pinho Cardão: (dirijo-me a si, porque surgiu de permeio, a falar deste tema, e julguei ser meu dever e respeito por si, deixar-lhe-lhe algumas palavras, que no fundo, são tb para todos.

Gostava de entrar nesta discussão. É um tema que me interessa. Não estou ligado a qq Empresa ou grupo de comunicação Social. Tal não me impede de ter opinião! Mas pelas razões expostas no mail anterior retiro-me da discussão. Não deixo, porém, de transcrever aqui um paragrafo ou dois do sr Feliz esménio que dão uma ideia do enviezado da discussão, qd parte de pressupostos como os que ali se apresentam. Em que não se distingue funcionários publicos de jornalistas de empresa de capitais publicos. Jornalistas, funcionários públicos, existiam na URSS, na ALbania e ainda os há, infelizmente, por muitos países pelo Mundo fora!
Não entende que o enumerado de possiveis areas de um canal de S.P. jamais seriam aceites por qq canal privado e comercial? Que, tal como enumera e citarei, seria impraticavel mesmo por uma empresa de capitais publicos, a não ser que a comparticipação do Estado, no mínimo, trplicasse, e onde as audiencias passariam a residuais? Uma comissão que avaliasse o impacte dos programas e da sua qualidade? Quem? Que comissão? Não as há? o Conselho de Opinião- a AACS, agora, Entidade Reguladora, as comissões da AR para a Com Social e Cultura? etc... Citarei duas ou tres afirmações do sr Esménio que julgo lapidares! Que a muitos aparenta ter logica e ser viável! Mas é só aparência. É necessário saber o que são custos de programas, mercados, audiencias, apetência do espectador, receptividade, captação de atenção, como cativar espectadores, etc.etc.etc...daria pano para mangas. Mas prometi não ir por aí. E já agora, uma Empresa de serviço publico e o proprio serviço publico não é feito apenas por jornalistas. É pela Dir de Programas, por produtores, realizadores, e tantos outros profissionais! Porquê essa alergia aos jornalistas? Será algum trauma do sr Esménio. E aqui vai a citação que considero um verdadeiro documento antológico do que é falar do que não se sabe:
...." O Governo deveria estabelecer um “plafond” de financiamento plurianual (mínimo 3 anos) para a prestação do Serviço Público. As empresas de televisão, rádio e imprensa (ou outros produtores privados) concorriam em pé de igualdade. Um júri plural analisava as propostas e elegia as mais promissoras. Depois teria que existir um acompanhamento “on going” ou concomitante dos programas à medida que iam sendo produzidos e transmitidos. A avaliação da sua qualidade e impacte deveria influenciar futuros financiamentos.
.....(sic)
...."Que tipo de Serviço Público?
O Serviço Público deve ser orientado para a difusão, divulgação ou promoção de programas de ou sobre:
1.º Educação, formação e trabalho (incluo aqui, por exemplo, as “aulas” da Universidade Aberta);
2.º Ciência, inovação, tecnologia, cultura e artes (com especial realce para a língua portuguesa e para a produção nacional, de qualidade!);
3.º Valores multiculturais, incluindo o respeito pela diversidade étnica e religiosa dos povos (com particular atenção ao fenómeno da (e)imigração);
4.º Responsabilidade e solidariedade social e pessoal (abordando a problemática dos grupos mais desfavorecidos, da violência em diferentes contextos, designadamente no âmbito familiar e escolar);
5.º O Estado da Nação (debates não apenas com políticos, mas com diferentes especialistas da sociedade civil, promovendo o contraditório);
6.º Tempos de antena;"...

e continua:
"...Por último, pergunto: tem que ser uma empresa pública a garantir o Serviço Público?
Aqui, definitivamente, a resposta é não! Até é contraproducente, na medida em que não se promove a concorrência na prestação do Serviço Público. Logo a qualidade é inferior.
O Governo deveria estabelecer um “plafond” de financiamento plurianual (mínimo 3 anos) para a prestação do Serviço Público. As empresas de televisão, rádio e imprensa (ou outros produtores privados) concorriam em pé de igualdade. Um júri plural analisava as propostas e elegia as mais promissoras. Depois teria que existir um acompanhamento “on going” ou concomitante dos programas à medida que iam sendo produzidos e transmitidos. A avaliação da sua qualidade e impacte deveria influenciar futuros financiamentos."
...."E pronto, este é, em grossas pinceladas, o modelo que preconizo.
Sim ao Serviço Público! Não às empresas públicas que “brincam” ao Serviço Público, só que com “funcionários públicos” mais bem remunerados.
Estou em crer que as mais-valias desta solução seriam infinitamente mais tangíveis do que as proporcionadas pelas actuais empresas de capital exclusivamente público.
A quem não interessa a mudança?
Aos situacionistas (incluindo os jornalistas) que, obviamente, beneficiam com o “status quo”...."

Por aqui me fico.
Respeitosamente. Até um dia destes!

Anónimo disse...

Caro mafr

Lamento a sua desistência.
Escrevi uma rábula, que me pareceu divertida, sobre o tom e a forma como comentou o post de Pinho Cardão. Que, aliás, considero profundamente infeliz.
O meu amigo, manifestamente, não relê o que escreve e lê mal o que outros escrevem.
Faltam-lhe espelhos lá em casa...
As suas respostas aos meus comentários não me surpreenderam. Apenas confirmam a oportunidade da minha sátira.
O meu amigo vem a jogo, chuta nas canelas dos “adversários” (de debate) a torto e a direito e, depois, quando leva a resposta, fica ressentido. Enfim, sem comentários...
Não concorda com as minhas ideias, muito bem, não o levo a mal. Acho até natural.
Este assunto - do serviço público de televisão, rádio, etc. - merece ser desenvolvido com mais profundidade, naturalmente!
Gosto sempre de debater, de forma urbana, assuntos polémicos.
Estou disponível para o fazer. Sem ressentimentos, mas atento ao tom do debate.
Não pense que é dono da verdade, meu caro. Vá com calma.
Um bom debate é mais terapêutico que muitos fármacos. Vá por mim.

Notas:
1. Nada tenho, em geral, contra os jornalistas. O meu irmão mais novo é jornalista (e acho que a vida, felizmente, não lhe corre mal). Está a ver a precipitação... juízos impetuosos ou, no mínimo, imprudentes. Não tenho complexos, tenho opiniões, tão legítimas como as suas.
Coisa diferente é a análise que faço do modo irracional como são geridos certos dinheiros públicos.
É aqui que a porca torce o rabo. Nomeadamente no que concerne ao serviço público de televisão e de rádio. Na minha opinião trata-se de um verdadeiro anacronismo. Não o serviço público, mas o modo como é gerido. É este o ponto.
2. Os erros que cometeu são absolutamente comuns. Eu também cometo erros (embora me esforce por os evitar). Umas vezes por distracção, outras por ignorância. Mas, vi-o tão arrebatada na sua superioridade argumentativa que achei por bem dar-lhe alguns motivos para ser mais humilde. Foi só isso.

Quando estiver menos irritado, sou ao dispor para uma boa e serena conversa (pode ser jocosa, mas não hostil – já bastam as OPA!).

Cumprimentos do Félix, que todos os dias se esforça por também ser feliz - palavra esta, aliás, que está na origem etimológica do meu próprio nome. Desta vez acertou. Obrigado.